My Secret Admirer
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Chapitre 45 min de lecture

Capítulo 4

Acordei no meio da noite após ter um pesadelo.

Eu sabia que não conseguiria dormir mais, então peguei um edredom, desci para a sala e liguei a televisão. Fiquei apenas observando o que estava passando já que a minha preguiça de pensar para entender tomou conta de mim. Toquei de canal algumas vezes até achar um que estava passando clipes. Mesmo eu não gostando de nenhuma das bandas que tocava fiquei ali mesmo, até que segundos depois tive a impressão de ter escutado um dos meninos me dizer alguma coisa. Mas aquilo não fazia sentido algum. Como é que eles acharam o meu endereço? E o pior de tudo, aparecer como um fantasma em minha casa no meio da noite. Até que senti alguém me sacudir. Depois de muito esforço consegui despertar então o rosto de Alissa ficou nítido em minha frente.

- O que houve? – Perguntei com a voz fraca.

- Eu é que pergunto...Você dormindo na sala ao som de Beyonce? – Falou se sentando na beira do sofá onde eu estava.

- Mon Dieu! – Franzi o cenho ao olhar para a televisão.

Levantei-me e fui para o quarto me arrumar para mais um dia de aula.

E nos corredores do colégio...

- Bom dia Annie! – Bill me cumprimentou sorridente andando ao meu lado.

- Hey Annie! – Tom também me cumprimentou sorridente.

- Bonne journée meninos! – Os cumprimentei.

- Ah não, que fofo! Repete? – Bill pediu me fazendo ficar um pouco corada.

- Realmente é fofo o jeito como você diz isso! – Tom comentou – E também o seu alemão com sotaque francês! – Sorriu.

- Muito obrigada meninos, conseguiram me deixar mais sem graça ainda! – Falei tentando esconder o rosto.

As aulas foram todas como sempre interessantes para mim.

Meu interesse foi interrompido pelo sinal do intervalo.

- Annie! – Os outros dois garotos me cumprimentaram.

- Olá meninos! – Os cumprimentei sorrindo, sentando-me ao lado de Bill.

- Sempre os Kaulitz...Isso é algum tipo de preconceito contra nós? – Georg me perguntou tentando fazer cara de sério.

- É só uma questão de bom gosto! – Tom comentou sendo atingido por algum objeto vindo de Georg logo em seguida.

- Então eu pego seu lanche de novo! – O garoto de olhos claros disse se levantando.

- Desse jeito eu vou ficar muito mal acostumada... – Comentei.

Pouco tempo depois Georg voltou trazendo o meu lanche.

- G’s vocês tem que a ouvir falando francês! – Bill disse em tom animado.

- Ah! Fala alguma coisa aí então? – Gustav pediu.

- Não meninos, por favor. – Falei quase me escondendo debaixo da mesa.

- Ah, por favor?! – Os quatro pediram juntos e eu apenas neguei com a cabeça.

- Uma hora ela solta alguma coisa! – Bill falou desapontado.

- Hoje é dia de educação física nos dois últimos horários! – Gustav disse bastante animado.

- E qual é a parte boa de fazer educação física por quase duas horas? – Perguntei.

- Pense bem, duas aulas sem nada pra fazer. E também a sala de vocês faz junto com a gente. – Explicou.

- Legal! – Comemorei baixo.

Logo em seguida o sinal tocou.

- Vejo vocês no mesmo lugar de sempre... – Georg disse se afastando.

- Qual é o lugar de sempre? – Perguntei enquanto andávamos em direção à sala.

- Debaixo de uma árvore perto da quadra. O professor sabe que odiamos educação física, então ele nos deixa ficar lá, desde que façamos alguma coisa útil. – Bill respondeu.

Pegamos nosso material e fomos para o tal lugar.

Os quatro ficaram longos minutos discutindo pra ver quem sentaria ao meu lado.

E não preciso nem dizer que fiquei vermelha, não é?!

Sentei- me encostada na árvore e os quatro ficaram me encarando.

- O que foi?

- Você só tem dois lados e somos quatro. – Tom falou.

- Ah...Desculpem...Acho que...Bill e Georg.

Os dois sentaram um de cada lado meu e os outros dois sentaram na minha frente.

- E então, o que faremos? – Perguntei.

- Nada. – Responderam juntos.

- Pensei que teríamos que fazer algo útil...

- Na visão do professor, nada é algo bem útil, desde que não façamos nada que atrapalhe a aula. – Gustav explicou.

Ficamos os dois horários ouvindo música, rindo, brincando...até que infelizmente as aulas acabaram e nós tivemos que ir embora.

Gustav e eu fomos para casa juntos novamente e mais uma vez recebi um beijo no rosto.

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