Esta bebé já não tinha pai, pois este faleceu numa guerra em Moçambique e a mãe quando esta nasceu.
A menina era muito pequenina e divertida. Olhava a sua sombra e ria muito.
Como esta não tinha nome, a enfermeira Eden decidiu que o nome desta seria Sombra.

Sombra como não tinha com quem ficar, o hospital optou para a deixar no hospital.
Passou-se um ano e esta não poderia continuar mais no hospital onde crescera.
A enfermeira Eden levou-a para o orfanato da cidade.
Sombra nunca fez nenhum amigo, nem na cidade nem no orfanato.

Esta já com 7 anos continuava ainda muito fechada. Com os seus longos cabelos bem pretos, olhos verdes e pele bem branca, metia medo às crianças do orfanato e a quem ia adoptar.
Via as outras crianças irem para casas de desconhecidos e cheias de alegria e pensava porque ninguem a levava.

Uns anos depois, esta fez 13 anos e mesmo no seu dia de aniversario (10-10) apareceu a dona de uma biblioteca. Todas as crianças foram reunidas para a senhora Josefa poder escolher a criança que quisesse .
Todos estavam empolgados expeto Sombra.

A senhora reparou na tristeza da menina ao olha para os seus olhos.
Josefa já tinha pelo menos 70 anos, nunca teve a possibilidade de mudar a sua vida e ter filhos, pois não havia dinheiro, condições e esta tinha medo de morrer na hora do parto.

Josefa aproximou-se de Sombra e perguntou-lhe:
– Qual é o teu nome minha querida?
Esta não obteu resposta de Sombra.
A dona do orfanato foi ter com Sombra e pediu que lhe responde-se.
– O meu nome é....
Sombra tinha medo de dizer o seu nome pois as outras crianças gozavam com ela por o ter.

– Não me dizes? — perguntou Josefa.
Sombra negou com a cabeça.
– Aposto que é lindo! — afirmou Josefa.
Sombra aproximou-se um pouco mais da senhora idosa e segredou-lhe:
– Os outros gozam sempre com o meu nome.
A senhora ficou espantada e sussurou-lhe:
– Então diz-mo por segredo!
A Sombra concordou com a ideia da senhora.

– O meu nome é Sombra. — sussurou-lhe.
A senhora respondeu-lhe com um sorriso de orelha a orelha:
– Que nome magnifico!
Todas as crianças começaram a segredar que ela só poderia ter dito outro nome à senhora para esta o adorar.

Uma menina com 6 anos aproximou-se da senhora e disse-lhe:
– Desculpe interromper esta linda conversa, mas o nome desta menina é Sombra e não o que seja o que ela lhe disse.
A senhora intrigou-se e perguntou à menina:
– E o que achas que ela me disse?
– Provavelmente Maria, Laura , Beatriz... coisas bonitas.
– Não minha querida, a Sombra disse-me mesmo que o seu nome era Sombra.
A menina deu 2 passos para trás e ficou calada. Teria errado.

Josefa foi ter com a dona do orfanato e pediu os papeis para adoptar Sombra.
Esta os assinou com muito gosto.
Sombra foi fazer as malas e as outras crianças foram atrás dela.
– A senhora é doente! — disse uma.
– Ela deve ser drogada para levar a Sombra! — disse um rapaz de 9 anos.
Sombra começa a ficar irritada, eles não sabiam como ela era irritada. Além disso... ela era a mais velha daquele bando.

Sombra deitou uma peça de roupa para o chão com muito força, e vira-se para os outros.
– Vocês, idiotas, só dizem isso porque ela não vos escolheu!
o que faz parecer que são insignificantes neste planeta!
As crianças ficaram assustadas e foram-se embora do quarto.
Sombra levou a mala para a entrada e ficou à espera da senhora.

– Vamos Sombra? — perguntou Josefa à pequena.
– Claro! Mas espera um pouco... tenho de fazer só mais uma coisa. — disse Sombra.
Esta foi ter com a dona do orfanato:
– Obrigada por me ter acolhido ao longo de 12 anos...
– Pois foi, não é? Vieste para cá com 1 ano, tens 13... Já se passaram 12 anos que estás aqui connosco! De nada Sombra. — disse a senhora do orfanato.

Sombra voltou para a entrada e foi-se embora com Josefa.
Entraram dentro da biblioteca de onde era dona.



Comments & Reactions

Share your thoughts, attach collectible stamps, and react with the author and community.

Story Index