Eu estava na aula de arte, foi um dia depois do ocorrido que eu tive com a Sakura em cima do terraço. Estávamos pintando as frutas que estavam sobre a mesa. Bom diria que ali a maioria estava pintando apenas para receber pontos. O Sai é um ótimo desenhista mais não diria que com o pincel e tela ele faça muitos milagres, ao meu lado eu não havia percebido ele, mais parece que ele pinta muito bem, eu diria que as pinturas desse garoto são abstratas. Ele era ruivo, muito quieto e os olhos com a cor verde-água.
A professora se aproxima de nós dois e olho para sua pintura, eu diria que ela estava um pouco confusa com o que vira na tela do garoto.
– E o que é isso?
–É um limão.
– Isso é um limão?- Diz a sensei. (Eu escuto a conversa e vou dar uma olhada na pintura dele)
–( É igual ao grito que tem no museu...)- Eu pensei
–Esse é “o grito, de Munch*”- dizia o ruivo
–(É como eu imaginava?!)
–...Bah, tudo bem. Mas se conseguirem mostre coisas como essas apenas para o clube de artes.
– Desculpa.
–Não precisa se desculpar, apenas continue desenhando assim
Logo depois Kurenai-sensei chega ate o Naruto e olha para ele abismada.
– O que esta desenhando, Naruto?
–Uma maçã.
–Maçãs não têm braços e nem pernas.
–Mas é assim que eu vejo as maçãs!
– Leve a sério!- Dizia a Kurenai-sensei
Olho em volta e tento encontrar a Sakura que não estava em lugar algum, achei que a encontraria lá já que ela desenhava. Parei de procurá-la e fui puxar uma conversa com Gaara, que sentava atrás de mim.
–Gaara- O chamei– Você esta no departamento de artes, certo?
–Sim apesar de que voltei este ano.
–Você voltou?
–Sim, parei de vir para o campus no ultimo ano, mas estive aqui desde abril, Oh falando nisso, você ouviu sobre a Kurenai-sensei? Ela esta sempre envolta do prédio do “bloco zero”
–“Bloco zero”?
–É assim que todos chamam. As salas de aula são localizadas no bloco C. As salas dos professores e laboratórios no bloco A e B respectivamente. E, o antigo bloco dessa escola é o “bloco zero”. Apesar de ninguém usar mais. Agora lá só ficam a sala de artes e a segunda biblioteca, mas ambos não são usados. E o segundo andar esta interditado.
–Ah certo. (Fiquei um tempo pensando sobre esses blocos ate a hora bater)
Logo em seguida bate o horário e a aula acaba, eu saio junto com Gaara para continuar conversando com ele. E ficamos parados no corredor conversando sobre Munch*.
–Você sabia a pintura por Munch* tem quatro sessões no total. A que eu gosto de ver, esta em posse do museu de artes de oslo’s.- Diz ele, tentando arrumar algum assunto.
–Mas aquela coisa se você ficar encarando por um tempinho, não vai se sentir um pouquinho perturbado ou inseguro? – (Eu não faço idéia de ter perguntado isso, mais deve ser pelo caso de ele apreciar uma pintura tão medonha.)
–Inquieto. Eu acho, suas emoções são claramente ilustradas na sua pintura. Esse é o motivo de eu gostar tanto de pintura.
–Gaara você gosta desse sentimento inquietante.
–Sim. Por que é algo que você testemunha todos os dias. Sasuke-kun. Você não é assim também? Todo mundo é assim.
–Mas...
–Ei, Sasuke- (O Naruto me chamou enquanto conversava com Gaara.)
– Que inesperado vocês dois conversando sobre a Kurenai-sensei!
– Estávamos falando sobre outra coisa. Sua cabeça de vento. — Disse Gaara.
–Certo, e era sobre o que?- Perguntava Naruto.
– Se a pintura de Munch* não te deixa com sentimentos perturbantes. – Dizia tentando fazê-lo se encaixar na conversa.
– O sentimento da pintura?
–Sim não perturba você?- perguntei
–Perturbar? Claro que sim!- ele falou como se estivesse tentando tirar um nó da garganta. – Conforme o ano escolar passa... Eu estou ficando mais e mais preocupado de estar na classe amaldiçoada 3-9.
(Amaldiçoada, Do que é que ele esta falando?)
–Sabe Sasuke, Ontem eu ia dizer... – Ele ia dizer algo mais Gaara o cortou de uma vez.
– Ei, Naruto-kun, a nossa situação atual não é o suficiente?
– Quem disse que nós estamos em uma situação terrível...? Mas...?- Diz Naruto como se estivesse desesperado.
