I Will Be There
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Chapitre 13 min de lecture

Capítulo 1


Nada me impediria de dar o primeiro passo. Nada. Eu já estava lá, com o cigarro aceso nas mãos. Meus amigos, formando uma roda em volta de mim, esperavam pra ver minha atitude. Então dei a primeira tragada. Traguei com vontade, fazendo com que a fumaça entrasse em meus pulmões atingindo cada alvéolo.

Comecei a tossir de maneira incontrolável, o que me preocupou. Mas Heather me disse que isso era normal. Ela falou que “Na primeira vez, todo mundo tosse”. Então prossegui. Traguei mais uma vez, e mais outra... Até que aquela sensação passara.

Depois de algumas horas, voltei pra casa sozinha, pelo caminho mais longo. Não estava com a mínima vontade de ir pra casa e ver a minha mãe naquele estado deplorável. Ela estava conservada, afinal vivia colocando botox, fazendo cirurgias plásticas e mudando o corte de cabelo. Mas desde que se separara do meu pai, ela nunca mais fora a mesma pessoa. Vivia chorando pelos cantos e xingando a nova namorada do meu pai. Eu também não estava com cabeça para ver o insuportável do meu irmão mais velho, que fazia questão de mostrar a todos da família como ele era melhor que eu.

Cheguei em casa. A gritaria era tanta, que mesmo com portas e janelas fechadas, ouvia-se tudo do lado de fora. Um ou dois vizinhos bisbilhotavam por trás de suas cortinas. “Você não merece tudo isso que tem! Melhor morar com o traste do seu pai e aquela vagabunda da namorada dele!” “Quer saber? Vou é morar sozinho! Ninguém nessa casa liga para a MINHA opinião! Só o que VOCÊ ou aquela vadiazinha da minha irmã pensam é válido!”. Ouvir isso me fez querer morrer. Sinto dó da minha mãe, que era obrigada a viver comigo e com meu irmão daquele jeito, sempre brigando. Sempre quis que ela fosse feliz. Sempre quis ser pra ela a filha exemplar.

Entrei em casa e vi minha mãe chorando com as mãos tampando o rosto o e gritando pelo meu irmão que subia as escadas raivosamente. Quando ela tirou as mãos do rosto, percebi que seu olho esquerdo estava roxo.

Não consegui acreditar no que vi.

- MÃE! O QUE ACONTECEU? – Explodi.

- Nada, filhinha, tá tudo bem...

- O QUE ESSE MALDITO LHE FEZ? FALA MÃE!

Antes que ela pudesse me dizer, subi até o quarto do desgraçado. Abri a porta de maneira violenta, e dei de cara com ele injetando heroína no braço esquerdo. Aquilo me chocou muito. Eu não consegui dizer nada.

– SAI DO MEU QUARTO, AGORA! – Explodiu Jeremy, com as veias do pescoço saltadas.

Ele ameaçou levantar para me expulsar do quarto violentamente. Fechei porta e corri para o meu quarto. Então chorei até pegar no sono.


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