Our December Sun Will Never Set
Our December Sun Will Never Set
Chapitre 13 min de lecture

Our December Sun Will Never Set

Ela estava usando o seu jeans preferido, aquele desbotado, mas ainda sim, aconchegante.

Dezembros sempre foram quentes, mas esse era de certa forma diferente, eu diria misterioso, e com uma brisa gelada, ela se encolheu.

Andando pela rua em um final de tarde congelante, seus braços cruzados contra o seu peito e mil coisas passando pela sua cabeça.

Seu corpo doía, sua cabeça doía, sua alma doía naquele momento, e o único conforto daquela rua fria, era saber que em alguns minutos ela encontraria o seu verdadeiro sol de dezembro, o seu porto seguro, seu protetor.

Ao entrar pela porta, ela jurava que seria abraçada rapidamente, que veria o seu sol, o que não aconteceu, de fato.

Ela caminhou até a cozinha, e encontrou o que ela jurava que jamais encontraria: seu sol... Apagado, desbotado, sem luz.

“Estou velho -” Ele disse enquanto olhava para baixo. “- Já não sou como eu era antes” Olhou brevemente para a face pálida da menina, e desviou seu olhar rapidamente.

“Você não está velho, não diga coisas assim” ela retrucou, esperando que ele voltasse a brilhar, o que foi em vão.

Então ele abriu mais uma garrafa de vinho, encheu a taça, e bebeu.

“Você precisa parar de beber, sabia? Isso te faz mal” Ela pareceu cuspir as palavras e tomou a taça da mão dele. Ainda pensativo, ele se levantou e foi para a varanda, ela o seguiu. Novamente, ela se encolheu com a brisa que parecia segui-la persistentemente durante aquele dia frio.

Ao olhar pela varanda, era como se eles estivessem dentro de um quadro pintado por um dos melhores pintores – o sol, se pondo, indo embora e deixando uma mancha rosa e magnífica, diga-se de passagem. Nuvens completamente alinhadas, e pássaros, muitos pássaros. –

“Você vai me deixar um dia.“ Disse e olhou para ela novamente, em seguida desviou.

“Não, não vou. O que deu em você, hoje?

“Você vai.” E continuou a contemplar a bela pintura como se fosse um de seus últimos dias.

“Não pense que vai se livrar de mim tão rápido, pai. -” Ela riu baixo. “- Eu te amo.”

“Você me ama daqui até onde, filha? Até Marte?”

“Eu te amo até muito mais além que isso, você sabe.”

“Não me deixe.” E uma lágrima escorreu pela sua face.

“Eu não o farei. Nunca. Eu vou com você até o inferno, se preciso.” Ela o abraçou forte como nunca.

Ele não sabia, e jamais saberia o quanto ela o amava e admirava, e o quanto sofria em vê-lo sofrer. Ele jamais saberia que ela chora ao ouvir musicas que lembram ele, e que por mais incrível que pareça, ela pensa nele em cada segundo da sua vida. Ele nunca saberia que ela realmente o amava como ninguém jamais iria amar. Pai e Filha, unidos eternamente.

“Obrigada, filha -” e sorriu. “- Eu sempre estarei aqui para curar suas feridas.”

“E eu sempre estarei aqui para enxugar suas lágrimas.” E com a ponta do dedo, enxugou a gota que ainda escorria pelo rosto dele.

Eles eram teimosos o bastante para continuar apenas de mãos dadas, mas suas almas se abraçavam e se consolavam, naquele momento.

Commentaires & Réactions

Partagez vos impressions, collez des timbres à collectionner et échangez avec l'auteur et la communauté.

Vous avez atteint le dernier chapitre disponibleRetour à l'histoire
Index de l'Histoire