– Terrível? O que você quer dizer...?- (Essa conversa já esta começando a ficar estranha)
Enquanto olhava os dois, que para mim era uma conversa sem nexo, meus olhos se deparam com a porta da biblioteca e consigo vê na brecha da porta, a Sakura desenhando em um caderno em cima da mesa. Não me importando com os dois, entro na biblioteca.
–Qual o problema? – pergunta Naruto
–Nenhum. Preciso ir.
– Ei, Sasuke! – Ele diz me chamando de volta, mais não me importo e vou em direção a biblioteca onde estava Sakura
–Isso não é um... – Gaara tenta falar alguma coisa mais antes dele terminar eu fecho a porta da biblioteca.
Olho para ela e a cumprimento.
–Oi – Ela levanta a cabeça e me olha de cima pra baixo e volta a desenhar.
Vou a sua direção e vejo o que ela desenhava. Quando olho para seu desenho ela pergunta.
– Não tem problema fazer isso?
– Fazer o que?
–Não tentaram impedir você?
– Suponho que não.
– O que esta desenhando? Aliás, você não tem que vir aqui só pra desenhar, certo? – Olho direito para o seu desenho e digo – Essas são... Bonecas? – Perguntava novamente.
– Essa aqui eu planejo desenhá-la com um grande par de asas no fim. – fala ela.
–Asas, hum... Então ela é um anjo?
–Talvez, quem sabe.
–O que estava fazendo na chuva ontem?
– Não odeio a chuva. Minha favorita é a chuva fria que cai no meio do inverno, pouco antes de se tornar neve.
–O que há com o seu olho esquerdo? Você tem usado tapa olho desde que te encontrei no hospital.
– Quer saber?
–Se não quiser me contar tudo bem.
– Então não contarei. ( Merda)
–Você deveria voltar para sua classe. – Falou o bibliotecário que estava vindo em nossa direção. – Nunca vi você antes. — Fala o senhor.
– Me chamo Sasuke Uchiha, estou na classe três da nona série. Acabei de me mudar para essa escola.
–Eu sou Ibiki, o bibliotecário. Você é bem-vindo para vir aqui quando quiser, mas você deveria sair agora. – Olho para Sakura e saio da biblioteca.
– Sim senhor.
–Eu vou continuar desenhando aqui... – Ela diz.
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De noite enquanto estava em casa jantando, converso com Itachi e pergunto sobre o bibliotecário Ibiki, ele parece saber sobre ele.
– Ibiki-san, não é? – Ele da uma pausa tentando se lembrar um pouco. – Ele é o dono da segunda biblioteca ele estava lá desde quando comecei a estudar na escola. Ele é muito frio e sempre usa preto. Todas as pessoas o acham assustador.
–Isso mesmo.
–Então o que ele disse antes.
– Não... Nada importante.
– Sasuke-kun, você já escolheu um clube?- Dizia ele mudando o curso da conversa. –De qual clube você participava na escola anterior...?
–Era... – (Digamos que eu não estou muito a fim de dizer qual era)
–Qual? O clube de basquete? – Itachi continuava tentando adivinhar qual era.
– ... O de culinária.
– Que chocante isso é raro entre os garotos. – Querendo rir
– Não diga isso com facilidade. É tudo graças a você e nosso pai, deixar todos os serviços de casa pra mim. Eu tive que entrar pra aquele clube, mesmo que seja estranho. Graças a isso minha técnica de cozinha é incrível, mas nem você e nem meu pai nota.
“PAI- Desde que encha a barriga, pra mim tudo é a mesma coisa.”
– Rapaz com certeza você é azarado... Se bem que nunca reparei que você cozinhava. – (Falava meu irmão se bem que nenhuns dos dois são lá ótimos observadores.)
– Eu fui convidado para o clube de artes.
– Gosta de artes?
–Arte me interessa. Mas não desenho muito bem. Mesmo assim. Bem eu nunca, contei isso para ninguém antes, mas... Se possível eu gostaria de ir para uma boa escola de arte.
–Essa é nova pra mim!
– Eu gostaria de fazer talhamento e escultura. Parece loucura.
– Em primeiro lugar, sem duvida nenhuma o nosso pai será contra. E segundo, mesmo que você se forme você não terá nenhuma habilidade para o mercado. Talento é um fato chave, é claro, mas sem um pouco de sorte ao seu lado, você provavelmente vai falhar.
– Mas se você quer mesmo, não terá medo de tentar. É patético desistir de alguma coisa – ( Nunca tinha visto o Itachi tão sábio)
– Patético?
–Sim, é importante, não é? Pois essa é a sua decisão.
