Toujours Pur.
Toujours Pur.
Chapitre 13 min de lecture

Sempre Puro.

Draco estava sentado numa das poltronas do número 12 do Largo Grimmauld a olhar a tapeçaria de família, imensamente velha, desbotada e ruída por fadas mordentes. Provavelmente ali desde o inicio da Família, à mais de setecentos anos. «Ou talvez mais se contarmos que os Black podem ter mudado de nome» pensou ele.

“Toujours Pur” era o lema da família. Sempre puro... Mas todos sabiam a verdade, há algum tempo que já não existiam verdadeiras famílias puro sangue.

A sua família orgulhavam-se de ser “A Nobre e Muito Antiga Casa Black”. A sua árvore genealógico falava por si. Mas a verdade era que havia muitas mais histórias entre as linhas.

E muitos membros queimados da tapeçaria.

O primeiro a ser queimado foi Eduardus Limette Black. Ele sempre fora um enigma para Draco. Ele foi queimado da tapeçaria por uma razão da qual já ninguém se lembrava mais. Draco gostava de pensar sobre ele. Perguntava-se se ele teria ido para Hogwarts e, se sim, se teria ido para a Sonserina. Também se perguntava qual a razão de ele ter sido queimado. Talvez fosse um aborto. Ou talvez tivesse casado uma mulher com um grau de pureza de sangue diferente.

A segunda a ser queimada foi Isla Black por desposar o nascido trouxa Bob Hitchens.

Na geração seguinte, Fineus, por casar com uma “amante dos direitos dos trouxas”. Filho de Fineus Nigellus, foi ele quem adotou o nome do pai. Ironicamente, também foi ele quem lhe causou maior vergonha. Draco imaginava-o bem diferente do pai, aquele quadro chato da Sala de Dumbledore.

O quarto foi Marius, um aborto, a maior vergonha da casa Black. Era o terceiro filho mais velho de Cygnus Black II e Violetta Bulstrode, irmão de Pollux, Cassiopeia e Dorea Black. Foi queimado da tapeçaria. Afinal era um filho de bruxos e não possuía habilidades mágicas.

Nessa mesma geração, Cedrella, por casar com o traidor de sangue Septimus Wealsey.

Também Andrómeda, irmã da sua mãe, foi queimada por casar com o nascido trouxa Ted Tonks. Bellatrix e a sua mãe não a viam desde essa altura. Mas Draco sabia que era uma das coisas que a sua mãe mais desejava, embora o seu orgulho não o permitisse. Draco tinha visto Andrómeda frequentemente, desde o final da guerra, nas suas visitas a Teddy.

E claro, Sirius, queimado da tapeçaria e deserdado por Walburga mal colocou os pés fora de casa. Draco não o culpava, na realidade admirava-o. Também ele tinha pensado nisso uma centena de vezes durante aqueles tempos.

Pouco depois, foi a vez de Alfardo, por ficar do lado do sobrinho e emprestar-lhe dinheiro.

Com a morte de Sirius e Regulo a família Black tornou-se extinta na descendência masculina, uma vez que nenhum deles teve filhos. A descendência feminina, no entanto, continuou através dos Malfoy. Pelo menos em grau de pureza.

Mas agora isso iria terminar. Talvez os Black continuassem através dos Weasley, dos Lupin ou dos Malfoy, mas a falsa pureza acabara. Ele, Draco Black Malfoy, carregava consigo o fim da família Black. Era o único descendente de puro sangue dos Black e estava prestes a casar uma nascida trouxa.

Não importava quanto tempo mais olhasse aquela maldita tapeçaria, nada o faria mudar de ideias.

Pegou o casaco e olhou uma última vez para ela. Levou a mão ao bolso e retirou o isqueiro.

Era este o fim da família Black, afinal de contas.

Commentaires & Réactions

Partagez vos impressions, collez des timbres à collectionner et échangez avec l'auteur et la communauté.

Vous avez atteint le dernier chapitre disponibleRetour à l'histoire
Index de l'Histoire