Hate and Love, or Love and Hate?
Hate and Love, or Love and Hate?
Chapitre 19 min de lecture

Primeira transmissão

Olá. Meu nome é Sayaka. Tsukihi Sayaka. Sei que esse não é o melhor modo de começar uma história, mas vamos lá. Não se enganem, não sou a personagem principal de uma história romântica da qual resolvi confidenciar ao meu diário. Sou apenas a melhor amiga asiática que viu e vivenciou os acontecimentos que logo narrarei. Antes, vou me descrever para uma melhor visão da história: como percebe, sou japonesa, 1,61 de altura, cabelo loiro puro, quase branco; olhos negros tal qual a pedra ruivina que tenho incrustada no meu cordão e pele incrivelmente branca para um lobisomem.

Antes de começar a narrar, aviso-lhe logo, se não gosta, acredita ou qualquer outra coisa relacionado a lobos, vampiros, anjos caídos, espíritos revoltados e magos, desistam, isso relata exatamente isso.

Portanto, paremos com “blá blá blá” e comecemos com a história.

Era apenas mais um dia na tribo Suthar Anzuth, Louise –a personagem principal- voltava de mais uma caçada com os novatos. Louise D’Altigan Marye era filha do chefe da tribo –Cauên D’Altigan, só para informações extras- e líder dos guerreiros, mesmo tendo apenas 18 anos. Sua face demonstrava cansaço e raiva, odiava lidar com os novatos desajeitados.

-Ohayo, Louise. Mais árvores destruídas e roupas despedaçadas? – perguntei, andando de costas a sua frente.

-Hm. Eu simplesmente odeio esses malditos vampiros que entram em nosso caminho. – bufou ela, jogando suas velhas roupas rasgadas, ou talvez novas, não sei, na fogueira mais próxima.

-Oh, eles apareceram hoje? – não dei espaço para respostas – Você deveria parar com essa ira toda contra os vampiros. Você sabe que agora temos uma aliança com eles. – adverti-a.

-Isso é o que mais me irrita. O que se passava na cabeça de meu pai para tal idiotice?! – seria difícil argumentar com ela com essa raiva toda.

-A paz, Ise-chan. Nossos verdadeiros inimigos são os anjos caídos e os espiritos revoltados.

-E os vampiros.

-Esqueça. Seu pai queria falar com você e eu tenho que voltar ao trabalho. Sayoonara.

-Tchau. – despediu-se, mudando sua rota para a maior das cabanas.

Oh, esqueci-me de contar-lhes um pequeno – mas não menos importante- detalhe: eu sou a líder dos espiões. E como uma boa espiã, eu tinha que ouvir a conversa dos dois.

Estava camuflada e completamente inodora, ele nunca iriam me descobrir, afinal, faço isso há tempos.

-Olá, pai. O senhor me chamara? – era Louise. Mesmo só escutando, posso imaginá-la reverenciando ao pai em forma de respeito ao entrar na cabana, como sempre fazia.

-Chamei, sim, minha filha. Sei que está cansada, mas tenho uma missão para você.

-Mais novatos?

-Não, isso é de maior importância.

-Prossiga.

-Quero que você e Sayaka vão ao clã Inconnuo e entregue esse documento a eles.

-Por que o senhor não manda um de seus gaviões “correio” para algo tão fácil? – havia um tom de suspeita na voz de Louise.

-Porque essa é uma solicitação de missão ao chefe do clã para que ambos dois líderes das tribos vão a Transilvânia em busca dos conhecimentos perdidos para derrotar os caídos e os espirtos. — segurei-me para não surpreender-me muito e entregar minha posição. Mamãe havia me contado sobre tais conhecimentos, mas como uma mera humana não lhe dei muito crédito.

Oh sim. Minha mãe é humana, mas meu pai não. Isso me torna uma meio-lobisomem que não consegue se transformar em lobisomem comepleta, somente em meio-loba. Foi assim que virei amiga de Louise, mas isso é outra história, deixemos para lá.

A ultima coisa que ouvi antes de sair dali atrás de uma Louise com um 1,80m e cerca de 180 kg em forma de uma loba com pelos negros, foi um urro com um “nunca” bem aparente em seu significado.

Louise parou apenas quando chegou a um local conhecido apenas por poucas pessoas, tal qual a história presente. Esse lugar era uma mini praia, escondida por matos altos e árvores centenárias. Esse era o local onde seus pais se encontravam escondidos e onde se casaram.

