Lucy
Lucy
Chapitre 318 min de lecture

Capítulo 3

Entro no banheiro, expulsando todos os meus pensamentos sobre o que acabou de acontecer, tiro a minha roupa, ligo o chuveiro e deixo a água escorrer por todo o meu corpo, ficando ali muito tempo. Saio, coloco um vestido vermelho rodado, um casaco preto e uma sapatilha bege. Desco as escadas, já são 14:00hrs e eu tenho que ir para a escola, atividades físicas, sou obrigada a ir. Encontro minha mãe na sala.
"Aonde está indo?" Ela pergunta.
"Para a escola" Eu digo.
"Ta bom" Ela diz.
"Tchau" Digo e jogo um beijo pelo ar. Pego as minhas chaves que estavam no penduradas no chaveiro e vou. Chegando lá, vou direto para o vestiário feminino, abro o meu armário, pego minhas roupas de treinar, que são uma leg comprida, uma blusa do uniforme e um casaco, pois estava frio. Termino de me vestir, coloco o tênis e vou lá para o campo, para encontrar as outras garotas, cheguei atrasada. Vejo a Mel, e vou até ela.
"O que vamos fazer hoje?" Eu pergunto.
"Hoje, a nossa professora propôs Lacross" Ela disse decepcionada.
"Mas eu nem sei peguar naquela coisa" Eu digo mechendo as mãos no ar.
"Já pegou em muita coisa, isso não vai ser um problema" Ela diz zombando de mim.
"Cala a boca, ridícula" Digo fingindo estar com raiva. A nossa professora, Beca, chamou toda a turma e dividiu em dois times, eu e a Mel ficamos no mesmo time, junto com mais algumas garotas insignificantes. Ela apitou, uma menina que parecia asiática, japonesa, não importa, estava na posição central, ela começaria a jogada. Ela era boa. Eu não sabia o que fazer, então, fiquei ali mesmo, parada olhando para a entrada do campo, e vejo...
"Meninos" Pergunto baixo. A treinadora apita mais uma vez e todas ficam sem saber muito o que eles estavam fazendo ali.
"Bom, garotas, hoje vocês vão treinar com quem sabe jogar de verdade, os garotos do time titular. Venham até aqui" Ela pede e nós o fazemos.
"Olá garotas, acho que já me conhecem, sou o capitão do time, e hoje nós vamos treinar primeiro como arremessar ao gol" O Kevin diz com um lindo sorriso no final.
"Façam uma fila na frente do gol, deixando um espaço de uns 7 metros" O Trevor disse e eu percebi o Kevin falando algo para ele.
"Eu comando as coisas por aqui, engomadinho, fica na sua" Ele disse e saiu. Olhei para o Trevor e ele desviou o olhar com desprezo. Fui para atrás de uma garota, que estava na fila, até chegar a minha vez. Enquanto esperava na fila, o Kevin veio até mim.
"Olha, Lucy, eu não sei muito bem se você está com raiva de mim, mas sabe que eu gosto de você, gata" Ele mentiu. Ambos sabemos que só estamos juntos para causar uma boa impressão aos outros aulonos, mas nenhum admite.
"Tudo bem, eu não estou com raiva, sei que voce não teve essa intenção" Eu digo indiferente.
"Então, depois a gente marca alguma coisa" Ele sugere.
"Pode ser" Eu concordo e lhe deu um beijo. Sinto olhares queimando em cima de nós, o casal nota dez do colégio, mal sabem eles o que eu passo.
Enfim, chega a minha vez, não faço ideia do que fazer. De repente, o Trevor chega ao meu lado.
"Trevor, oi" Eu o cumprimento.
"Pegue o taco, em seguida a bola e arremesse" Ele diz curto e grosso.
"Tudo bem" Eu concordo irritada por ele ter ignorado o meu cumprimento. Pego o taco, coloco a bola dentro da rede do taco, e arremesso ao gol. A bola passa longe do gol e acerta o Matt, um garoto do time.
"Ei, eu não sou o gol" O Matt informa.
"Me desculpa" Eu peço.
"Tanto faz" Ele dá de ombros.
