The Untold Story
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Chapitre 110 min de lecture

Prólogo

Havia muitos pecados que carregava consigo, isso saberia avaliar sem dúvida Tecteun ao olhar o infinito através do Cisma Temperado que tinha em Gallifrey, aquele enorme rasgo maravilhoso que dava para ver a infinidade e magnitude do tempo, espaço e dimensão, que em tempos primórdios, os havia feito sonhar com atravessar as estrelas e sonhar com mais, seu povo agora chamados Time Lords, mas houvera outra altura áurea que possuíam outro nome e eram diferentes. Agora, possuía outra identidade e estatuto diferente de antes.

Eles eram mais e melhor agora, mas ainda assim havia algo que lhe toldava o pensamento.

Um som semelhante a gemido, chegava-lhe aos ouvidos, era uma bela moça presa de cabelos pretos, sua cabeça e corpo descaído sugeriam que estava desacordada, um bafo de cor dourada sai da boca da moça, sendo sustida por cordas que lhe esticavam o corpo no formato “ X”, reforçadas com o material mais poderoso do Universo, feito de liga de estrela anã.

Atrás dela, mais ocultos na escuridão encontrava-se mais três pessoas dispostas da mesma maneira, outra mulher e dois homens, não lhes dava para distinguir muito mais, mas o olhar de Tecteun era profundo, algo como um olhar mais grave e sério lhe assoma, aquilo prometia tomar contornos drásticos, como tinha chegado nesse ponto? Não sabia dizer, mas não havia como voltar atrás, não mais. Tinha muito em jogo, não podia fraquejar agora.

No entanto, sua reflexão fora interrompida por um homem de cabelo grisalho e expressão grave, com seu pomposo chapéu e túnica que demarcava de sobremaneira sua hierarquia, este dirigia-se ao homem ali presente.

—Devemos acabar com ela de uma vez, recolher a sua mente á Matriz..Lord Presidente...se ela ou eles falam...- Tecteun olhara para o homem de raciocínio frio e calculista, dera um leve sorriso que demarcava bem as suas rugas na fronte.

—Ela como está não nos pode atingir, nem eles...vá indo ter com o Alto Conselho de Gallifrey que já irei ao vosso encontro...

—Mas, meu senhor...- Um olhar mais sério fizera este recolher-se aonde tinha vindo, sem mais delongas.

Suspirara longamente ao vê-la ali, erguera-lhe o rosto, vendo seu rosto alvo e sem expressão.

—A que preço conseguimos tudo isso? É uma boa reflexão, não acha minha doce menina...- Seu olhar desviava dela para os outros três que estavam cativos e desacordados que nem ela. -Vocês tinham que ter visto demais e sabido demais...é uma pena...- Encostara a sua fronte na dela, não obtivera resposta por óbvios motivos, mas parecia que desejava resposta.- Espero que nos vejamos novamente e noutros modos...minha querida menina...tal como todos vós...-

Tocara-lhes a fronte, apagando deliberadamente o que eles não precisavam saber em seguida, fizera-lhes entrar um a um, dentro do que parecia uma enorme coluna ao estilo clássico Grego, que era muito maior por dentro, fruto da engenharia multidimensional, fora até aos consoles da TARDIS que ali se encontrava, programara-a para um sitio especifico, levando-a para longe e para muito tempo atrás.

O local onde pousava era caraterístico, não era um planeta em si, era um satélite natural de um planeta que tinha pouca importância pelo menos para ele, Planeta Terra.

Olhara para uma nave que parecia com aquelas que os primeiros colonizadores usaram para povoar outros planetas contendo tudo que prometia ser possível para o tornar habitável, retirara o corpo da mulher da perfeita prisão feita para ela.

—Acho que esse promete ser o meu último ato de bondade em muito tempo, viva uma boa vida...- Dito isso, a deixara sob o solo lunar perto daquela nave, voltando para a TARDIS, lhe dando um último olhar, algo como culpa lhe toldava o olhar, voltando para dentro, focara seu olhar nas outras três pessoas que tinha trazido consigo, suspirara longamente.

Precisaria os espalhar para nunca se reencontrarem novamente, era necessário e preciso, sempre havia algo que ameaçava com o equilíbrio perfeito que ele tinha criado á tantos séculos atrás, sempre tinha que corrigir tudo, colocar tudo novamente na ordem, nunca podia descansar. Prometia ser o dia mais longo de sua enorme existência.

Enquanto isso, noutro local da Lua...mais especificamente um antigo parque de diversões abandonado, encontrava-se uma mulher loira de olhar extremamente desanimado, olhando o seu bilhete prateado na mão que não tinha usado na última vez, suspirara longamente, sem entender.

Um homem de idade observava a mulher em questão tentando entender que teria.

—Nos trouxe aqui prometendo que seria algo espetacular...

—Sim, novamente estamos num sarilho, Doctor...- Pronunciara-se um rapaz de pele negra, não contendo o seu aborrecimento, Graham batera-lhe no ombro, ao que ele fechara a expressão calando e olhando o satélite natural da Terra, sem grande interesse.

—Ryan tem certa razão Doc, você disse que era melhor que experimentar outro SPA, afinal o último que fomos quase morremos...Doc, sério que acontece aqui pode confessar...

—Não, realmente nada acontece Graham...esse é o problema...

Só mesmo a Doutora para achar que “nada acontece” era sinónimo de problema. Graham via que o seu olhar refletia desagrado, vira pegar no seu estranho telemóvel e continuar a falar.

