- E então ela gritou: Ante diem alter ego apud aures nostra eadem in fine. As lágrimas corriam por sua face e logo seu corpo foi consumido pelas chamas. Seus filhos ali assistiam de longe a morte de sua amada mãe. – dizia um velho homem a uma linda garotinha. – Sem saber o que fazer, a filha mais velha levou seu pequeno irmão para longe, onde as pessoas da vila não poderiam mais achá-los.
A menininha em sua frente chorava, seus cabelos pretos estavam em seu rosto, mas ela não os tiraria dali.
- Ante diem alter ego apud aures nostra eadem in fine! – a menina repetiu. – Quando é o fim? – perguntou ela a seu avô.
- Não sei minha querida, quando ela voltar talvez!
- E até lá?
- Até lá, a tradição continua. – a linda garotinha desabou, ela conhecia a “tradição”, ela sabia o que seu futuro guardava para ela, o único problema era aceitar esse futuro.

