Quanto tempo ela ficou alí presa naquele quarto, com raros momentos de ar fresco sob a vigilância acirrada dos guardas da Corte, Ursula não sabe dizer. Foram muitos dias. Mar revolto. Noites frias. E sem notícias do seu capitão...

Certo dia, era final de tarde, um dos guardas a levou para o convés para que pudesse ficar um pouco ao ar livre. Ursula apoiava as mãos na beirada, olhando o mar agitado logo abaixo. Ela respirou fundo, sentiu o ar salgado entrar em suas narinas. Ela sabia que estavam perto de chegar na França e esse pensamento não lhe trazia nenhum alívio. Temia seu destino numa masmorra, relegada ao esquecimento.

“Esquecida por todos, menos por você” – Ela lembrou que Herculano certamente não esqueceria dela e havia prometido lhe tirar daquela prisão. Não imaginava como ele faria isso, mas tinha certeza que ele não falharia.

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