The Death of Hope - Sterek
The Death of Hope - Sterek
Chapitre 111 min de lecture

Único;

Grunhiu ao sentir certa movimentação na cama. Com um pouco de esforço abriu os olhos, sentia-os ardendo de sono. Estava escuro no loft, a única luz presente no local era da janela. Franziu o cenho preocupado com a movimentação que sentiu e virou-se para o lobisomem que lhe encarava com feições angustiadas. “Hey, Der, tá tudo bem?”, murmurou devido ao sono. Piscou repetidas vezes até que sua vista ficasse nítida ao ponto de ver os olhos verdes do Hale encobertos de preocupação.

“Está sim, desculpe, volte a dormir, Stiles.” Mas o Stilinski apenas se aproximou ainda mais e o abraçou pondo seu rosto sobre o peito desnudo.

“Sabe que não preciso ser um lobisomem pra saber que está mentindo para mim.” Ainda mantinha seu tom de voz baixo. Sentiu o Hale ficar tenso e não evitou em apertá-lo ainda mais. Tentando trazer conforto diante do abraço. “Hey, tá tudo bem, Der, tá tudo bem.” E selou um ósculo sobre o peito alheio. Ouvia as intensas batidas do coração do lobisomem. Derek tensionou a mandíbula e suspirou logo em seguida, passando o nariz nos fios castanhos, inspirando o cheiro característico do humano; rosa silvestre. Apertou-o ainda mais, com medo. Mas o Stilinski não precisava ser um vidente para saber o que sempre incomodava o ex-alpha. “Isso é sobre o Pack forasteiro?”, perguntou Stiles. Beacon Hills não poderia ficar muito tempo sem nenhum problema, então quando uma matilha surgiu nas redondezas e ameaçaram Scott, o humano percebeu que seu namorado tinha ficado tenso naquela situação, em alerta. E vê-lo alí temeroso com aquela situação não evitou de sentir um peso em seu peito. Afastou-se minimamente, o suficiente para que pudesse vislumbrar as feições do outro. Com calma traçou seus dedos sobre o rosto do lobisomem; as sobrancelhas franzidas, as rugas em sua testa devido a careta que fazia, riu disso, atraindo um olhar curioso das safiras verdes. “Vai ficar tudo bem, já enfrentamos situações piores.”.

“Eu não tô com um bom pressentimento.” E o humano engoliu seco, ele também tinha o mesmo sentimento. Mas enquanto Lydia não pressentia algo, está tudo bem em deixar aquele sentimento de lado, certo? “Me promete que vai ficar de fora?” Aquele singelo pedido fez o coração de Stiles se apertar ainda mais.

“São os problemas que vem até a mim.” Tentou contrair aquela situação com uma leve piada, mas não adiantou, porque no fim, Derek ficou ainda mais tenso. Suspirou encostando as suas testas e fechando os olhos. “Sabe que não posso ficar totalmente de fora, mas se for para te tranquilizar eu apenas irei armar o plano, caso seja necessário.” Quando sentiu o maior relaxar levemente, abriu os olhos e crispou os lábios. Diante de tantos problemas que vinham um atrás do outro, uma certa questão sempre pairou no humano desde que começou a namorar com o Hale: O que iria acontecer quando ele partisse? No fundo, Stiles sabia que uma hora ou outra não estaria mais presente na vida da matilha, ele era um simples humano que corria ao lado deles. Quais eram as suas taxas de sobrevivência diante daquilo tudo? Mesmo sabendo que existia a chance de Scott lhe morder para ser um lobisomem, tinha aquela pequena porcentagem de seu corpo recusar a mordida e pensar nisso lhe dava arrepios.

“O que foi?” Como se tivesse sido puxado de volta a realidade, longe de seus pensamentos mórbidos, o Stilinski encarava os olhos verdes de Derek. Aquele sentimento ruim permanecia em seu peito, suspirou por fim. Precisava falar sobre o assunto, porque temia que não conseguiria mais. E adiar as coisas nunca foi uma boa ideia.

