Herdeiros da Lua: O Círculo Eterno
Herdeiros da Lua: O Círculo Eterno
Chapitre 229 min de lecture

Capítulo 2

O crepúsculo pintava o céu com tons de laranja e púrpura, enquanto Taishou e Kenji caminhavam lado a lado em direção à casa que compartilhavam no coração da alcateia Silver Moon. O dia tinha sido longo, repleto de visitas aos amigos e aliados, todos os quais tinham notado a tensão crescente entre os dois. A conexão entre eles, outrora forte e cheia de cumplicidade, parecia agora frágil, quase irreconhecível. Nenhum dos dois falava enquanto subiam as escadas de pedra que levavam à entrada da casa. O som de seus passos ecoava no silêncio constrangedor que se instalara entre eles. Taishou, normalmente confiante e seguro, agora caminhava com uma rigidez que refletia o peso de seus pensamentos. Kenji, ao seu lado, mantinha os olhos fixos no chão, a expressão fechada e os ombros tensos. A raiva mútua era palpável, uma presença invisível que os separava, mesmo estando fisicamente próximos.

Eles passaram pela grande porta de madeira escura que se abriu suavemente com um toque, revelando o interior luxuoso e ao mesmo tempo acolhedor da casa. As paredes de pedra fria eram aquecidas pela suave luz das lâmpadas que imitavam as fases da lua, um toque sutil que normalmente trazia conforto, mas que agora apenas enfatizava o vazio entre eles. Kenji foi o primeiro a se afastar, movendo-se rapidamente em direção ao quarto que compartilhavam. Ele não esperou por Taishou, não se virou para ver se ele o seguia. A casa, normalmente um refúgio de paz e amor, agora parecia uma prisão de sentimentos não ditos e mágoas acumuladas. Taishou hesitou por um momento no corredor, observando as costas de Kenji desaparecerem na escuridão do quarto. Um suspiro pesado escapou de seus lábios antes que ele também seguisse, a raiva e a frustração pulsando em suas veias. Ele queria dizer algo, qualquer coisa que pudesse romper o silêncio sufocante entre eles, mas as palavras ficaram presas em sua garganta.

Quando ele entrou no quarto, encontrou Kenji já deitado na cama, de costas para a porta. A luz da lua artificial projetava sombras suaves sobre os lençóis, criando um ambiente que, apesar de familiar, parecia estranhamente distante. Taishou tirou lentamente as botas e a jaqueta, deixando-as de lado antes de se deitar ao lado de Kenji. O silêncio entre eles era ensurdecedor. Ambos estavam cientes da presença do outro, sentindo o calor do corpo ao lado, mas a barreira emocional que os separava era impenetrável. O som suave da respiração de Kenji parecia amplificar a distância entre eles, como se cada respiração fosse um lembrete da tensão que os envolvia. Kenji manteve os olhos fechados, lutando contra as lágrimas que ameaçavam cair. Ele estava cansado, exausto de se sentir como uma segunda escolha, de lutar por um espaço no coração de Taishou que parecia estar ocupado por uma memória impossível de superar. A raiva e a dor se misturavam dentro dele, criando uma tempestade de emoções que ele não conseguia controlar.

Taishou, por outro lado, estava preso em seus próprios pensamentos conflitantes. Ele sabia que estava perdendo Kenji, que sua obsessão por Akane estava corroendo o relacionamento deles, mas a ideia de deixá-la ir ainda o aterrorizava. Ele amava Kenji, de um jeito que era real e presente, mas as memórias de Akane eram como uma sombra constante, sempre ali, pairando sobre eles. Nenhum dos dois falou. Eles simplesmente deitaram ali, lado a lado, separados por centímetros de espaço físico, mas por quilômetros de distância emocional. A cama que antes era um símbolo de conforto e intimidade, agora parecia um campo de batalha silencioso, onde nenhum dos dois estava disposto a ceder.

