Nos dias em que Bumblebee buscava pela Allspark no planeta Terra, mais precisamente no dia em que Starscream aterrissou com seu destacamento de Decepticons no deserto de Nevada, outro grupo de Transformers atingiu solo terrestre pelo hemisfério Sul do planeta. Tratava-se de um segundo pelotão Decepticon, chamado por Starscream de pelotão de segurança.
Cruzando o espaço numa linha elíptica a fim de atingir o solo da América do Sul, estes decepticons atropelaram no caminho alguns satélites de monitoramento do espaço, os mesmo satélites que já acusavam a aproximação do grupo ao planeta. Sabia-se nas
agências espaciais que objetos autônomos teriam saído de Marte e se encaminhado num vetor direto e constante à Terra e esperava-se por contato visual desde que romperam com o campo gravitacional daquele planeta. Mas de dentro do Setor 7 (a agência secreta do governo americano criada para lidar com estes alienígenas) foi emitido um sinal de bloqueio dos sistemas de telessondagem espacial pelas linhas telefônicas para que, na aproximação dos chamados N.B.E.s (Non Biological Entities – Entidades não-biológicas), não houvesse alvoroço e por fim viesse a chegar ao público a notícia de uma invasão extraterrestre.
Desnorteados pela avaria dos satélites, os agentes do Setor 7 não foram capazes de prever o local preciso da queda do grupo que foi para a América do Sul. Recebendo as primeiras notificações de testemunhas que ligaram para os plantões policiais e brigadas de incêndio quando presenciaram “fogo” caindo do céu, imediatamente muitos agentes foram
deslocados para as imediações de Jaguarão, cidade fronteiriça do Brasil com o Uruguai pelo Rio Grande do Sul. Entretanto, o difícil acesso e a incerteza do local exato os fez chegar algumas horas depois.
Atônito diante de uma cratera ainda fumegante, Bob Hackensack, agente do Setor 7, conversava com a base por celular, recebendo as primeiras informações sobre a chegada do outro extraterrestre no Oriente Médio. Anos antes, quando se apontou em Marte o N.B.E. 2, para aguardar o mesmo o Setor 7 espalhou agentes pelo mundo inteiro e agora Bob H. encarava a difícil tarefa de buscar uma forma de vida camuflada num país estrangeiro.
Mas o que a princípio parecia complicado para este canadense de 37 anos sentindo o peso incalculável da responsabilidade da segurança mundial nas costas, veio a se mostrar mais difícil ainda: os oficiais trabalhando sob seu comando logo descobriram outras 2 crateras, totalizando 3 impactos misteriosos, nos quais não ficara o suposto objeto caído
do céu. “Objeto” dizia Bob H., pois seguindo as normas de discrição do Setor 7, ele não podia se reportar às autoridades locais como se tratando aquilo de seres vivos alienígenas.
Ele já sabia que N.B.E. 2 – Bumblebee — teria assumido a forma de um Camaro 74 nos Estados Unidos, e também vira com os próprios olhos N.B.E. 1 – Megatron. Ele examinou discretamente algumas pegadas deixadas ao redor das crateras e ordenou que se tirassem fotografias dos lugarejos mais próximos aonde os novos N.B.E.s poderiam ter ido em busca de disfarces.
Com muita dificuldade de locomoção, dependendo de intérpretes e poucos recursos tecnológicos como monitoramento visual das estradas, Bob H. sentiu-se previamente derrotado em sua busca; não sabia como poderia encontrar tais seres disfarçados antes que eles se revelassem de forma indesejada, mas continuou com seus planos e quis averiguar melhor as cidades mais ao norte, rumando para as cidades da borda do Rio Grande do Sul. Sem saber, estava no rastro certo, pois os decepticons do pelotão de segurança de Starscream já tinham se reagrupado para se esconder na primeira metrópole
que encontrassem, onde esperavam colher dados que os orientassem na caçada à Allspark e Megatron.