“Temos que conversar.” O tom sério e olhar preocupado das íris castanhas do humano fez Derek ficar tenso, em alerta. Notando isso, Stiles passou a acariciar o braço do maior, tentando fazer com que aquele assunto não pesasse tanto quanto, de fato, iria. Desviou brevemente o olhar querendo tomar coragem. “Der…” Engoliu seco, aquela pouca coragem estava se esvaindo, mas precisava continuar, por mais que tocar naquele assunto lhe doesse, era um fato que um dia poderia chegar. Olhou firmemente para os olhos do outro e prosseguiu: “Você sabe que vai chegar um dia-”

“Eu não quero ter essa conversa!”, interrompeu o lobisomem, num tom curto e grosso. Levantando-se da cama e indo em direção a enorme janela do loft. Admirava a lua crescente sobre o céu estrelado, a noite estava linda. Escutou os passos calmos do humano, não tinha coragem de olhá-lo, mas sabia que estava sendo secado. Franziu as suas sobrancelhas enquanto sentia o aroma irritado e preocupado do humano.

“Der…”

“Não!” Stiles suspirou frustrado. Fechou os olhos e respirando fundo, sabia que ia ser difícil, era algo delicado, principalmente se tratando do lobisomem. “Não quero falar sobre isso.” E o coração do humano se apertou; a voz quebrada de Derek lhe atingiu, sentindo aquele gosto amargo em sua boca, novamente. Não importa quantas vezes tentasse sempre ficava com aquela sensação. E quando ousou em abrir a boca para tentar, de novo, Derek lhe interrompeu, deixando-o paralisado. “Por favor…” Crispou os lábios, suspirando em desistência, não poderia fazer isso com o lobo, não naquele momento. Aproximou-se ainda mais dele, tocando em braço, de maneira tímida.

“Tudo bem...”, sussurrou. Pegou nas mãos do lobisomem, puxando-o novamente para a cama. “Prometo não tocar nesse assunto, por enquanto”, falou baixinho a última parte, mesmo sabendo que seria ouvido.

Ao deitarem na cama, fez questão de trazê-lo para perto de si. Deixando sua cabeça em seu peito para que pudesse escutar as batidas de seu coração, sabendo que isso acalmava o lobisomem. Sentia que, aos poucos, o Hale ficava relaxado. Acariciava seus fios negros enquanto olhava para o teto do loft, ponderando em como abordaria aquele assunto, chegando na conclusão que não conseguiria. E perante aquele silêncio, adormeceram, com seus corações carregados pela sensação ruim que se assolava.

—x-

O clima estava ficando cada vez pior. Derek andava de um lado para o outro dentro do loft, quase arrancando seus cabelos no processo. Scott estava desamparado, sem saber o que fazer, na verdade, todos estavam assim. Como Derek imaginava o Pack forasteiro resolveu agir, deixando uma sutil mensagem para o true alpha.

‘O seu cérebro, a sua esperança, está a um passo da morte caso não se entregue.’

Aquele pacote sabia exatamente em como atingir o Mccall e todos: levando Stiles. Agora que estavam todos reunidos, precisavam resgatá-lo, a questão é como? Não tinham a localização deles e, pior, não avisaram o Xerife, quem ia ter coragem? Derek era o que menos tinha; prometeu protegê-lo e falhou. Seu coração pesava a cada instante, o pressentimento de que algo ruim ia acontecer só piorava. E quando a porta do loft fora aberta, surgindo Noah, todos paralisaram, não suportando em olhá-lo, com medo, vergonha e culpa. “Vamos atrás do meu filho.” A voz determinada, chamou a atenção de todos, e logo atrás de si, vinha Peter, carregando uma caixa e certamente, o responsável por avisar o Xerife sobre o sumiço do mais novo. Derek não sabia para onde olhar, e todos os lobisomens sentiam o cheiro de culpa que emanava de si, era torturante. “Está tudo bem, filho, vai dar tudo certo.” Consolou Noah, tocando em seu ombro. Nem tinha percebido quando o humano se aproximou. Tentou sorrir, mas não conseguia.

Na mesa, Peter colocou tudo o que continha na caixa: papéis com várias marcações, um mapa, fotos. Ajeitou tudo. “Stiles estava de olho no pack.”, disse o Xerife, tentando ao máximo se manter calmo diante daquela situação. “Ele conseguiu achar onde eles se escondem, é um armazém abandonado, perto da divisa. E aqui está a planta, apenas precisamos de um plano. Nós vamos resgatar o meu filho.” Sua voz era determinada e todo mundo passou a analisar o lugar. Precisavam resgatar o Stilinski mais jovem.