A noite avançou lentamente, o silêncio sendo interrompido apenas pelo ocasional movimento de um deles, tentando encontrar uma posição confortável. Mas não havia conforto para ser encontrado naquela cama, não enquanto o peso do que não era dito pendia sobre eles. Eventualmente, o sono começou a reclamar seu espaço, embora fosse um sono inquieto, perturbado por sonhos confusos e pela presença incômoda de sentimentos não resolvidos. Taishou estendeu a mão na escuridão, hesitante, querendo alcançar Kenji, mas parou a poucos centímetros de tocá-lo. O medo de ser rejeitado, de agravar ainda mais a distância entre eles, o impediu de seguir em frente. Kenji, sentindo o movimento atrás de si, fechou os olhos com mais força, segurando o travesseiro como se fosse um escudo contra a dor que estava sentindo. Ele queria que Taishou o tocasse, que o puxasse para perto e dissesse que tudo ficaria bem, mas sabia que isso não aconteceria. Não enquanto a sombra de Akane ainda estivesse presente entre eles. E assim, a noite passou, com os dois presos em um ciclo de raiva e dor, ambos desejando que o outro rompesse o silêncio, mas nenhum dos dois se movendo. Estavam juntos, mas ao mesmo tempo, tão distantes quanto era possível estar. Sob o mesmo teto, na mesma cama, mas com o coração e a mente em lugares completamente diferentes.

A casa de Derik e Damon, situada no coração da floresta de pinheiros negros, era uma mistura impressionante de arquitetura moderna e elementos tradicionais, perfeitamente adaptada ao ambiente natural. Construída em 2195, ela refletia a evolução tecnológica e o respeito profundo pela natureza que o clã Night Moon mantinha ao longo dos séculos. Do lado de fora, a casa parecia uma extensão da própria floresta. As paredes eram feitas de um material sustentável, que mimetizava a textura e a cor das árvores ao redor, permitindo que a casa quase desaparecesse na paisagem. O teto era coberto por uma camada de vegetação, integrando-se ao ecossistema local e funcionando como um isolante natural. Grandes janelas de vidro, protegidas por painéis que mudavam de opacidade conforme a luz do dia, ofereciam uma vista panorâmica da floresta e das montanhas distantes. Ao entrar na casa, a sensação era de um ambiente acolhedor, mas também sofisticado. A sala principal era ampla, com um teto alto que revelava vigas de madeira escura, reminiscente das construções mais antigas do clã. A iluminação era suave, vinda de esferas luminosas flutuantes que se ajustavam conforme a presença de pessoas na sala. As paredes internas eram adornadas com tapeçarias que narravam a história do clã, enquanto a lareira central, alimentada por uma chama de energia renovável, irradiava calor por todo o espaço.

O mobiliário era uma combinação de peças contemporâneas e antiguidades. Um grande sofá de couro escuro dominava o centro da sala, cercado por poltronas de design moderno e uma mesa de centro feita de madeira antiga, talhada à mão. Livros antigos e dispositivos holográficos dividiam espaço nas prateleiras, refletindo o equilíbrio entre tradição e tecnologia que Derik e Damon valorizavam. A cozinha aberta, conectada à sala de estar, era equipada com os aparelhos mais avançados, mas mantinha um toque rústico, com bancadas de pedra polida e utensílios pendurados acima de uma ilha central. Plantas aromáticas cresciam em vasos autoirrigáveis, preenchendo o ar com uma fragrância fresca e natural. No segundo andar, o quarto de Derik e Damon era um santuário de tranquilidade. A cama king-size, coberta com lençóis de linho e mantas de lã grossa, ficava posicionada perto de uma grande janela, oferecendo uma vista deslumbrante do céu noturno. Um painel digital embutido na parede permitia controlar a iluminação, a temperatura e até as cortinas com um simples toque.

O quarto também tinha um espaço de meditação, onde Damon frequentemente passava o tempo, cercado por cristais energéticos e objetos sagrados do clã. O banheiro anexo era um verdadeiro spa, com uma banheira profunda feita de mármore negro, chuveiros com múltiplos jatos e um sistema de aromaterapia integrado. Toda a casa era conectada por um sistema de inteligência artificial, que aprendia as rotinas e preferências de seus habitantes, garantindo conforto e segurança em todos os momentos. No entanto, apesar de toda a modernidade, a presença de Damon e Derik era o que realmente dava vida à casa. Era um lar construído com amor, respeito e um profundo senso de pertencimento, tanto ao clã quanto um ao outro. Derik entrou em casa silenciosamente, sentindo a familiaridade reconfortante do ambiente. A paz do lar era um contraste acolhedor em relação ao dia longo e exaustivo. Ele fechou a porta com cuidado, apoiando a mão contra a parede, e olhou ao redor em busca de Damon. Derik Seiji é um homem impetuoso e orgulhoso, destacando-se como caçador e Alfa de Night Moon. Sua postura é marcada pela impaciência e agressividade. Seus cabelos castanhos escuros curtos e olhos cor de mel complementam sua aparência imponente e arrogante. As roupas futuristas que veste, em dourado e preto, ressaltam sua posição de liderança e sua natureza dominante. "Damon?" sua voz ressoou pela sala principal.

