Taking Chance
Taking Chance
Chapitre 39 min de lecture

Capítulo 3

A faca roçava o pescoço do Winchester enquanto Ruby brincava com ele. Era o momento ideal. Ele iria morrer. Ninguém poderia impedir. Porém, as duas ouviram atrás de si barulho de armas sendo destravadas.

Bobby e Samuel haviam acordado, John e Mary haviam voltado, e estavam com armas apontadas para as duas. O Colt também também estava sendo apontado para elas.

- Chegou a cavalaria,é?-disse Meg,com ironia.

As duas olharam os recém-chegados com ar de deboche. Os poderes das duas haviam aumentado muito, ambas poderiam jogá-los na parede e parar as balas no ar, antes que esboçassem reação.

Meg estendeu sua mão, mas Ruby a parou.

- Vamos deixá-los vivos por um tempo, vamos ver o quanto durarão. Com todo o inferno atrás deles, veremos o quanto são poderosos.

-Deixa de ser chata, Ruby, sabe que podemos matá-los agora sem a menor dificuldade. — grunhiu Meg.

-De que adianta matá-los facilmente, se a melhor parte é justamente a agonia humana? — disse Ruby.

-É...você tem razão,Ruby.Afinal,se acabarmos com o jogo depressa,tudo vai voltar ao que era antes.Chato e apático.-disse Meg.

-Esse é o espírito.Agora vamos embora.

Elas riram, e, cercadas por sombras, desapareceram em pleno ar.

- Mas que...?-disse Samuel.

- Elas disseram que o inferno inteiro está atrás de nós? — Comentou John.

- Parece que não fomos os únicos a voltar. — Disse Dean.

- Como assim?

- Os demônios que matamos voltaram, todos voltaram também.

- Mas por que droga entramos na época dos mortos voltarem a vida? — Samuel falou zangado.

- Meninos, acho que eles devem saber do que aconteceu, para saberem o que irão enfrentar, tudo o que aconteceu, desde a morte de Mary.-disse Bobby.

-É melhor sentarem então, é uma longa história.-disse Dean.

Sam olhou pro outro canto.Não seria agradável eles ouvirem o que seu filho havia feito.E o hálito de Ruby ainda estava forte...

Meg e Ruby estavam sentadas em frente a uma mesa,aonde estava Lilith.

- VOCÊS TIVERAM A CHANCE DE DESTRUÍ-LOS E RECUARAM? QUE TIPO DE DEMÔNIOS SÃO VOCÊS? — berrava Lilith

-Lilith, a tortura de saberem que irão morrer de uma forma ou outra será divertida. Aliás, matá-los de uma vez seria muito chato. Como eles se protegem, matar um a um seria mais... cruel e... Traria mais dor. Não

é para isso que existimos? Para causar dor e sofrimento?.

- Acho bom ter um plano Ruby. Eu queria muito matá-los.-disse Lilith

- E tenho. Eu sempre tenho. Eu vou.... Digamos... seduzir o Sam, matarei sem deixar rastros um a um os familiares e deixo o Sam com você, mas o Dean... Esse eu quero torturar muito.

- ...é por isso que você é uma das minhas favoritas, Ruby.

- E então, quando começa o plano genial? — ironizou Meg.

- Daqui a pouco, por que não?

- Então, Sam pulou no buraco e o Dean foi viver com Lisa e Ben, até agora.

Todos não pudiam acreditar na história que ouviram, era inacreditável.

- Então, estamos em uma situação linda, tendo que lidar com força, poder, crueldade, estratégia e inteligência ao mesmo tempo? — zombou Samuel, definindo os demônios pelo o que ouvira.

- Com o inferno inteiro atrás de nós, acho que eles devem ter um motivo maior. -disse Mary.

- Mãe, a pergunta por enquanto é como todos voltaram sem aparentemente nenhuma ideia.

- O Sammy tem rasão, o Castiel poderia cooperar e aparecer para nos ajudar nisso. — Desabafou Dean.

- Não sei, pedir ajuda a um anjo, um ser que nunca vimos?

- O Cass ajudou muito durante o Apocalipse, ele não é do mal, acredite, embora às vezes ele pareça meio gay.

Eles riram.

- O que querem saber?

Castiel apareceu no meio da sala, assustando-os.

- Que droga! Você poderia avisar quando aparecer.

- Não pude aparecer antes, tem uma grande guerra no céu pelo controle.

- Tá. Queremos saber como viemos parar aqui, como voltamos. — disse Sam.