—Tinha falado com quem tinha esse parque de diversões...o Rei tinha passado para outra entidade que tinha prometido restaurar...esse era um dos parques de diversões mais legal que tive o prazer de estar...O Maravilhoso Mundo de Hedgewick...

Uma mulher morena de traços indianos cruzava os braços, contendo o riso que queria dar com a expressão da Doutora.

—Já tinha estado aqui ?

—Sim, sim...- Ela remexia na sua chave sónica apontando para o celular , movendo-o .- Mais recentemente, com o Artie e Angie que a Clara costumava cuidar...

Yaz olhava a Doctor com alguma surpresa, sempre quando ela estava distraída, conseguia saber assim informações que ela soltava sem saber, tinha a certeza.

—Quem é Clara ?

A Doutora olhara para ela, sem perceber que ela queria dizer, como sempre , até que um bip do celular lhe chamara novamente a atenção, tinha conseguido estabelecer chamada.

No entanto, sua atenção fora desviada ao que Ryan movera as suas mãos para quem estava com ele, como dizendo que tinha achado sarilhos, mas o olhar da Doutora era algo fixo em algo que eles não alcançavam ver, ao que se aproximaram e viram uma moça de cabelos pretos vestida com uma estranha túnica vermelha e tinha um chapéu estranho queimado atrás de sua nuca, sua expressão era de quem dormia mas começava a abrir os olhos.

—Quem é ela, Doutora?-Perguntara novamente Yaz, ao que ela somente ficara silenciosa, não era costume.

E o silêncio ainda dominava a Doutora, que olhava para a pessoa no chão ainda sem reação , só olhava as suas roupas, como tentando entender que fazia ali uma senhora do tempo, a menos que as roupas tivessem sido roubadas, ela era tudo aquilo que ela não desejava ver no momento, mal tinha se salvo a pouco tempo, tinha sido presa por Juddon a conta deles e ainda lembrava-se que o planeta estava destruído, ou pelo menos pensava que estava.

Abanara a cabeça, tendo a Yaz bem atenta sob si , ao que ela não pudera encarar por muito tempo mais a mulher em sua frente, ela só queria saber de uma boa vez quem era.

Seus longos cabelos negros caiam para a frente á medida, que se erguia do chão, olhando a si mesma com expressão estranha, tocando corpo e tirando o estranho chapéu das roupas, seu olhar fixara neles , já que tinham o olhar bem fixo nela.

—Onde estamos?

—Lua...estamos na Lua.- Respondera bem rápido a Doutora, falando numa língua que os seus companheiros não estavam entendendo e olhe que o circuito da TARDIS costumava traduzir tudo para eles, mas não traduzia segundo recordavam a Doutora ter dito, Gallyfreano. Eles já iam dizer que ela provavelmente não a tinha entendido, quando ela respondera.

—Estranho, acho que já tive aqui antes mas não recordo como cheguei aqui agora...- Seu olhar era extremamente confuso, o que a Doutora só estava séria e com um leve sorriso se formando, conforme os seus companheiros Ryan, Yaz e Graham, não entendiam que falavam mas pareciam mais calmos.

—Posso te ajudar, sou a Doutora e você ?- Estendera-lhe a mão á medida que a moça lhe encarava, ela parecera desfocar por segundos os olhos sob o seu olhar atento, ao que ficara gradativamente mais séria, seus olhos marejaram mas ela não lograra entender.- Menina?

—Tenho algo que preciso te contar...-Mas, algo a fizera desfalecer novamente, sem que a Doutora pudesse ter feito algo, só virara-se para a sua Fam e com um gesto indicara a TARDIS para levar a moça.

Quando chegaram lá dentro, algo despertara a atenção de Yaz, á medida que Graham e Ryan colocavam a moça sob o sofá pequeno que estava perto dos consoles, a Doutora parecia ter o olhar perdido e pensativo.

—Doutora, ela está fazendo sair o mesmo brilho dourado de quando nos conhecemos você...

—Sim, ela está libertando energia de Regeneração, deve ter regenerado a pouco tempo...

Graham olhava a moça que dormia na sua frente e voltara o olhar a doutora.

—Quer dizer, Doc que ela é como você ?

—Sim...é uma senhora do tempo...

Ryan aproximara-se da Doutora e fizera daquele tipo de perguntas certeiras e inteligente que ela mais admirava nele.

—Mas que faria ela na Lua ? Que teria a te dizer? Qual o nome dela?

—Tudo perguntas pertinentes , Ryan mas realmente não sei ...temos que esperar ela acordar...

E dito isso e vendo a expressão grave da Doutora, ele entendia que dali não conseguiria extorquir nada mais, afinal desde que ela os tinha buscado na Terra depois de tudo que tinha acontecido em Gallifrey e nos últimos acontecimentos, que era muito evasiva com tudo que acontecia mais que antes mas ele e os outros respeitavam isso, mas era extremamente preocupante.

Enquanto isso, a Doutora olhava para a moça e vendo a energia que lhe percorria o corpo, ela questionava-se que ela teria para lhe dizer e principalmente, pelo que ela via no monitor da TARDIS que fazia ela perto de uma Nave Colonizadora de Planetas, ela lembrava-se de ter visto uma semelhante na sua vida, mas era confuso na sua mente, não sabia dizer onde.

E ela tinha no seu âmago aquela sensação de que era vital recordar, porque podia ser a chave de saber quem era essa menina e porque a teria achado ali.

Afinal, as coincidências não existem, somente, o inevitável e ela melhor que ninguém o sabia.

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