Damon Mendes surgiu rapidamente, como se tivesse estado à espera de seu alfa. Seu sorriso suave iluminou o rosto quando viu Derik. "Oi, meu alfa," ele disse, com uma gentileza que sempre conseguia aquecer o coração de Derik, não importava o quão cansado ele estivesse. Damon tem uma personalidade aventureira e otimista, sempre buscando novas experiências e desafios. Ele tem cabelo vermelho escuro curto e olhos verdes brilhantes, com um rosto adornado por sardas que dão um ar juvenil à sua aparência. Suas roupas futuristas, predominantemente em preto e vermelho, refletem seu espírito vibrante e corajoso. Embora seu olhar possa ser tímido, sua honestidade e espírito espirituoso fazem dele uma presença querida por todos ao seu redor. Derik retribuiu o sorriso, sentindo-se revigorado pela presença do seu ômega. A rotina dos dois era bem estabelecida, Damon ficava em casa, cuidando de todos os detalhes do lar, enquanto Derik passava os dias no centro de comando da Night Moon, atento a qualquer ameaça dos vampiros. Mas, ao chegar em casa, tudo que ele desejava era estar com Damon. Após um jantar simples e reconfortante, preparado com o cuidado de sempre, os dois subiram para o quarto. Lá, se entregaram a um raro momento de tranquilidade na banheira, onde a água morna ajudava a aliviar a tensão acumulada ao longo do dia.

Derik suspirou, inclinando-se para trás e fechando os olhos por um momento, apreciando a sensação da água quente contra a pele. "Tem algo que está me incomodando," ele começou, sua voz baixa, como se ainda estivesse formulando os pensamentos. Damon, sentado ao lado dele, acariciou gentilmente o braço do marido, incentivando-o a continuar. "O que houve, amor?" "Meus pais," Derik disse, abrindo os olhos para olhar Damon. "Tem uma tensão estranha entre eles. Eu sei que sempre houve desafios entre os dois, mas ultimamente, parece pior. Como se algo mais profundo estivesse acontecendo." Damon assentiu, compreendendo imediatamente a preocupação de Derik. "Você acha que tem a ver com... Akane?" ele sugeriu, observando a reação do marido. Derik ficou em silêncio por um momento, considerando a possibilidade. "É difícil dizer. Meu pai sempre teve essa obsessão por encontrar minha mãe novamente, mesmo depois de tanto tempo... Mas parece que isso está realmente começando a afetar tudo ao redor dele, especialmente o relacionamento com meu pai Kenji." Damon franziu a testa, preocupado. "Eu imaginei que fosse algo assim. Kenji sempre foi paciente, mas... não deve ser fácil para ele ver Taishou se afastando emocionalmente por causa de alguém que já se foi há tanto tempo."

"É exatamente isso," Derik murmurou, a frustração evidente em sua voz. "Eu amo meus pais, e é doloroso ver essa distância crescer entre eles. Não sei o que posso fazer para ajudar." Damon apertou a mão de Derik sob a água, transmitindo conforto. "Você está fazendo o que pode, apenas estando presente e preocupado. Às vezes, tudo o que podemos fazer é estar lá para aqueles que amamos, mesmo que não tenhamos todas as respostas." Derik assentiu lentamente, apreciando o apoio silencioso de Damon. "Eu só espero que eles consigam encontrar um caminho de volta um para o outro. Porque, do jeito que as coisas estão... Eu tenho medo do que possa acontecer." Damon sorriu suavemente, puxando Derik para um abraço. "Eles têm você, e você tem a mim. Juntos, vamos descobrir uma maneira de ajudá-los. Sempre fazemos." Derik deixou o peso de seus pensamentos se dissipar por um momento, relaxando nos braços de Damon. Ele sabia que, não importasse o que viesse a seguir, ele não estava sozinho, e isso, pelo menos por enquanto, era o suficiente.

