Despite everything... I'm back!
Despite everything... I'm back!
Chapitre 27 min de lecture

Reencontro

– Er... Erza?!

– Jel-Jellal?!

– Você voltou... – sussurrou o azulado para si mesmo, sem nem mesmo notar um pequeno sorriso se formar no canto de seus lábios – Erza eu...

– Não pense que ao me ver aqui pode me dirigir a palavra – disse com um olhar frio o encarando – Não tenho nada para falar com você, e acho que o que se tinha algo para me dizer deveria tê-lo feito a muito tempo atrás.

– Se você tivesse me dado oportunidade de dizer alguma coisa naquela época, quem sabe – ele sentou-se em sua frente – Por que fugiu de mim?

– Por que será? – disse sarcástica – Vamos rever os fatos, eu estava com quinze anos, sofrendo pela morte dos meus pais, sem onde cair morta e prestes a me tornar uma mãe solteira, por que você acha que eu fui embora daqui?

– Você sabia que apesar de tudo eu iria assumir aquela criança.

– Hahaha não me faça rir, você NUNCA quis aquela criança, assim que te contei que estava grávida você surtou e queria que eu fizesse um aborto.

– Eu me arrependi, tá legal!

– Quando? Antes ou depois de ter comido a Ultear?

– Eu nunca tinha encostado um dedo nela, eu estava bêbado, não sabia o que estava fazendo.

– Naquela época eu não acreditei em você, o que te faz pensar que eu acreditaria agora? – disse a ruiva nervosa.

– Por que se passaram dez malditos anos, quem sabe agora você tenha esfriado um pouco essa cabeça dura – disse encarando-a bem de perto – Sabe como eu me senti ao te procurar naquele dia e não te encontrar em lugar nenhum? Sabe como foi duro ouvir da sua tia que você tinha pegado as suas coisas e sumido no mundo?

– Você deve ter sentido um alivio imenso, afinal estava tirando um enorme peso das suas costas.

– Você nunca foi um peso pra mim Erza! Eu estava disposto a me casar com você!

– Você não cansa de mentir? – disse com os olhos marejados – Eu fui apenas uma diversão pra você Jellal, eu sei disso... Soube pelo Natsu que pouco antes de você começar a falar comigo você tinha feito uma aposta com os seus amiguinhos de que conseguiria quebrar o coração de pedra da Scarlet? Não foi isso?

Ele suspirou em derrota – No começo era, mas eu fui te conhecendo, fui me apaixonando por você caramba! E quando eu fui falar que estava fora desta aposta ridícula o Natsu escutou, mas o fiz prometer que não te diria nada para não magoá-la, pois eu estava gostando de você de verdade.

– É mesmo? Quer mesmo que eu acredite nesse monte de merdas que está me contando?

– É a verdade! Você não a queria? Eu estou dizendo droga! – ambos suspiraram, e o azulado observou melhor a mulher a sua frente, e notou que ela estava mais linda desde a ultima vez que a viu – Você deixou o cabelo crescer...

– Pois é – disse tomando o seu café já frio e servindo-se do seu bolo sem se importar com a presença dele.

– Ainda gosta disso? – disse apontando para o bolo – Imagino o quanto deve ter comido desse bolo enquanto estava grávida, afinal morango sempre foi o seu favorito.

– Hum...

– Como está?

– Como está o que?

– Desde que te vi ainda não te perguntei sobre nosso filho, ele ou ela está bem?

– A MINHA filha está muito bem, obrigada, eu fiz um excelente trabalho cuidando dela sozinha.

– Eu imagino... Como ela se chama?

– Você já está querendo saber demais.

– Ela também é minha filha, nada mais justo que eu saber o nome dela.

– Justo seria se você a quisesse desde que descobriu sobre a sua existência, o que não é o caso, a MINHA filha tem a mim como mãe e pai, não precisa de você.

– Olha só quem está sendo turrona de novo – ele passou a mão pelos cabelos nervoso – Vou te perguntar mais uma vez, qual o nome dela?

– Eu não vou dizer.

– Erza, eu sou o pai!

– Não, não é.

– É mesmo? Então você estava me traindo naquela época por acaso?

