SaudadePrimeiro
O avião pousou e minhas mãos se tornaram frias assim que peguei a mala.
Estava nervoso?
No desembarque, um homem alto, bonito e de cabelos castanhos acenava com empolgação. Nem parecia que Oikawa tinha 27 anos, agindo ainda como um estudante do ensino médio.
— Iwa-chan. — Ele sorriu, agitado, me chamando. — Bem-vindo à Argentina.
— Hmm. — Agradeci depois, mas ainda sentia as mãos frias. Por falta de adestro, era difícil conter aquela sensação no peito.
Um sentimento de falta, um buraco na minha existência, o que significava aquilo?
Oikawa não parava de falar, puxando minha mala, seguindo para um táxi.