Derik permaneceu em silêncio, absorvendo as palavras de Damon e a sensação reconfortante de seu abraço. Ele fechou os olhos novamente, permitindo-se ser tragado pelo silêncio da água e pelo calor do corpo de Damon contra o seu. Por um momento, todos os problemas pareciam distantes, e tudo que importava era a presença de seu marido ao seu lado. "Você sempre sabe o que dizer, sabe?" ele murmurou, a voz rouca. Damon sorriu, aproximando-se mais do marido, e beijando seu pescoço. "Eu só quero ver seu sorriso, meu alfa". Derik o olhou de volta, puxando-o para sentar no seu colo. "Você quer me ver sorrir? O que acha de me dar um pouco do seu corpo?" Damon riu timidamente. "Achei que você não fosse pedir" Derik sorriu, aconchegando Damon em cima de si, envolvendo seus braços em torno dele. "Eu só não queria parecer muito desesperado," ele murmurou, mordiscando o lóbulo da orelha de Damon. "Embora talvez eu possa ser um pouco desesperado, na verdade. Especialmente quando se trata de você." Damon se esfregou um pouco em cima do marido. Já pressentindo aonde essa conversa iria chegar. "Eu quero que você seja desesperado por mim, meu ... alfa". Ele disse, com a voz rouca, conseguia sentir o membro do seu marido pulsando embaixo dele.

Derik gemeu, sentindo o desejo crescer por dentro dele à medida que Damon se esfregava em seu pênis. Ele deslizou uma das mãos pelas costas de Damon, puxando-o para ainda mais perto. "Isso é fácil, meu querido ômega," ele murmurou, a voz profunda e rouca. "Você sabe o efeito que tem em mim. "Damon olhou para ele, e sentiu suas bochechas corarem. "Você já está duro, amor?" Derik sorriu, deslizando uma mão pela cintura de Damon até sua coxa, apertando uma das nádegas dele com desinteresse, enquanto mordiscava seu pescoço. "Talvez eu esteja," ele murmurou, "mas acho que você já sabe a reposta." Damon soltou um suspiro e sentiu uma onda de excitação passar por seu corpo. Ele mordeu o lábio inferior, tentando conter um gemido enquanto sentia a mão de Derik em sua coxa. "Eu adoro quando você fica assim," ele sussurrou, deslizando suas mãos pelos ombros e pescoço do marido, passando os dedos pelo cabelo negro de Derik.

"E você sabe exatamente como me fazer ficar assim," Derik murmurou, levando a outra mão até a cintura de Damon, puxando-o para ainda mais próximo, fazendo seus corpos se esfregarem com mais força. "Ah, Deri." Damon gemeu, sentindo seu próprio membro ficando duro. Ele olhou para Derik com desejo. Se levantou um pouco, se ajustando em cima do marido, sentando em cima dele devagar. Enquanto descia. Ele gemeu baixinho, sentindo Derik entrando dentro dele. Derik soltou um gemido baixo e agoniante, sentindo Damon se encaixar nele, rodeando a cintura de seu marido com os braços. "Isso, meu ômega. Só relaxe para mim", ele murmurou, mordiscando o pescoço de Damon enquanto se mexia de leve, tentando se acostumar à sensação do marido à volta de si. "Ah Deri...ah! Eu amo tanto sentar em você...eu...me sinto tão amado..." Ele murmurou baixinho. Apoiando-se no ombro de Derik para conseguir mover-se com mais precisão. Sentia uma dor aguda, mas que logo passou, a medida que subia e descia em cima dele. A água da banheira balançando, e molhando o chão do banheiro. Derik também gemeu, sentindo o prazer crescer com cada movimento de Damon, a maneira como ele se mexia em seu colo. "Você é sempre tão apertado para mim, meu ômega," ele murmurou, suas mãos abrindo um caminho pela pele lisa de Damon, esfregando e massageando seu corpo, ele continuava a se mexer contra ele.

"Eu vou sempre te amar," ele acrescentou, seus olhos fechando brevemente, ele se entregava à profunda sensação do prazer. "Dam, você é o melhor pra mim," Derik gemeu, suas mãos agarrando com mais força a cintura de Damon, guiando seus movimentos enquanto ele se aprofundava e se mexia dentro dele. "Sempre tão bom para mim, sempre tão apertado, sempre tão perfeito.""Ele levantou a cabeça, encontrando a boca de Damon em um beijo doce e urgente, engoliu cada um dos gemidos de seu marido entre seus lábios, se movia com força embaixo dele. "Ah Deri...eu...eu..." Damon tentou dizer algo, mas a sensação do marido tão duro dentro dele, fazia as palavras escaparem de seus lábios e a mente ficar em branco. Ele arqueou as costas para trás, segurando firme nas coxas de Derik, enquanto aumentava mais o movimento de sobe e desce, fazendo a água da banheira se mover entre eles. Derik gemeu mais alto. Sentindo as paredes de Damon apertando seu membro. "Ah, porra, Damon...Como você consegue? Como você consegue sempre ser tão apertado assim? Não importa quantas vezes a gente faça isso...ah! Eu sinto como se fosse a primeira vez..."

