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Chapitre 412 min de lecture

Capítulo 4 – Conde Lanfour

“Há um castelo...” e assim começou a explicação do cidadão de Draynor sobre a exata localização do vampiro. Ele se encontrava no porão de um antigo castelo abandonado nas proximidades de Draynor, apesar de ser fácil chegar até lá, havia, protegendo o castelo, uma floresta sombria de lendas assustadoras. Elas caminharam sobre o sol até que nuvens de chuva começaram a surgir.
– Não gosto dessas nuvens. – Disse Lisye, quebrando o silêncio.
– Por que não? – Libria, que caminhava no meio, perguntou
– Ouvi dizer que vampiros ficam mais fortes quando não estão expostos ao Sol. Eles são sensíveis a qualquer tipo de luz, por isso só saem pela noite.
– Isso me faz lembrar das noites em que eu saia pela minha cidade. Era o único momento que eu podia sair de casa.
– Por que você não saia à luz do dia? – Julienly perguntou
– As pessoas não podiam saber que eu era uma meia elfa. As outras crianças usavam magia quase o tempo todo e eram boas. Se eu usasse qualquer tipo de magia, desconfiariam da minha linhagem. Como já disse, ainda não posso controlar minha magia por completo.
– Entendi. Você deve ter vivido uma vida muito solitária, não?
– Minha mãe, Aelisis . Ela estava sempre comigo. Um dia espero que vocês a possam conhecê-la.
– Ela deve ser uma pessoa muito agradável – Disse Lisye
– Sim. A última coisa que ela me disse antes de sair foi: Encontre seu pai e entregue isto a ele. – Com isso ela puxou um pequeno pedaço de papel e o abriu. As outras se aproximaram para ler o que estava escrito.
– “Querido Zorgus, você me deve muitas, mas muitas moedas de pensão. Sinto sua falta, com amor... Aelisis Solarias” – Lisye leu em voz alta.
– Isso seria ser agradável? – Perguntou Julienly.
– Hahaha! Mamãe vai ficar feliz se conseguir eu encontrá-lo. Ela me contou muito sobre ele.
– Tudo o que sei sobre seu pai é que ele é muito poderoso. Conseguiu derrotar um demônio dois anos atrás, sozinho, usando apenas combate corpo a corpo, sem dúvida, o admiro muito.
– É. Espero ter alguma notícia dele em breve.

Estava escuro, sombrio e um vento gélido percorria a floresta. Sem perceber, nossas protagonistas estavam no interior do bosque do qual o castelo se encontrava.
– Nossa! Aqui é tão escuro quanto as Terras Selvagens – Lisye aproximou-se mais de suas amigas. Parecia que, a qualquer momento, as perderia de vista.
– As árvores... Elas até parecem estar se movendo! – Comentou Julienly

E de fato! Uma das raízes se enroscou no tornozelo de Lisye, Julienly gritou tão alto que fez com que corvos abandonassem seus postos, deixando todas alertas, Lisye rapidamente sacou sua espada e cortou a raiz. Mas assim que o fez, mais outras raízes surgiram e, além de seus tornozelos, seus braços foram atados.
– Mas o quê!? – Lisye deixou cair sua espada Elemental. Mas Julienly a pegou com um movimento rápido.
– Não! – Gritou Lisye. Era tarde demais. A espada, em contato com as mãos da evocadora, liberou eletricidade, que fez com que ela a jogasse contra uma árvore com um grito de dor. – A espada foi feita especialmente para mim!
– Como eu poderia saber?! Libria! Use magia do fogo!

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