on vocals
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Chapter 15 min read

Capítulo 1

É uma da tarde, estou num hotel em Las Vegas, muito, muito cansada.

Na minha certidão de nascimento sou Pauline Van der Linde Volkov, mas, o mundo me conhece como B. Reverie. B é algo como Bella, Beauty (bela, bonita, em inglês), nem eu sei, eu uso o B mesmo, tudo isso começou quando eu entrei no estúdio pela primeira vez, o produtor disse que eu não punha medo em ninguém, que não nasci pro Hard Rock, que aparentemente eu era indefesa, por maior que fosse meu corpo(eu nunca fui uma menina muito feminina, era sempre “pesada”, não gorda, mas grande, eu sou alta, meus peitos são grandes, minhas costas largas, e braços fortes, mas magra, eu tinha um corpo perfeito de esportista, uma nadadora, sei lá). Mas meu rosto, minhas roupas, era de uma princesa, sei lá, e como o produtor era italiano me chamava de Bella, “bella ragazza” dizia.

Reverie significa devaneio, sonho, eu sempre sonhava demais, devaneava a qualquer momento, com qualquer coisa.

Reverie era uma brincadeira entre os meninos, eu imagino alto, alto demais, do nada eu falo sozinha, canto, ponho as mãos ao alto, falo com o vento, como se tivesse imaginando alguém alguma coisa. Os meninos diziam que eu era louca de inicio. Mas depois começaram a entender, e fazer graça.

“Ela está em um devaneio” diziam.

Então B. Reverie, ou Revie, é assim que o mundo me conhece.

Sou a vocalista da Van der Linde, sim, a banda tem o meu sobre nome. Sabe, Bon Jovi? Guns and Roses? É isso. Meu sobrenome é “cool” é raro, pelo menos, eles dizem(eles é igual a banda, amigos, galera da gravadora), antes de me tornar uma “hard rocker” usava o Van der Linde como sobrenome principal, mas depois, só usei o Volkov. Pois achava o Van Der Linde, metido de mais, Volkov, dava classe, mas nenhum momento me lembrava filmes/séries como: “Meninas malvadas”, “Gossip Girl”, “Hannah Montana” ou “As patricinhas de Beverly Hills”.

Tudo que estou fazendo nesse momento é me apresentar, vocês precisam saber como eu era, pra saber como estou, o que sou.

Atualmente tenho 19 anos, sou a mais nova da banda, o nosso baterias Jack Fellenz (Não, esse não é o verdadeiro nome dele) tem 21 anos, o baixista Calvin Fury e o guitarrista solo Kurt Circuit 22, e o nosso ex guitarrista base John Walk (velha paixão por uísque) 23.

Quando eu comecei tinha 14 anos, nos encontrávamos na casa de Kurt, era lá que ensaiávamos a maior parte do tempo.

Eu sempre com roupas da moda, os meninos com o estilo de meninos dele de sempre. Meu cabelo loiro acima dos ombros, ondulados.

Esse estilo não lembra nem um pouco a Reverie. Loira com pontas negras e ruivas, lisos, longos e picado nas pontas, e as tatuagens que carrego pelo braço, cintura, colo e perna, e nas costas, no total 6, tenho escrito “Saisir le jour”(Aproveite o dia em francês) na cintura, um coração com desenhos de batimentos cardíacos no meio no colo, uma asa de anjo na perna, uma guitarra com um dragão nas costas (inspirada em Lita Ford, guitarrista solo da banda The Runaways), e no braço o naipe de ouros, e a palavra crossroad.

Agressivo? Um pouco. Sem contar as calças e jaquetas jeans e de couro, o piercing na boca(que eu já tirei), camisetas de bandas, camisas xadrez, botas, e alguns saltos. Algo como uma máscara, sou romântica, e quase nunca fiz coisas erradas em toda minha carreira.

Bem, fora ter perdido minha virgindade com o guitarrista base aos 16, nem ter dado “uns pegas” no Jack quando ele tava bêbado no mesmo ano. Acho que só, não bebo muito, não uso drogas, não entro em brigas, apenas defendo direitos feministas. E mantenho minha sexualidade intacta, por mais que groupies, muito bonitas confesso, tenham insistentemente dado em cima de mim. Nunca fiquei com nenhuma.

Nesse momento, eu acabei de acordar, resolvi escrever essa biografia da minha carreira, por que eu não queria que nenhum jornalista metido, que sabe mais de mim do que eu mesmo fizesse isso.

Nasci na Califórnia, morei lá desde sempre, em Long Beach.

Califórnia é um berço para muitas bandas boas, não só a nossa, mas muitas mesmo.

Todos os meninos são daqui, menos Jack, ele é de Los Angeles.

Atualmente vivo em Miami com a galera numa casa só.

Mas quase nunca estamos lá. Estamos quase sempre em turnê.