"Isso é tudo para você, querido," Damon murmurou, sua voz rouca e baixinha, ele continuava a cavalgar seu marido, a sensação de Derik dentro dele tão boa que era quase insuportável. "Todo o meu corpo é para você, sempre será."Ele aumentou mais o movimento, sentindo Derik ainda mais fundo dentro de si, com cada estocada provocando uma onda de prazer que percorria todo seu corpo. "Você me deixa tão apertado assim…” "D-Dam... " Derik suspirou, suas mãos deslizando pelas coxas de seu marido, apertando-o com força enquanto ele tentava manter o controle, apesar da doce tortura de sentir Damon se mexer em cima dele. "Eu não vou aguentar muito tempo assim." "Não espere, Deri. Não quero que aguente. Eu quero que goze dentro de mim," Damon gemeu docemente em seu ouvido, mordendo levemente seu lábio enquanto mexia mais rápido e mais forte, sentindo Derik gemer e se contrair sob sua pele.

"Ah, Damon," Derik gemeu, sua cabeça caindo para frente, descansando no ombro de seu marido, ele tentava se controlar. Mas era impossível resistir à sensação de Damon nele, tão quente e apertado. "Você vai me matar assim.""Ele mordeu suavemente o pescoço de Damon, sua respiração ficando mais rápida e difícil. Ele sentia o orgasmo se aproximando. "Não quero gozar ainda... eu preciso... eu preciso ficar dentro de você." Damon aceitou isso como um desafio. Ele queria fazer Derik gozar. Então, ele contraiu-se mais, os músculos do seu corpo apertando contra o membro de Derik. "A-ah! Damon!" Derik gemeu, seu corpo enrijecendo momentaneamente à volta de seu marido, ele sentia ele apertar-se ainda mais contra ele. "Isso é... quase demais..."Ele fechou os olhos fortemente, tentando controlar a si mesmo, mas era difícil manter-se no controle quando sentia o marido tão quente e apertado ao seu redor."Não vai demorar muito..." "Pode gozar dentro de mim, Deri," Damon sussurrou, sua voz rouca, enquanto ele continuava a se mexer em cima de Derik, as estocadas se tornando mais curtas e rápidas. "Quero que você me fode..."Ele mordeu a pele do pescoço de Derik, chupando e deixando uma marca, ele sentia as mãos de seu marido deslizarem para as nádegas dele, apertando-as com força, ajudando-o a se mexer para cima e para baixo.

A água da banheira estava espirrando lentamente, espalhando pequenas ondas, os corpos de Damon e Derik se mexiam juntos. Os braços de Derik estavam enrolados nos ombros de Damon, ele tentava manter o controle, apesar do êxtase que estava sentindo. Cada movimento era como uma agonia doce, sentia Damon se mexer acima deles, sua cintura se movimentando com pequenos círculos. "Ah, Damon," Derik gemeu novamente, sua voz quase desesperada. Ele puxou o marido contra seu corpo, enterrando o rosto no pescoço de Damon enquanto ele lutava para se conter. "Eu... eu não posso... não consigo... não consigo aguentar mais..."Ele tentou parar os movimentos do marido, mas sua mão só deslizou pelas costas de Damon, sem conseguir conter seu marido ainda mais contra si. Cada pequeno movimento fazia as paredes de Damon apertarem-se contra ele, derretendo-o por inteiro.

Aos poucos, Derik não conseguiu se controlar pela sensação de seu marido em cima dele. "T-tão... tão apertado," ele gemeu. De repente, um arrepio percorreu o corpo de Derik, seu rosto enrijecendo, uma poderosa onda de prazer o atingiu. "Ah... A-aaah!". Derik o puxou com força contra seu corpo, suas mãos agarrando as nádegas de Damon, ele gozava profundamente dentro de seu marido, seus olhos fechando-se automaticamente enquanto sentia o orgasmo percorrer todo o seu corpo. Cada fibra de seu ser estava tomado pelo prazer, enquanto ele gozava em seu marido durante o que pareceu uma eternidade. Sua mente ficou em branco, e tudo que ele podia sentir era a sensação da carne de Damon se contraindo em volta de si, ele finalmente encontrou seu orgasmo. Finalmente, ele ofegou e relaxou contra o marido, puxando-o para mais próximo e envolvendo-o em seus braços. Damon se sentia completo e totalmente satisfeito. Sua mente estava embotada, seu corpo relaxado e seu coração palpitando com amor. Ele apoiou o rosto no ombro de Derik, abraçando-o com força, sem intenção nenhuma de soltá-lo.