– Não, mas pai é aquele quem cria e dá amor, e que eu saiba você não fez nada disso.

– Erza, toda criança precisa de um pai, e você querendo ou não eu sou o pai da sua filha – ele disse cada palavra olhando fundo nos olhos castanhos da ruiva – me diga o nome dela.

– We-e... Wendy.

– Wendy?! E como ela é? – disse com os olhos brilhando – Qual a cor do cabelo dela? E dos olhos? Ela tem alguma mania? Ela gosta de algum esporte? O que ela gosta de comer?

– Você saberia de tudo isso se a tivesse visto nascer – a ruiva sorriu com o pensamento – Ela era a coisinha mais pequena e frágil que eu já tinha segurado em meus braços, e assim que a vi olhar pra mim era como se toda a minha vida tivesse valido a pena somente para poder presenciar aquele momento, ela é a pessoa mais preciosa da minha vida.

– Queria ter estado com você nessa hora.

– Mas não estava – disse voltando ao normal – Você nunca esteve quando eu mais precisei de você e não vai ser agora que vai entrar na minha vida de novo e na da minha filha.

– Erza...

– Não se aproxime mais de mim, quero distancia de você.

– Então por que voltou?

– Meu trabalho, e minha amizade muito grande com a Lucy me fizeram voltar.

– Espera... Então aquela garotinha com a Lucy mais cedo era...

– Não, você não...

– Era ela não era? Wendy, a minha filha?

– Onde você as viu?

– Eu as vi na porta do colégio Fairy, bem que eu achei aquela garotinha muito parecida com alguém... Ela é a sua cara Erza! Como eu fui burro e não percebi a semelhança?

– Exatamente, você é burro.

– Quero conhece-la, quero saber mais sobre ela.

– Não.

– Eu tenho direito de conhece-la, você não pode tirar isso de mim Erza.

– Eu posso sim, sou a mãe dela e você é meramente um desconhecido, não vou deixar você se aproximar dela.

–Erza eu só quero conhece-la, depois disso eu me afasto, por favor? Pense em tudo que vivemos, deixe seu bom senso te dizer o que é melhor.

– Eu se fosse você não apelaria para o meu bom senso, pois ele está me dizendo desde que você se sentou ai para chutar a sua bunda até você não conseguir sentar mais na vida.

– E o meu bom senso está me dizendo para te beijar desde que eu te vi, mas eu também estou me segurando.

– Jellal seu... — a ruiva foi interrompida pelo seu celular que tocava – Droga é a Lucy! Ela deve estar se perguntando por que eu não estou no escritório, ela vai me matar.

– Me dá isso aqui – disse já pegando o aparelho das mãos da ruiva e o atendendo.

(Ligação ON)

– Alô

– Alô? Er-chan?

– Não é o Jellal, a Erza está um pouco ocupada agora, então diz logo o que você quer loira.

– Ei, não me chame assim! E como assim a Erza está ocupada? Ela deveria estar aqui no escritório! E o que diabos você está fazendo com o celular dela?

– Estamos conversando sobre o futuro da nossa filha e...

– MINHA FILHA — Erza gritava no fundo – E me devolva meu celular.

– Calma ai Erza! Então Lucy, será que você poderia nos dar mais alguns minutos? Erza e eu precisamos mesmo conversar.

– Er... Bem, eu sei que vocês devem ter muito, mas muito assunto mesmo para conversarem, mas preciso da Erza aqui, acho que enchi a Wendy de muitas porcarias e ela não está se sentindo muito bem.

– É o que? Como você pode ter feito isso com a MINHA filha? Eu mal a conheço e você já fez a minha menina passar mal, o que você deu a ela Lucy?

– Eu não sei, de tudo um pouco.

– Estamos indo.

– Como assim estamos?

Tu Tu Tu...

(LIGAÇÃO OFF)

– O que houve com a Wendy? E como assim “estamos indo”? Eu não vou a lugar algum com você.

–

–

–

–

–

–-

Continua....

Commentaires & Réactions

Partagez vos impressions, collez des timbres à collectionner et échangez avec l'auteur et la communauté.

Index de l'Histoire