I like you, actually.
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Chapitre 13 min de lecture

Do you like me?

Esteve sentado no sofá na maior parte do tempo, com as olheiras profundas e as mãos batucando no notebook em cima da mesinha de centro. Seu rosto estava exausto e suas mãos pareciam automáticas. Trabalhava como alguém que necessitava disso tanto quanto sexo.

— Não vai sair daí? — questionei-o, atraindo seu olhar cansado.

— Estou trabalhando — respondeu-me, voltando a concentração naquele maldito aparelho.

— Há quanto tempo não dorme direito, Oliver? Eu vou pedir comida japonesa para nós e depois vamos dormir pelo resto do dia, escutou? — comentei, dando uma de mãe preocupada, agarrando o telefone e recebendo sua indiferença como resposta.

Oliver tinha um sorriso encantador, com aqueles olhos brilhantes e o corpo indescritível, mas naquele momento Oliver parecia um semimorto e isso, com toda certeza, me assustava.

— Diga… O que eu fiz dessa vez? — indaguei, fechando subitamente a tela do notebook.

— Do que está falando, Connor? — as sobrancelhas arquearam-se e o rosto tornou-se irritado.

— Está tentando me atingir dessa forma, Oliver? Qual foi o meu erro agora? — é claro que eu estava tão irritado quanto ele.

— Não sei do que está falando, Connor. Pode me deixar trabalhar?

— Claro que não! Por que está fazendo isso consigo mesmo? Agindo assim… estranho. — retruquei, vendo-o levantar rapidamente e caminhar até o quarto espaçoso.

Caminhei atrás dele, pensando em milhões de coisas para dizer a ele.

Nossa DR com toda certeza continuaria, mas Oliver subitamente parou e se eu não estivesse atrás dele naquele momento, ele estaria no chão.

— Oliver! Oliver! — assustei-me quando vi seu rosto branco como papel.

Rapidamente o carreguei até a cama próxima, correndo em busca de um copo de água. Quando voltei, Oliver estava com os olhos abertos e os lábios crispados, mas ainda sim parecia uma criança que necessitava de cuidados.

— Beba — ordenei, ajudando-o a se sentar. — Você e sua teimosia, Oliver! — reclamei, vendo-o suspirar pesadamente.

— Eu não sou teimoso, você quem é — retrucou, sorrindo levemente.

— Você desmaiou… bem nos meus braços. Você sabe, se queria minha atenção não deveria ir tão longe — brinquei, recebendo uma travesseirada fraca.

— Eu passo mal e é isso que você me diz? Que ótimo namorado você é! — Oliver volta a deitar, levando a mão na cabeça.

— Não faça isso de novo, Oliver. Estou falando sério.

— Você se importa tanto assim? — perguntou, segurando firmemente minha mão.

— Você não faz ideia — em seguida, o beijei carinhosamente, com todo o cuidado que Oliver merecia.

Ele era bom demais para um canalha como eu, mas eu era arrogante o suficiente para deixá-lo novamente. Oliver era o tipo de homem que você não encontra em qualquer lugar. E quando eu o machucava, sentia-me o pior ser humano existente e, mesmo assim, ele me perdoava e dedicava seu tempo e seus sentimentos a mim. E eu o amava por isso.

Poderia passar horas e horas pensando nas coisas boas que Oliver tem a oferecer, em seus malditos sorrisos maravilhosos, seus gestos irritantes, sua inteligência admirável ou até mesmo em suas frases melodramáticas, mas estou mais ocupado fazendo outras coisas, sabe?

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