Assim ele sai da mesa e vai embora. Eu não entendo muito ele, mais ele sabe encoraja uma pessoa muito bem.
Eu saio da mesa e vou para meu quarto, para pra pensar um pouco. Minutos depois eu saio da minha casa e vou direto para o hospital decidi visitar e ter uma conversinha com Shizune. Pelo menos um pouco.
O hospital era totalmente deserto tinha ninguém na recepção, mais também não deixava de funcionar por vinte quatro horas. A atendente de plantão ficava quieta. Enquanto isso eu ia em direção ao elevador. Podia se vê os andares se passando no teto da enorme caixa de metal que era puxada pelos cabos de aço. Do jeito como eu via 1,2,3 e 5*. Eu parei no quinto andar.
E sai de dentro do elevador para ir em direção ao balcão onde estava sentada a Shizune.
– Sasuke-kun!- Ela se surpreendeu comigo.
Saímos da recepção do quinto andar e fomos direto a uma ala de alimentação, eu fui junto com ela e me sentei em uma cadeira me, enquanto Shizune ia para uma maquina de refresco.
–Desculpe. O dia foi pesado.
– Não tem problema eu estar aqui?
– Nenhum.- Dizia ela vindo em minha direção com dois copos de café.
–Obrigado.
Ela se sentar em minha frente, deixando o seu copo a seu lado, levanta as duas mãos e apóia seu queixo em cima das mãos que tinha os cotovelos apoiados a mesa.
–Então, o que tem lido ultimamente?
–O autor que você me recomendou, Jonh Saul.
Logo ela se desleixa um pouco mais, e apóia suas costas no apoio da cadeira cruzando os braços, e fechando os olhos.
–Se eu também conseguisse fazer meus colegas de trabalho lerem ele... – Ela da um suspiro e olha para mim. –Não foi sobre isso que você veio conversar, foi?
–Não. Quero te perguntar uma coisa. Uma garota morreu neste hospital semana passada? – ( Naquele dia Suzuki Sakura desceu ate o subsolo 2. Naquele lugar não tem enfermeiras e nem salas de exame. Tirando pelo deposito e pela sala que resta é o NECROTÉRIO. Se naquele tempo, o lugar para o qual Sakura foi era o necrotério, então naquele mesmo dia, o corpo de alguém foi mandado pra lá. E como ela carregava uma boneca de porcelana, eu diria que esse corpo é de alguma garota.)
Ela me encara tentando se lembrar de alguma coisa.
– Segunda passada? Então você ainda estava aqui, não estava? Por que pergunta?
–Aconteceu uma coisa que me fez ficar pensando.
– Tenho a sensação de que você esta me perguntando por um bom motivo. – Diz ela quieta com a mão no queixo como se estivesse pensativa. –Nenhum paciente sob meus cuidados morreu.
–Mudando de assunto, então... Você viu uma garota vestindo um uniforme escolar em algum corredor naquele dia?
– Uma garota, de novo?
–Ela tinha um blazer azul escuro, cabelo curto... e um tapa-olho sobre o olho esquerdo.
– Tapa-olho? – Dizia ela com o copo de café na mão – Uma paciente de oftalmologia? – Espere ai! – disse ela deixando o seu copo na mesa.
– Você a viu? – Perguntei
– Não. Mas uma garota que morreu... – Ela tentava se lembrar – Deve ter tido uma.
– Mesmo? – me surpreende com o que ela disse.
– É possível. Acho que era uma garota. Ouvi uma pessoa dizer que uma jovem paciente morreu.
– Qual era o nome da paciente? – Perguntei já bem curioso
Shizune olha para os lados, se levanta um pouco da cadeira, apóia seu corpo a mesa e coloca a mão ao lado da boca e começa a sussurrar.
– Quer que eu descubra pra você?
– Você pode?
– Claro posso dar uma pergunta por ai. Caso eu descubra algo, ligarei para o seu celular. – Ela sorri e levanta seu próprio celular.
–Sei que já perguntei, mas não tem problema em você fazer isso?
– Vamos dizer que você estava preocupado com uma colega de classe. – dizia ainda sorridente. – Você parece ter um bom motivo para saber. Mas em troca alguma hora você terá que me contar o motivo. Entendeu senhor amante do terror?
Essas foram as ultimas palavras que eu troquei com a Shizune naquela noite.
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Logo de manha na sala de aula, o professor Asuma dava sua aula com sua turma em silêncio.
Mas naquele dia, naquela manhã, eu não vi a Sakura. Tempos depois a aula acaba e fico sentado sozinho, enquanto os outros levantavam-se de suas carteiras e começavam a andar pela sala conversando com os seus amigos.
