Após a guerra impiedosa entre as potencias mundiais, o mundo a ser imprevisível. Conflitos sangrentos passavam a ser travados bem em baixo dos narizes da população. Entre os momentos de tensão, Os Estados Unidos apavorado de tantas ameaças decidiu criar a cidade de Columbia, onde somente os mais perfeitos cidadãos moravam, onde a esperança de uma nova nação poderia surgir... Portanto é uma cidade onde a religião é tudo o que importa. Tudo que a move. Uma cidade extremamente moderna com a melhor tecnologia dos Estados unidos concentrada nela. Temendo que os espiões de uma guerra cinza descubram, sabotem ou roubem sua tecnologia. Só Americanos puros e confiáveis eram mandados para lá.

Na Europa as famílias que tinham medo da guerra bruta iam para os Estados Unidos procurando abrigo. E lá achavam o que tanto queriam... Nem tudo era flores... Por baixo dos panos, sempre. As famílias eram capturadas. Muitas vezes torturadas e mortas. Uma das famílias era a de Booker DeWit, Um homem de origem francesa em que a filosofia de vida era esquecer os problemas. Mas de que jeito? Bebidas e apostas excessivas. Vivia na boa e velha Nova Iorque, cidade da luxúria, devendo sua vida. Até que uma noite de céu estrelado e ruas calmas, Um casal bateu na porta de sua casa.

— Senhor DeWit?

— O mesmo. O que desejam?

— Nós temos uma oferta para fazer ao senhor.

— Não estou interessado, Muito obriga...

— Espere. Ouça-nos! Nós sabemos... Sua família, seu vício e sua doença.

— Doença?

— A descrença lhe-deixou do modo que está no momento. Ainda há esperança, Senhor DeWit, ainda há resposta... Nós somos a resposta... Apenas nos traga de volta uma garota e todas as dívidas, todas as respostas serão dadas. Tudo será resolvido. Tudo irá voltar ao normal.

— Garota? Onde? Do que estão falando?

— Não pode discordar Senhor DeWit. Não consegue ver? Há muitas perguntas a serem respondidas. Não há saída.

E nessa hora DeWit exitou. Concordou e em alguns dias seria mandado de alguma forma para Columbia. Mesmo sabendo que poderia ser um dos próximos a ser perseguido pelo governo ele não teve medo, estava disposto a pagar suas dívidas e saber a história de sua família. Foi mandado com algumas informações. Nem muitas e nem poucas. Sabia apenas que o nome da garota era Luci. Tinha olhos azuis claros e grandes, tinha cabelos pretos e era branca, além de ter um dos dedos da mão direita cortado. Sua única proteção era o que parecia ser uma Mauser C96, mas estava velha e emperrando. Junto à ela, 13 balas que poderiam ser usadas se Booker entrasse em apuros.

DeWit encontrou-se novamente com o casal que o levou para o pier da cidade. Entraram os três em um barco pequeno, Cabiam lá 4 pessoas no máximo. DeWit ficou parado silencioso, ouvindo as gotas de uma chuva que ainda não havia chegado completamente, ouvindo as ondas balançando o barco, ouvindo o casal que parecia sempre estar falando.

— Vai chover, temos que nos apressar, Libert

— Ora, Posso saber como você pode afirmar tal hipótese com tanta certeza, Laura?

— Não consegue ver o céu nublado cobrindo o oceano?

— Claro, mas em meio a tantas bombas, penso de imediato que as nuvens negras de fumaça foram sopradas para cá.

— Não fale bobagens, Libert.

— Bobagem? É uma teoria.

— Uma teoria boba. É só ver... É claro que são nuvens de chuva, Não consegue ver o óbvio?

— É simples. Laura... Você não consegue ver o oxigênio que respira ou a fé no Senhor que se sente no corpo.

— Me pegou, Libert.

— Obrigado.

Os dois deviam ser céticos. DeWit só os observavam, nunca entraria em discussão com os dois, pois parecia que os dois sabiam de exatamente tudo o que havia naquele lugar, momento e situação. Mesmo que aparentassem ser estranhos, Booker não os perguntou o por que de mandá-lo para Columbia e resgatar Luci ou o que faziam em termo de trabalho. Achou melhor deixar isso para lá, só queria terminar com tudo isso. Saber sobre sua família desaparecida pelas ruas nada confiáveis de Nova Iorque.

E entre tantos minutos de uma chuva incompleta, minutos de discussões variadas de assuntos variados eles finalmente chegam ao lugar. Estava coberto de névoa, portanto, Booker não conseguia ver não mais do que meros 10 metros a sua frente. Saiu do barco, subiu o pier e caminhou uns 3 metros. Olhou para trás e nada via. O casal parecia ter sumido em meio ao oceano em que uma faixa de luz extremamente ofuscante passava rapidamente por cima das águas agitadas por alguns segundos repetidamente em um padrão. Enquanto dava mais alguns passos, percebeu que estava sozinho, somente com uma pistola velha, uma chave e alguns papéis com informações básicas sobre Luci. Passos e passos depois viu que estava numa pequena ilha com um farol e nada mais. Não havia para onde ir, para onde prosseguir ou para onde regredir. O que importava é que ele estava lá. Então pensou por alguns segundos e decidiu entrar no farol, Estava úmido e abandonado. Sem luzes, ou qualquer sinal de vida, apenas um rádio mal sintonizado. "Olá? Há alguém aqui?" Gritava DeWit. Sem retorno algum, começou a subir as escadas que rangiam a cada passo. Alguns andares depois, ouviu um gemido fraco, um ultimo suspiro de uma pobre e indefesa pessoa. Ele se apressou mas a criatura já estava morta. Ensanguentada e amarrada com um pequeno bilhete dizendo "Não nos decepcione". DeWit não ficou com medo, como não havia mais nada naquele lugar subiu ao topo do farol. Lá havia uma entrada para o que seria a sala da lente. Mas estava trancada, então deu uma volta e percebeu depois que havia três sinos, todos com desenhos. Um com desenho do que seria uma escritura, um com uma chave e outro com uma espada. Booker teve uma pequena lembrança, recordou que tinha visto algo do tipo, desdobrou um dos papéis e viu: Uma escritura, duas chaves e duas espadas. Tocou os sinos nesse padrão e 5 ou 6 segundos depois, a porta que mais se assimilava a uma escotilha começou a se abrir lentamente enquanto uma melodia curta se repetia e a grande lente do farol dava lugar a uma bela cadeira. Não das mais comuns. "Você quer que eu sente aqui?" Brincou Booker falando consigo mesmo. Ao sentar, sentiu a cadeira cair um pouco para baixo. Ficou com medo da cadeira despencar junto ao chão de madeira úmida da sala, ele tentou se levantar até que algo como braceletes de couro o segurou e apertou. A cadeira de repente girou 90º e sua Mauser caiu e foi incinerada no que pareciam ser motores de foguetes. A cadeira voltou ao normal ainda apertando o francês e então uma voz de homem misturado com mulher falou "Bem-vindo Senhor DeWit" e o que Booker achou ser um farol começou a subir direto para os céus. Booker fechou os olhos e gritou como se algo ruim fosse acontecer e depois de uma agressiva turbulência, o foguete começou planar levemente e a luz forte do sol tocou seus olhos fechados. "Aleluia" disse a voz estranha. "Bem-vindo à cidade de Deus, Senhor DeWit, Bem-vindo à Columbia".