"Tente outra vez, e dessa vez, você a ensina como fazer, Trevor" A Beca impõe. Pego outra bola, e dessa vez, o Trevor fica atrás de mim e pega no meu braço para me guiar.
"Você tem que segurar firme, uma mão fica mais em cima, e a outra um pouco mais em baixo" Ele possiciona as minhas mãos nos seus devidos lugares. "Agora e só correr e arremessar" Ele conclui.
Eu corro e arremesso. O goleiro defendeu o meu arremesso, ao menos, chegou no destino correto.
"Foi bom" Eu digo orgulhosa de mim mesma. Olho para o Trevor esperando alguma resposta vinda dele e ele apenas sai dali e eu vou atrás.
"Trevor, espera" Eu digo indo atrás dele, mas ele não parava, já estávamos
na saída do campo e gritei novamente.
"Trevor Smith, olha para mim" Eu digo e paro de andar. Ele se vira e me responde.
"O que foi" Ele disse cruzando os braços.
"O que você tem?" Pergunto já irritada.
"Nada" Ele diz e se vira novamente.
"O que custa me dizer?" Eu imploro.
"Não é da sua conta" Ele retruca revirando os olhos.
"Eu estou preocupada, da para me dizer de uma vez?" Eu elevo a minha voz.
"Você é muito inocente e idiota" Ele deixa escapar e coloca as mãos sobre a cabeça, demonstrando que não devia ter dito aquilo.
"Porque eu sou inocente e idiota?" Eu pergunto confusa.
"Pensa um pouco, Lucy" Ele instrui.
"Ah, isso é por causa do Kevin?" Dou um palpite que é quase uma certeza.
"É claro, você é tão ingênua, como pode acreditar que ele te ama? Como pode acreditar em uma palavra do que ele diz?" Ele pergunta.
"Eu gosto dele, isso basta" Eu minto outra vez.
"Ah, faça o que quiser, se prefere sofrer a ser feliz, eu não posso fazer nada" Ele Diz dando de ombros.
"É, eu faço as escolhas por aqui, então você não deve me dizer o que fazer" Eu berro.
"Faça, eu não ligo, mas existe alguém que te ama, não um idiota que te trai com sua melhor amiga" Ele diz atirando as mãos ao ar.
"E mesmo? Quem?" Pergunto arqueando uma sobrancelha.
"Eu Lucy, como pode ser tão cega, eu sempre te amei" Ele desabafa e respira fundo. Fico sem palavras e fico ali de boca aberta, olhando para um Trevor irritado na minha frente esperado por uma resposta. "O que tem a dizer?" Ele continua. Eu tinha muita coisa a dizer, mas ali, naquele momento, as palavras não saíram. "Foi o que eu pensei" Ele diz e se vira indo embora, me deixando ali, pensando no que acabou de acontecer. Vou para o vestiário, pego a minha bolsa, vou ao estacionamento, entro no carro, e vou para casa. A aula não tinha acabado, mas não queria ficar ali. Chego em casa e encontro minha mãe ainda na sala.
"Sua aula não acaba mais tarde?" Ela pergunta colocando a mão na cintura e arqueando as sobrancelhas.
"Eu vim mais cedo, não queria ficar lá" Disse jogando a minha bolsa no sofá.
"O que houve? Você nunca volta para casa de uniforme ou com essa feição de derrotada" Ela pergunta e bate a mão no sofá em um lugar vazio para que eu possa me sentar, e eu o faço.
"Ah mãe, você acha que o Kevin é bom para mim?" Eu pergunto sentando no sofá junto a ela.
"Você sabe o que penso sobre ele, não acho que seja o homem certo, mas, aquele filho do Smith é um amor de pessoa, porém, vocês são meio irmãos agora, estou sentindo que o Smith vai me pedir em casamento" Ela opina sorrindo.
"Ele não é para mim, mãe" Eu a informo.
"Melhor assim, então voce fica sozinha mesmo" Ela revira os olhos.
"Andreia!" Eu irrito.
"Não me chame de Andréia, para você é mãe" Ela diz apontando o dedo indicador para mim.
"Ta" Digo dando de ombros.