–( Doente? Mas no dia anterior, ela parecia bem...). –( A primeira regra de Konoha. Será que ela a desobedeceu enquanto estava no terraço e ganhou aquele machucado.) – Besteira – Disse para mim mesmo. Sentado na carteira da classe.
– O que foi você esta com uma cara estranha, todas as garotas estão olhando para você. Com essa cara de superior... Mesmo agora. – dizia Naruto tentando se aproximar de mim com uma conversa.
– Pelo menos ele não é como você. – Dizia Sai que havia colocado uma de suas mãos em cima do ombro de Naruto o assustando.
–Não corte um assunto enquanto falo, e eu nem estava falando com você !! – Gritava Naruto com o Sai.
E reparo que a Ino me encarava, eu me assustei um pouco com o gesto dela mais logo ela se vira e volta a falar com as garotas. Dando um pressentimento estranho.
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Eu estava pegando o meu sapato no armário, e já ia começar a ir embora a meu lado estava Gaara fazendo a mesma coisa. Quando de repente escuto uma voz.
–Sasuke-kun – Era Karin me chamando. E a seu lado estava Ino. – Esta indo para casa agora? – Perguntou.
– Tem um minuto? – Ino se manifestou.
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–Entendi. Então você nasceu no hospital de Konoha. – Diz Ino.
– Mas minha família se mudou para Tóquio pouco tempo depois.
– Então passou a morar em Tóquio a partir daí?
– Sim – Confirmei
–Voltou alguma vez para visitar?
– Minha mãe morreu logo depois que nasci então não com freqüência.
–Entendo.
– Por que a pergunta? – A questionei
– Estou com a impressão de já ter encontrado você antes. Em algum lugar. – Dizia ela.
– Me irrita não conseguir me lembrar direto. Dizia Ino com os braços cruzados e com a cabeça baixa, como se pensasse em algo.
–Não deveria deixar isso te incomodar. – Dizia Karin.
–Essa é a parte de ser a chefe de contramedidas. – Disse Ino tentando fazer Karin entender pelo o que ela estava pensando. – Tenho trabalho a fazer.
– O que exatamente faz a chefe de contramedidas? – perguntei, pois eu sempre me perguntei sobre isso. Todos param e olham para mim.
– Para resumir, estou encarregada de elaborar e executar contramedidas para proteger a classe. – diz Ino
– Proteger a classe. Elaborar? Executar? – (De quem ou o que ela estaria protegendo a classe).
– Quero que você entenda bem a situação em que a classe três esta, e as regras que temos de seguir. – Disse Ino vindo em minha direção e ficar a alguns uns poucos passos de distancia de mim.
– Ino! – Chama Karin a interrompendo
– O quê? – pergunta Ino
Depois Gaara chega a minha frente e chega perto de Ino, era como se os dois estivessem a impedindo de me contar algo.
– Espere... – Fala Gaara. – Na verdade...
Os três começam a conversar bem longe de mim como se estivessem falando sobre algo que me envolvesse no meio. ( O que esta acontecendo aqui).
– O quê!? Honestamente, perco um dia de aula e é isso que acontece!?
Segundos depois reparo que Sakura estava saindo do colégio, com o uniforme como se ela estivesse lá o dia todo. Mesmo que eu não a tivesse visto na sala de aula e nem na escola.
– Ate logo – Digo para eles e vou seguindo a Sakura.
Deixo os três falando entre eles e vou segui-la.
Eu a sigo até uma esquina e quando ela da à curva na esquina ela desaparece, e não a encontro mais. Decido ir embora ate que vejo uma loja de bonecas em minha frente e nela tinha na vitrine uma boneca. E bem em frente havia uma placa escrita.
– “Os vazios Olhos Azuis de Yomi Durante o Crepúsculo”. – O que é isso? – Paro e olho novamente para a loja. E vejo outra placa. – “Sinta-se livre para entrar no estúdio”
Olho novamente para a boneca que estava na vitrine da loja e começo a encará-la. E quando estava concentrado na boneca da vitrine, o meu celular vibra me dando um susto, eu olho para o celular e me acalmo um pouco.
– Alô.
– Sasuke-kun? – Disse a voz da outra linha.
– Shizune-san?
– Sobre o que discutimos outro dia. Encontrei. – Disse Shizune. – Disseram que era uma garota do fundamental. – Quando escuto isso eu tomo um susto enorme e meus olhos se arregalam. – Aparentemente, ela era filha única, por isso os pais dela ficaram desolados.
–E o nome dela? Qual era o nome dela? – Perguntei
– Não tenho certeza, mas...
– Sim?
Acho que o nome dela era Sakura... ou Akura... De qualquer jeito, e algo assim...
Continua ...
