Past, Present & Future
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Chapter 39 min read

Capitulo 2

– Filha? — Meu pai me chamou com a cabeça pra dentro de meu quarto, na porta. Levantei a cabeça para olhá-lo e assenti para que ele pudesse entrar. Ele entrou, caminhou até minha cama e se sentou, pude perceber por suas feições que ele estava tenso, preocupado e temeroso. Grayson Gilbert era um homem relativamente alto, cabelos em um castanho acobreado, estava de roupas sociais, o que já era normal pois trabalhava em um hospital. — Filha... Você sabe que eu sempre amei sua mãe, não sabe? — Estranhei aquela pergunta, mas respondi com um aceno de cabeça. Eu não estava gostando do rumo que aquilo estava tomando. — Então, eu sempre amei e amarei vocês incondicionalmente, pra sempre. Ok? — Assenti novamente, estava meio tensa com essa conversa. — Elena, há uns 2 meses atrás eu conheci uma mulher, Lílian é seu nome, eu a vi pela primeira vez no hospital e estamos nos encontrando as vezes desde então. Eu não te contei antes porque eu queria saber se ia realmente dar em alguma coisa, mas eu gosto mesmo dela e quero começar em relacionamento de verdade, mas também quero que vocês se conheçam e se deem bem. — Eu não tinha reação, não havia como, eu estava realmente surpresa. Encarei meu pai e vi sua expressão aliviada, como se estivesse tirando um grande peso das costas, mas também pude perceber que estava aflito, esperando um resposta minha que não surgiu. Eu precisava de tempo pra pensar, não era uma coisa fácil a se aceitar, mas eu tinha que ver o lado de meu pai também.

–Pai, posso pensar? Preciso de tempo. Não é fácil receber uma notícia dessa. — Olhei sugestivamente para a porta e meu pai pareceu entender o recado, pois se levantou, mas antes de sair me deu um beijo na testa, sussurrou "Eu Te Amo", se virou, abriu a porta e saiu, fechando novamente a porta atrás de si.

Meu pai e eu sempre tivemos uma relação ótima, foi graças a ele que eu havia escolhido fazer medicina na faculdade. Ele as vezes me levava para seu consultório e eu passava o dia brincando e observando meu pai sorrir cada vez que um paciente deixava sua sala com o problema resolvido ou quase resolvido, mas ele se sentia feliz mesmo assim, feliz por ter ajudado alguém.

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