Depois do banho, eles se deitaram na cama, Derik envolveu o marido em seus braços, trazendo-o para mais próximo enquanto se deitavam juntos sob as cobertas. Seu coração ainda estava palpitando de amor e prazer, e ele não podia resistir a puxar Damon para mais próximo, envolvendo o marido em seu abraço, seus dedos desenhavam pequenos círculos na pele de Damon. Eles ficaram assim, se beijando suavemente, por vários minutos, aproveitando o momento íntimo entre si.

Na manhã seguinte, enquanto a luz do sol ainda estava tímida no horizonte, Derik e Damon estavam desfrutando de um raro momento de tranquilidade em casa. A calmaria, no entanto, foi interrompida por batidas insistentes na porta. Derik franziu a testa, não esperando visitas tão cedo. Relutante, ele se enrolou num roupão e foi atender à porta que insistia em ser batida com tanto vigor. Ao abrir a porta, seu coração quase parou ao ver a figura alta e imponente de seu pai, Taishou, parado ali. Derik não esperava ver Taishou em Night Moon, e certamente não àquela hora da manhã. O rosto de Taishou estava marcado pela exaustão, com olheiras profundas e uma expressão tensa, quase desesperada. “Pai?” Derik perguntou, o choque evidente em sua voz. “O que você está fazendo aqui?” Taishou respondeu de forma objetiva: “Quero falar com Damon... sozinho!” Derik imediatamente fechou a expressão, protetor. “Por que quer falar com Damon a sós?” Taishou desviou o olhar, parecendo ainda mais desconfortável. Ele evitou o olhar acusador de seu filho, sabendo que aquela visita era inesperada e alarmante para Derik. “Por favor, Derik... me deixa falar com Damon... sozinho,” ele pediu novamente, a voz baixa, quase suplicante.

Derik hesitou. Ele sempre foi protetor com Damon, especialmente em situações que envolviam sua família. Mas algo na postura de Taishou o fez recuar. A expressão de seu pai era de alguém à beira do desespero. Relutantemente, ele assentiu e deixou o caminho livre, mas seus olhos ficaram fixos em Damon, como se o alertasse para ter cuidado. Damon, sempre calmo e sereno, se aproximou de Taishou com um semblante cuidadoso. “O que está acontecendo, meu sogro?” ele perguntou, sua voz suave tentando acalmar o clima tenso. Ele sentia que algo perturbava profundamente o antigo alfa. Taishou não perdeu tempo com rodeios. A urgência em seu olhar era evidente, e suas mãos tremiam enquanto ele se aproximava de Damon. “Você consegue falar com Akane?” ele perguntou, a voz rouca, carregada de uma frustração que Damon nunca havia visto antes. “Eu sei que o espírito do lobo branco dela vive em você... você... você consegue falar com ela? Consegue ouvir a voz dela?”

Damon piscou, surpreso pela intensidade da pergunta. Ele sabia da obsessão de Taishou por Akane, mas ver o alfa naquele estado era algo completamente diferente. Ele podia ver que Taishou estava à beira do desespero, o desejo de se reconectar com Akane quase palpável em cada palavra que ele dizia. As mãos de Taishou tremiam visivelmente, seus olhos estavam fixos em Damon, como se ele fosse sua última esperança. Damon sentiu um nó se formar em sua garganta. Ele nunca imaginou que Taishou, sempre tão forte e controlado, chegaria a um ponto tão vulnerável. “Taishou...” Damon começou, escolhendo cuidadosamente suas palavras. “Eu sinto o espírito dela em mim, sim. Mas falar com ela... não é tão simples.” Ele observou a expressão de Taishou, tentando encontrar as palavras certas para amenizar sua dor. “O espírito dela está em paz, ela não está mais neste mundo da mesma forma que antes. Eu posso sentir a presença dela, mas não é como se ela pudesse falar diretamente comigo.”