"Vai tomar um banho, hoje vamos sair com os Smith's" Ela sorri.
"O que? Eu não vou" Respondo.
"Faz isso por mim, gosto do Sheriff, não faz isso" Ela implora. Não posso negar isso a minha mãe, faz tanto tempo que não se apaixona, e não vou estragar isso agora. São 16:00 horas, decido subir e tomar um banho, fico no chuveiro repensando no dia de hoje e no que q minha mãe disse, vamos ser meio irmãos, então definitivamente não podemos ficar juntos, isso é uma ótima desculpa, mas não faz muito sentido. Acabo por ficando muito tempo no chuveiro, pensando em hipóteses. Desligo o chuveiro, vou até a pia, escovo meus dentes, penteio o meu cabelo e me retiro daquele cômodo. Visto uma calça jeans clara, um all star preto, uma blusa branca lisa e um colar comprido que na sua extremidade tem um filtro dos sonhos de prata falso pequeno e passo um batom rosa fosco. Pego o meu celular, ligo a internet e as mensagens começam a chegar, tem uma da Mel e as outras são de grupos que eu prefiro não ler. Ela me perguntou porque sai cedo da aula e eu conto o que aconteceu e depois conversamos um pouco, olhei meu instagram, olho para o relógio do celular e são 18:00. Vou lá para baixo, para encontrar a minha mãe e ela estava com um vestido azul marinho colado, um salto pequeno nude, os cabelos soltos e uma maquiagem leve.
"Está linda mãe" Eu digo boquiaberta.
"Obrigada, você também está" Ela agradece.
"Que horas eles vem?" Eu pergunto me sentando no sofá colocando os pés em cima do mesmo.
"Já estão chegando, o combinado era às 18:00hrs" Ela informa.
"Legal" Digo desinteressada no assunto. Liguei a TV, fiquei passando canal, por canal, até que a campanhia toca, minha mãe atende e eu levanto do sofá.
"Olá Hall" o Sheriff me cumprimenta.
"Olá Senhor Smith" Eu retribuo estendendo a minha mão e ele a aperta.
"Só Smith, por favor" Ele diz e sorri. O Trevor não me cumprimenta e eu não importo, já esperava por isso, vai ser uma noite difícil.
"Bom, vamos?" Minha mãe pergunta batendo uma palma.
"Vamos, querida" O Smith responde e pega na mão dela. Saímos todos dali e o Trevor insistiu que iria no seu jipe, e nós que sobramos fomos no carro do Smith. Os dois ficaram conversando e rindo e quando me perguntavam algo eu apenas concordava com a cabeça. Enfim chegamos, era uma pizzaria, descemos do carro e entramos no lugar, era grande e as paredes eram verdes e as mesas e cadeiras marrons, tinha música um pouco agitada e garçons de avental por toda parte, tinha muita gente ali, boa escolha.
"Vamos sentar ali" Eu sugeri apontando para uma mesa vaga no canto do local e eles aceitaram. Nos sentamos e uma mulher jovem, com uma caneta em seu cabelo e um caderninho na mão veio nos atender.
"O que vão querer?" Ela perguntou amigável.
"Vamos querer a Italiana" Eu respondo sem me importar com o que os outros iriam achar.
"Tudo bem, e para beber?" Ela perguntou novamente.
"Nós vamos querer uma cerveja" O Smith disse.
"E eu quero uma coca cola" Eu respondo.
"E o seu namorado?" Ela diz apontado para o Trevor que estava do meu lado e sinto que fiquei corada.
"Ah, eu não.., nós não namoramos" Ele responde envergonhado, por fim.
"Ah, me desculpa" A garçonete diz sem graça.
"Vou querer uma coca cola também" Ele pede.
"Já trago" Ela anota os pedidos e sai dali. A minha mãe e o Smith conversam, riem, e eu e o Trevor não falamos uma só palavra. Sinto meu celular vibrar e olho para ver de quem era a mensagem, era do Trevor, olho para ele e ele desvia o olhar para o celular e manda outra mensagem.

