Pra sobreviver na porra dessa prisão tem mais que ser macho, ter um peru entre as pernas... precisa ter coragem, ter peito de aço, ser inteligente mesmo nunca ter concluído o ensino básico. Isso determina quem vive e quem morre em Oz; quem manda na parada toda.
Ainda me lembro que quando eu vim pra cá, os branquelos dos arianos queriam me ferrar, mas mexeram com o negão errado, bicho. Peguei um deles e estuprei sem dó nem piedade, afinal aqueles adoradores do nazismo merecem levar uma rolada de vez em quando pra aprenderem a respeitar a raça alheia.
E desde que McManus chegou a Oz e fez a unidade Emerald City, estou me beneficiando muito com as vendas das tetas. Vender drogas é um negócio lucrativo, mas os carcamanos estão dominando a parada e preciso fazer algo.
— Aí, Adebisi. Posso dar um lero contigo?
— Fala, moleque.
— Sei que tem uma paradinha na cozinha. Seguinte, quero uma porcentagem nas vendas ou digo pra McManus sobre esse negócio. Aí cê vai pra solitária.
— Depois a gente conversa, nego.
Esse negão tá com a corda no pescoço. De vez em quando temos que matar uns pretos X9 pra sobreviver em Oz.