Taishou fechou os olhos, sua frustração crescendo a cada segundo. A resposta de Damon não era o que ele queria ouvir, mas ele sabia, em algum lugar de sua mente, que não podia esperar mais do que isso. “Eu só... eu só queria ouvir a voz dela de novo,” ele murmurou, quase para si mesmo. “Eu só queria saber se ela está bem, se... se ela me perdoa por não ter conseguido fazer algo por nós….” Damon sentiu um aperto no coração ao ver Taishou tão quebrado. Ele deu um passo à frente, colocando uma mão reconfortante no ombro de seu sogro. “Ela está em paz, Taishou. Ela não guarda rancor. O amor dela por você transcendeu o tempo, e é isso que importa agora.”

Taishou balançou a cabeça lentamente, tentando absorver aquelas palavras, mas a dor não o deixava. Ele sabia que Damon estava falando a verdade, mas seu coração, dilacerado pela saudade e pelo arrependimento, não conseguia aceitar aquilo facilmente. “Obrigado, Damon...” Taishou disse, a voz fraca, quase inaudível. Ele deu um passo para trás, sentindo a exaustão pesar sobre ele. “Eu... eu preciso pensar.” Damon observou enquanto Taishou se afastava lentamente, cada passo parecendo mais pesado que o anterior. Ele sabia que aquela conversa não tinha trazido o alívio que Taishou buscava, mas esperava que, com o tempo, ele pudesse encontrar a paz que tanto desejava. Derik, que havia assistido de longe, se aproximou de Damon com um olhar preocupado. “O que ele queria?” Ele disse, ao ver o pai saindo tão desorientado quanto chegou. Damon suspirou, olhando para a silhueta de Taishou desaparecendo. “Ele queria ouvir a voz de Akane de novo... mas acho que ele só precisa encontrar uma maneira de deixá-la ir.”

Depois que Taishou saiu, a casa de Derik e Damon ficou envolta em um silêncio pesado, interrompido apenas pelo crepitar suave da lareira ao fundo. A atmosfera estava carregada, como se as paredes da casa absorvessem o peso da conversa difícil que acabara de acontecer. Derik ficou em pé, olhando para a vista através da janela embaçada pela neve. Seus pensamentos estavam em tumulto, uma mistura de tristeza e frustração. Damon, tentando manter a rotina, preparava a mesa do café da manhã. Mas o clima estava longe de ser tranquilo. Ele podia sentir a inquietação de Derik, a tensão que pairava no ar como uma nuvem escura. Finalmente, Derik quebrou o silêncio, sua voz rouca e cheia de dor. “Porra... Minha mãe morreu para me livrar da maldição do lobo negro, e agora meu pai está surtando.” Ele deixou a frase no ar, sentindo o peso das palavras.

Damon olhou para ele, seu coração apertado pela dor que via no rosto de seu marido. “Eu sei o quanto isso pesa para você também, Derik. Não deve estar sendo fácil para nenhum de vocês.” Derik suspirou profundamente, seu olhar fixo na neve que caía lá fora. “Eu acho que meu pai me odeia por causa disso... ele... ele nunca conseguiu superar. Parece o Caleb, sempre remoendo e revivendo o passado. Ele está igualzinho ao meu irmão com Yuki. O mesmo desespero que ele teve por 70 anos. Ele só encontrou paz quando começou a se relacionar com a Yume... mas... meu pai... eu... eu não sei... Eu vi desespero, cansaço nos olhos dele. Eu nunca vi ele assim antes, Damon...” A voz de Derik vacilou, traindo a vulnerabilidade que ele raramente mostrava. Damon se aproximou dele, colocando uma mão reconfortante em seu ombro. “Eu sinto muito por isso, Derik. Deve ser difícil para ele, e para você também. Mas saiba que você não está sozinho.”

Derik desviou o olhar, sentindo uma mistura de frustração e resignação. “Eu sei, mas é como se toda essa dor estivesse entranhada na nossa família. Meu pai está tão preso ao passado que não consegue seguir em frente. E agora, você sabe, ele busca algo que não pode realmente ter.” Damon respirou fundo, tentando colocar seus próprios sentimentos em perspectiva. “Eu queria ter uma resposta melhor para dar a ele... mas a verdade é que eu não consigo conversar com a Akane. Eu só sinto a proteção dela, mas não consigo acessá-la diretamente. É uma sensação frustrante.” Derik olhou para Damon, compreendendo a angústia que ele sentia. “Sei como você se sente. Às vezes, sinto que a perda de minha mãe continua a assombrar todos nós. E, como você disse, parece que isso só se agrava com o tempo.”