~ Mensagem On ~

"Vamos ficar assim mesmo?" Ele pergunta.
"Assim como?" Eu respondo não entendendo.
"Sem falar nada um com o outro?" Ele explica.
"Você que chegou e não falou nada" Me defendo.
"Verdade, olha, não vou me desculpar, pois não me arrependo do que disse mais cedo, mas não quero que fique esse clima ruim" Ele explica.
"Tudo bem, eu não estou mais com raiva" Eu digo.
"Voltou mesmo com o Kevin?" Ele pergunta e coloca um emoction de tédio.
"Sim..." Digo ainda sem olhar para ele.
"Não entendo, mas você sabe o que faz" Ele diz dando de ombros.
"Pois é, agora vamos interagir pessoalmente, porque isso é estranho, estamos praticamente colados um no outro" Eu sugiro e dou uma risada, e ele faz o mesmo.

~ Mensagem Off ~

"Garotos, saiam do celular, vamos conversar" A minha mãe diz nos fitando a sorrir um para o outro.
"Já saímos" O Trevor diz e levanta as mãos para o alto em forma de redenção.
"Ótimo" Ela conclue. A bebida tinha chegado enquanto falávamos pelo celular e por fim, a pizza chegou.
"Bom apetite" A garçonete diz e deixa somente nós e a pizza ali. Todos nos servimos, eu comi duas fatias, o Trevor quatro, a minha mãe comeu duas também e o Smith comeu quatro também. Acabou a pizza.
"Estava saboroso" A minha mãe comenta.
"Muito bom mesmo" Eu concordo.
"Vamos?" O Smith sugere.
"Vamos" A minha mãe diz. O Smith chama a garçonete e paga a conta sozinho, mesmo a minha mãe insistindo em dividir.
Levantamos dali e vamos em direção ao carro, antes de entrar o Smith fala.
"Hall, eu quero sair a sós com a sua mãe, então poderia ir com o Trevor? Ele te deixa em casa" Ele pede fazendo uma cara de cachorro carente. Ótimo.
"Tudo bem, divirtam-se" Eu deixo eles irem, vou até o carro do Trevor e bato no vidro do motorista, ele já iria sair e eu teria que me virar para ir embora. Ele abaixou o vidro.
"Que foi?" Ele pergunta.
"O seu pai e a minha mãe saíram sozinhos e você tem que me levar para a minha casa" Eu digo e dou um sorriso sem mostrar os dentes que se desfaz rapidamente.
"Ta, entra" Ele diz e destranca as portas e eu entro. "Quer passar em algum lug"ar?" Ele pergunta olhando para mim.
"Somente para casa" Respondo desviando o olhar. Não era muito boa nessa coisa de olhar fixamente dentro dos olhos.
"Você quem manda" Ele diz e liga o carro e logo entramos em movimento. Não falamos nada um com o outro todo o caminho, apenas um rádio ligado para não ficar um silêncio torturoso. Ficamos assim até que chegou na minha casa.
"Muito obrigada" Eu digo e tento abrir a porta sem sucesso.
"Posso manter você aqui o tempo que eu quiser" Ele diz com uma cara vitoriosa irritante.
"Abre isso" Eu ordeno.
"Não" Ele sorri.
"Abre logo, Trevor" Eu digo já gritando.
"Vem abrir" Ele sorri maia ainda. Vou com o meu braço para poder alcançar a porta dele, que é onde fica o botão para destrancar a porta, e não consigo abrir, então ajoelho no meu banco e e estico o meu braço outra vez e consigo destrancar. Quando me dou conta, estou em uma posição extremamente constrangedora e o Trevor está a me segurar pela cintura, para que eu não caia em cima dele. Ele chega perto do meu ouvido e diz.
"Da próxima você não escapa" Ele diz e sorri. Volto para o meu banco.
"Cala a boca, nós, nunca vai rolar" Eu informo, sabendo que já rolou.
"Um dia, espere só um dia" Ele diz e eu saio do carro.
"Passar bem, seu tarado" Eu digo e fecho a porta. Ele buzina e sai no carro. Eu pego as chaves reserva da minha casa, que fica escondida em um arbusto na porta e entro. Subo as escadas e vou ao meu quarto, tiro a minha roupa, tomo um banho rápido e coloco o pijama. Deito na minha cama, pego o meu celular e vejo que são 22:00h, conecto a internet e logo vem mensagem do Kevin.

~ Mansagem On ~

"Fui na sua casa hoje e não tinha ninguém" Ele disse e colocou um emoction de sono.
"Desculpa, sai com a minha mãe e o namorado dela" Eu explico, deixando de lado o fato de que o Trevor estava lá.
"Tá, depois a gente faz algo" Ele diz e fica off.