Ela se encontrava pelada, sentada em uma pedra com os pés na água. Mas claro que, como uma boa amiga, peguei um tufo de roupas para ela em uma breve parada em sua cabana.

Comecei a aproximar-me vagarosamente de sua silhueta, não por medo, mas por respeito as seus sentimentos.

Pausa na história. Afinal, como posso contar uma história sem descrever os personagens principais fisicamente? Baka. Lá vai. Louise D’Altigan, com cerca de 1,65m, possui cabelos negros, longos e lisos, estilo índia – esqueçam o exemplo que sei, Louise me mataria se ouvisse isso –, olhos azuis extremamente claro. Pele morena natural – como o da maioria dos lobisomens – e corpo muito bem moldado, com seios fartos, cintura fina e quadril proporcional. Pronto. No decorrer da história descrevo os outros.

-Say? – perguntou mansamente, como fazia quando estava magoada. Droga. Odeio vê-la assim.

-Hey, Ise-chan. – disse, sentando-me ao seu lado.

-Eu sei que você escutou tudo. Melhor, poupa-me saliva.

Risadinha tensa – Eu trouxe uma muda de roupas para você.

-Obrigada. – agradeceu, pondo-se a vesti-las.

-Mas então... er... você vai... sabe... aceitar a missão? – preferi não ter lhe perguntado nada, pois o olhar medonho que recebi foi terrível e incrivelmente assustador.

-Não. Por quê? Você está?

-Er... bem. Essa é uma missão importante e afim e... bem... seria bom ter esses tais conhecimentos, né?

-Claro! Mas por que junto desses estúpidos, nojentos e que fedem a carne podre?! – exclamou ela, saltando da pedra onde estava.

-Você também não cheira a um mar de flores não, belezinha.

Fudeu. Danou-se. O mundo vai acabar e eu ainda nem beijei. É o vampiro líder, Damien. Louise está bufando de raiva e daqui a pouco lá se vai outra muda de roupa pelos ares, completamente rasgada.

-O que faz aqui, verme?!

-O mesmo que você. Choramingando pelo mundo ser tão cruel comigo por me dar a chance de salvar várias vidas, mas como sou um egoísta egocêntrico, prefiro que todos morram para que eu não precise conviver com seres que “fedem a carne podre”.

Ai. Acho que ela poderia ir dormir sem essa. As veias da testa de Louise estão a ponto de estourar. Para evitar um derramamento inútil de sangue, acho melhor eu intervir.

Interrompendo de novo. Damien Cooper III, líder dos vampiros do clã Inconnuo. Cabelo castanho incrivelmente arrepiado – ainda acho que ele usa gel, mas ele insiste em falar que é natural -, com profundos olhos verdes. Lindo, gostoso e branquelo. Parcialmente musculoso e com uns 1,80 de altura. Se eu fosse uma vampira adoraria que ele me mordesse todinha e... ops, desculpa, acho que me empolguei.

Mas acho que não precisarei. Um deus grego ou um anjo da guarda lindo, gostoso e tesu...

Desculpa, só para maiores.

... apareceu, intervindo na provável briga.

-Calminha, bonecas. Paz e amor, ame o seu próximo ou algo do tipo, esqueceram?

-Isso não é meu “próximo”. – retrucou Louise, se acalmando, mas nem por isso abaixou a guarda.

-Digo o mesmo. – concordou Damien, mais calmo, mas igualmente em posição de ataque.

-Ok, chefinho, eu sei que você não veio aqui para brigar, certo?

Mais uma pausa. Acho que já esta na hora de descrever esse tesu... desculpa, lindo anjo da guarda. Dimitre Fassoni, um dos monitores do clã Inconnuo e melhor amigo de Damien. É um mago de olhos e cabelos cor de mel levemente bagunçado para o lado. Pele levemente bronzeada e terrivelmente, mas de um jeito sexy, musculoso. Seus 1,95 me rebaixam com meus meros 1,61.

-Hm – bufou Damien – certo. Só vim dar-lhes um recado.

Pela primeira vez desde que chegou ele olhou para mim, o que será que ele quer falar?

Bem, o recado pode esperar, ora, eu também tenho que descansar, né? Boa noite, tarde, manhã ou madruga, e até logo.

Fim da 1ª transmissão.

Só explicando, os monitores procuram novas linhagens de sangue, possuem poderes sobrenaturais e normalmente não são vampiros, mas fazem parte do meio vampiresco

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