Damon suspirou, seu olhar cheio de tristeza. “Eu lamento, amor. A perda de Akane ainda abala Silver Moon mesmo depois de 100 anos. É uma dor que nunca parece desaparecer completamente.” Derik apertou a mão de Damon, encontrando um pouco de alívio na presença constante de seu parceiro. “Eu só... eu só queria que as coisas fossem diferentes. Que pudéssemos encontrar uma maneira de seguir em frente sem que o passado continue nos assombrando.” Damon apertou a mão de Derik em resposta, tentando transmitir seu apoio e compreensão. “Nós faremos isso, Derik. Encontraremos uma maneira de lidar com isso juntos. Vamos enfrentar o que vem pela frente, e fazer o nosso melhor para honrar a memória de Akane sem deixar que isso defina nosso futuro.” Derik deu um leve sorriso, ainda que triste, e se recostou contra Damon, encontrando conforto nas palavras dele. “Obrigado, Damon. Eu realmente espero que possamos encontrar essa paz.”

O silêncio se instalou novamente, mas desta vez era um silêncio mais suave, uma pausa temporária nas conversas difíceis que ainda precisariam ser feitas. Ambos estavam cientes de que a dor e a luta continuariam, mas também estavam determinados a enfrentá-las juntos, um dia de cada vez. Derik passou a mão pelos cabelos, seu olhar fixo na lareira, as chamas refletindo a turbulência interna que ele sentia. O calor da lareira não era suficiente para aquecer o frio que residia em seu coração. Ele apertou os punhos, sentindo a frustração crescer dentro de si. “Não é justo, Damon. Não faz sentido que você, que agora carrega o espírito de Akane como sua loba interior, não consiga falar com ela. Eu não entendo...” A voz de Derik carregava uma mistura de raiva e desespero.

Damon, com sua expressão tranquila e voz suave que sempre trazia uma sensação de paz, suspirou profundamente. “Eu também não entendo, Derik. Gostaria de poder conversar com ela, de encontrar as respostas que você e seu pai tanto procuram. Mas, infelizmente, tudo o que sinto é a presença dela, a proteção... mas nunca uma palavra, nunca uma resposta.” Derik cerrou os dentes, a frustração crescendo dentro de si. “Eu, por outro lado... escuto a maldita voz de Gustavo ecoando na minha mente, sempre tentando me derrubar para o lado negativo e maligno. Ele não me dá um minuto de paz.” Damon sentiu um aperto no peito ao ouvir as palavras de Derik, sua própria culpa pesando sobre ele. “Lamento que meu pai ainda atormente seus pensamentos, Derik. Sei o quanto isso é difícil para você.” Derik soltou uma risada amarga, sem humor, enquanto seus olhos ardiam com a dor contida. “Atormentar é eufemismo. O puto está sempre envenenando minha mente, tentando me puxar para a escuridão que ele carrega. Eu luto contra isso todos os dias, Damon. Mas é exaustivo.”

Damon se aproximou, colocando a mão no ombro de Derik, um gesto de apoio e solidariedade. “Eu sei, meu amor. Sei que é difícil, mas você é forte. Não importa o quanto Gustavo tente, você sempre encontrará uma maneira de resistir. Você tem o coração de um líder, e o espírito de Akane, mesmo que silencioso, está ao nosso lado para nos proteger.” Derik fechou os olhos, tentando encontrar conforto nas palavras de Damon. “Eu só queria que fosse diferente, Damon. Queria que minha mãe pudesse falar com você, que talvez ela pudesse me ajudar a lidar com isso. Mas, no fim, parece que estamos todos presos a esse ciclo infernal de dor e perda.” Damon apertou o ombro de Derik um pouco mais forte, tentando transmitir força através do toque. “Eu também queria que fosse diferente, Derik. Mas, por agora, só podemos continuar lutando, juntos. Não vamos deixar que o passado controle o nosso futuro.”

Derik soltou um suspiro pesado, finalmente permitindo que parte da tensão em seus ombros diminuísse. Ele sabia que Damon estava certo, mas aceitar isso era difícil. O passado era uma sombra persistente, sempre presente, sempre ameaçadora. Mesmo assim, ele sabia que tinha que continuar, por ele mesmo, por Damon, e pela memória de sua mãe. Os dois ficaram ali por um momento, juntos, encontrando consolo um no outro. Mesmo em meio à dor e à incerteza, havia uma força que os unia, uma determinação compartilhada de encontrar uma forma de seguir em frente, juntos, não importa o que o futuro trouxesse.