- Não tenho muita certeza. Apenas suspeitas. Exceto como Jo e Ellen estão aqui. — disse ele sem expressão.

- Como?

- Gabriel.

- Paralá! Gabriel? Ele não morreu também?

- Foi antes da morte dele. Ele impediu que as duas morressem segundos antes do lugar explodir e elas ficaram como dormindo até agora.

- Por que não contou isso?

- Não sabia até agora, Gabriel é bom em esconder coisas do céu. A propósito Anna também está de volta. Está do nosso lado, tenho certeza.

- Então essa coisa de reviver atingiu, céu, terra e inferno? O que diabos tá acontecendo por aqui?

Mas o anjo já não estava mais ali.

O telefone da casa toca, Bobby atende.

- Alô? — silêncio — Como? Mas como é possível? — alguém parecia berrar do outro lado — Tá, tudo bem.

- O que foi Bobby?

- Parece que tem um ninho de vampiros em Connecticut, demônios em Nevada e algo que parece ser um Deus pagão em Los Angeles.

- Ótimo trabalho.

- Estaremos prontos em alguns minutos.

- Vocês não dormem mesmo em serviço, não é?

- Não. — brincou Dean.

Sam estava em seu notebook pesquisando sobre o caso. Dean tinha sobre a mesa algumas fotos das aparentes vítimas. Mas falava ao telefone.

- Qual é Lis, não queria estar aqui em um trabalho, deixar você ai, sei não, pode ser arriscado.

- Mas eu estou com o Bobby, e você mesmo disse que ele é um bom caçador.

- Tá.

- Fique bem, tá. Tenha cuidado e volte inteiro, de preferência.

- Cuidado é o meu nome. Tchau Lis.

Sam o olhou.

- Você e a Lisa... É realmente firme, hein? Acho que é a primeira vez que você tem um relacionamento firme com alguém. — disse ele sorrindo

- Foi você quem praticamente me jogou em cima dela.

Eles riram.

- Eu tava com saudades disso, sabe, nós dois em uma caçada.

- Eu também. Vou comprar alguma coisa para comermos. Volto já.

Sam voltou sua atenção para a pesquisa.

Dean saiu do quarto. Apenas alguns segundos se passaram. Então, um vento entrou pela janela, as luzes piscaram e Sam só se teve tempo de sair da cadeira.

-Oi, Sam.

Para surpresa de Sam,lá estava Ruby,sorrindo pra ele.Como ela aparecera sem nenhum sinal?Pior,como ela sabia que Dean estava fora?

- Vadia.

- Qual é, Sam? Achei que tínhamos parado com a parte dos xingamentos. Bom, só pra saber, não vim aqui para matá-lo, sabe? Depois de tudo que passamos...

Ela o olha sensualmente, levanta da cama e vai em direção a ele. Sam se afasta com expressão de raiva. A segura pelo pescoço. Ela não se move um centímetro. Seus olhos se cruzam e Ruby decide "atacar".

- Sam... Não adianta tentar acobertar com essa máscara de raiva. Sei que eu mexi com você, ao menos um pouco. Tudo o que passamos... Não confiaria tanto em mim se não sentisse nada. Só porque uma

coisinha aconteceu, não precisamos acabar com o que tínhamos.

- Não tínhamos nada. — diz ele entre dentes, enraivecido — Você não vai escapar viva desta vez, Ruby. Não mais.

- Pense um pouqinho, Sam. O que fizemos... — ela passou a mão pelos cabelos dele — o que fizemos juntos... — ela se aproximou dele, deixando seus corpos muito próximos

Sam a empurrou, mas a demônio mal saiu do lugar. Ruby o jogou na parede com cuidado. Se aproximou dele. Seus lábios estavam a poucos centímetros.

- Agora diga que me odeia.

Mas antes de ouvir uma resposta, ela o beijou. Sam tentou esquivar-se, mas estava preso.

A porta se abre, Dean vê a cena,estupefato,na porta.Ruby percebe que Dean estava lá.Então,separa seus lábios de Sam e sussurra:

- Sam,não adianta disfarçar. Eu sei. E você sabe.

O Winchester mais velho pega o Colt, porém Ruby some antes do tiro.

- Droga você está bem?

- Tô. Que merda, aquela desgraçada...

Dean o olhou como se soubesse que aquela cena teria grande repercussão. Como se soubesse que Sam sentia algo por ela, como se soubesse que poderia haver uma confusão à frente. Mas haveria mesmo?

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