~ Mensagem Off ~

Fico olhando para o teto. Quando nos mudamos para cá, eu não conseguia dormi direito, então, o meu pai pediu para pintarem o céu estrelado no meu teto, para que eu possa olhar e dormi tranquila. Acabei pegando no sono. Não vi a minha mãe chegar, deve ter sido tarde. Escuto o meu celular despertar ao som manual do aparelho, e me sento na cama por alguns minutos e fico olhando para o nada até voltar a realidade. Vou no banheiro, faço minha higiene matinal, dispo-me e tomo um banho bem demorado, não molho o meu cabelo, acordei com febre, acho que dormi com a janela aberta e ela fica logo em cima da minha cama. Hoje eu não vou vestir vestido, estou com frio, o dia não estava quente, mas não tão frio. Coloquei uma calça jeans escura, uma blusa branca regata, um casaco rosa bebê de crochê e um salto baixo nude. Desco as escadas e vou na cozinha, minha mãe estava lá como sempre, só que hoje estava pensativa e feliz ao mesmo tempo.
"Bom dia minha flor" Ela diz ao perceber que eu entrei no cômodo.
"Bom dia, por que tão pensativa?" Eu pergunto curiosa me sentando na mesa.
"É o Smith" Ela confessa.
"O que ele fez?" Pergunto mais curiosa ainda.
"Me pediu em casamento" Ela responde e sorri de orelha a orelha.
"O que? Já?" Eu fico pasma, sem mostrar nenhuma feição.
"Sim, a gente já se conhecia a um bom tempo, mas não queria te contar, pensei que não gostaria que eu me envolvesse de novo com relacionamentos" Ela confessou.
"Uou, eu não fiquei chateada, e o que você disse?" Perguntei pegando um biscoito da padaria que tinha ali.
"Eu disse sim" Ela responde e sorri.
"Parabéns para vocês" Eu parabenizo e bato palmas.
"Obrigada" Ela agradece. Ficamos ali tomando café, ela me contou como realmente foi o pedido, ele a levou para uma praça e as praças de Washington são lindas, eles ficaram caminhando até que ele a parou e a pediu em frente a multidão e todos aplaudiram. Fofo. Deu a minha hora de ir, peguei minhas chaves, despedi da minha mãe e fui. Chegando lá, não encontrei a Mel, então fui andando para a sala, me sentei no meu lugar de costume e a Mel não tinha chegado ainda, deve que não vai vim, depois ligo para ela. O professor de História entrou e ele pediu para fazermos silêncio.
"Bom, alunos, hoje temos uma aluna nova, a Brenda" Ele disse e uma garota de cabelo médio castanho, entrou pela porta e ouvimos alguns "fiu fiu" vindo dos meninos, olhei para o Kevin e ele estava babando, a mesma coisa com o Trevor.
"Não sejam desagradáveis, sabem como o primeiro dia em uma escola nova é assustador" Ele nos instrui e ela senta na minha frente, no lugar de costume da Mel. Ela usava shorts curtos um pouco frouxos e uma blusa branca de manga curta que cobria um pouco do shorts, usava também uma bota de cano baixo marrom. Estavam todos prestando atenção nela, não estava gostando nada daquilo.
"Vamos fazer duplas" O professor disse.
"Brenda, você vai com o Trevor" O professor disse e ele se levantou e sentou do lado dela, na minha frente.
"Lucy, você vai com o Daniel" Ele disse éo Daniel se sentou ao meu lado.
"Kevin, você vai com a Mirella" Ele diz, e ele senta do lado dela resmungando, por ela ser uma garota feia. Ele informou as outras duplas e concluiu.
"Vocês terão de resumir as páginas 5 e 6 do livro e responder a página 7" Ele diz e todos abrimos o livro. O Daniel era inteligente, isso era bom. O Trevor e a Brenda conversaram o tempo todo, riram e parece que já estavam amigos. A aula passou e chegou a hora do intervalo, quando a Mel não vem, eu fico na mesa das garotas do time de animação da torcida de lacrosse.
"Quem é a garota nova?" Uma delas perguntou.
"O nome dela é Brenda, e da minha sala, está fazendo sucesso" Digo e reviro os olhos.
"Ela vai mandar em tudo agora?" Ela pergunta irritada.
"Meu amor, eu mando nisso tudo, tudo isso aqui é meu" Digo e balanço as mãos para mostrar o "tudo".
"Se você diz" Ela da de ombros.
"Olha lá, acho que já até está saindo com alguém" Uma outra, a Karen, que estava ali na mesa diz apontando para a Brenda e o Trevor sentados sozinhos numa mesa. A raiva aumentou, agora ela está pedindo guerra.

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