Com o plano traçado só precisavam colocá-lo em ação. Quando chegaram no armazém, estava tudo muito quieto, mas sentiam o cheiro deles e, principalmente, o cheiro de Stiles e seus batimentos cardíacos, que estavam alterados, como se estivesse com medo.

Ao darem o primeiro passo para que pudessem se separar e executar o plano, ele já fracassou antes de iniciar. “É uma armadilha!” O grito de Stiles foi o suficiente para que parassem, mas no momento em que o humano gritou não, ninguém mais se importava com a armadilha, simplesmente entraram e foram cercados, por sorte estavam em maior número, mas nem sempre os números são a chave de um sucesso. Derek não estava focado naquela luta, sua mente estava indo pelo cheiro de pânico de Stiles, onde o alpha daquele pack estava.

Deixando a luta para os outros, Derek correu para o andar de cima, travando no mesmo instante ao vislumbrar Stiles sendo segurado pelas garras do outro lobisomem. Rosnou em aviso caso tentasse algo, mas o alpha apenas sorriu.

“Derek Hale, que honra em vê-lo em pessoalmente, sua mãe, Talia era uma alpha incrível, ela deve ter muito orgulho de você… Ou não já que deixou de ser alpha, um fracasso dos Hale’s.”

“Solte-o!”

O alpha sorriu, ciente de que o outro não iria falar nada. Perfurar a garganta do humano parecia tão fácil, contudo menos prazeroso, por isso seguiu lentamente com suas garras próximo ao estômago, sorrindo ainda mais ao sentir o corpo do humano ficar ainda mais tenso, e Derek borbulhar de raiva. Tudo o que queria era uma plateia para o que ele sabia o que estava por vir, por isso não tardou de fincar suas garras profundamente sobre o órgão do humano e apreciar o rosnado do Hale que partiu para cima, dando tempo apenas de empurrar o humano e esquivar-se das garras.

Stiles se manteve afastado na briga entre o beta e o alpha. Mordendo seu lábio inferior fortemente, tentava a todo custo estancar o sangue o máximo possível. Seu coração falhava conforme via seu namorado apanhando, sabia que ele venceria, tinha fé nisso. Porque por mais que o Hale apanhasse, praticamente quase morria, ele permanecia em pé no final, confiava nele, por isso precisava ao máximo aguentar. Tentava ao máximo não gemer de dor e acabar atraindo ainda a atenção do Hale que sempre acabava desviando o olhar para olhá-lo, acabando por ser acertado.

Não sabia quanto tempo tinha se passado, o tempo para si estava tão lento. Estava cansado, com sono. Suas pálpebras pesavam tanto. Nem tinha reparado em que momento as vozes pareciam tão distintas. Apenas vislumbrou aqueles olhos verdes que tanto amava, olhando-o preocupado. Sorriu tentando tranquilizar, mas pelo visto, só piorou. “Tá tudo bem.”.

Mas certamente não estava, Derek via o seu humano sorrindo para si, querendo confortá-lo, mas não poderia, não conseguiria. Escutava seus batimentos diminuírem cada vez mais. Tudo estava repetindo. Paige. Mesmo com a mordida, o corpo de Stiles lutava contra. Seus pedidos para que não tirassem o humano de si, não seriam ouvidas. E mais uma vez, um pedaço de sua alma foi levada. Novamente, o pack perdeu um membro.

Diante de seu túmulo, Derek não conseguia mais sair. Ajoelhado, implorando para que de alguma maneira ele voltasse para si, jamais seria ouvido. Quando sentiu uma mão sobre o seu ombro, olhou para o seu tio. “Por que?” Peter não sabia responder a pergunta de seu sobrinho. Mas sabia de uma coisa que Stiles falou para si caso aquilo ocorresse.

Apagar as memórias.

‘Se algo acontecer comigo e Derek não conseguir seguir em frente. Apaga-me de sua memória’

Foi o que ele lhe disse. Foi o que Peter odiou em ouvir. Mas ver Derek naquele estado, doía profundamente. Odiava aquela ideia, como odiava; Stiles tinha transformado Derek em algo melhor após tudo, e no fim, estava destruído. Odiava aquela solução, mas ver seu sobrinho naquele estado era pior. Odiava-se pelo que iria fazer, mas ao menos seu sobrinho continuaria a sua vida, por isso não tardou em fincar suas garras no pescoço de Derek.

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