From Prince to Prisoner
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Chapitre 16 min de lecture

Dez Coisas que Eu Odeio Em Você

Dez Coisas Que Eu Odeio em Você

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[Adolescência]


O príncipe Caspian, de dezesseis anos saiu praticamente correndo do seu quarto enquanto seguia sua prima Elídian, de treze, filha de seu tio Miraz que atravessava os corredores segurando a saia de seu vestido, assim como um objeto pequeno em mãos que pertencia ao filho do rei.

– Devolva isso Elídian, pois não pertence a você... –dizia o príncipe irado.

– Não. –a garota com tranças no cabelo parou no meio do corredor. – Eu avisei pra não entrar nunca mais nos meus aposentos.

– Elfried passou por baixo da porta, eu apenas fui pegá-lo. –o príncipe se referia ao seu camaleão de estimação.

– Não invente desculpas Caspian, você tem mania de invadir meu quarto desde pequeno...

-VESTIDO ELLY-

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[...]


– Caspian? –diz a menina recém saindo de seu sono.

– Elly venha levante, eu quero te mostrar uma coisa. –diz o pequeno príncipe ao lado da cama.

– Já está tarde Caspian, papai rilhará conosco se nos pegar fora da cama.

– Por favor, Elly! –diz com seus olhinhos apertados.

– Vá dormir primo... –diz se virando.

– Não durma Elly! –o garoto sobe sobre a cama começando a destapar a menina. – Eu não vou deixar! –ele sorri.

– Sai de cima e mim Caspian... Não seja tão chato. –reclama.

– Só paro se você vier comigo! –diz com um sorrisinho maroto.

– Ui! –a pequena revira os olhos. – Tá bem, tá bem. Não vai me deixar dormir mesmo...

Caspian salta da cama e fica ansioso esperando a prima descer do leito. Ela sorri vendo a carinha de animação do primo, e diz vestindo um robbie pequeno de cor rosada:

– Você é um principezinho muito irritante Caspian!

– Vem logo. –diz ele puxando-a pela mão.

[idades: Caspian nove, Elly seis]



[...]

– Devolva Elídian, ou conto ao tio que foi você quem quebrou o vaso em seu escritório.

– Foi você que quebrou quando tentou jogar aquela coisa horrorosa em cima de mim. –ela franziu sua testa, deixando as sobrancelhas grossas quase juntas.

– Elfried não é horroroso, você é...

– Seu idiota, agora mesmo que não devolvo esta porcaria... –disse se virando e seguindo pelo corredor.

– Isso foi presente do meu pai Elídian, não é uma porcaria. Devolva. –dizia o príncipe indo atrás da menina.

– Venha pegar. –disse ela se virando e enfiando um pequeno pingente entre o decote do vestido.

– Não me obrigue a... –disse Caspian bufando de raiva.

– Se tocar em mim, eu contarei tudo ao papai.

– Eu não ligo, faça o que quiser. Eu quero o pingente do meu pai sua ladra... –disse ao avançar em direção a garota.

– Continue me ofendendo e você vai ver o que eu faço com essa droga de pingente...

– Eu juro que você vai se arrepender de mexer nas minhas coisas... –disse diante dela.

– Você é grande, mas não é dois! –ela riu olhando o príncipe que era bem mais alto que ela. – Não pode me bater! Eu sou mulher.

– Você não é mulher. –ele debochou. – Ainda nem tem seios.

– Cala a boca seu imbecil... –ela o empurrou.

– Me devolve meu pingente Elídian... –reclamou o príncipe segurando a menina pelo braço.

– Se não me soltar eu vou gritar.

– Grite a vontade, mas eu pretendo pegar o que é meu de volta... –disse o príncipe empurrando a prima contra a parede e metendo uma das mãos no decote da mesma.

– AHH! –ela gritou fazendo um som agudo. – PAI?

– Meu Deus! Sua voz é mais irritante do que os alarmes do palácio... –resmungou Caspian franzindo a testa.

– Me solta Caspian! –ela dizia aos berros tentando segurar as mãos do primo. – PAI? O CASPIAN TÁ ME AGARRANDO...

– Para de gritar, você é muito histérica garota. E eu não...

– Príncipe? –ouviu-se a voz do guarda pessoal do rei Miraz. – O que está fazendo?

– Nada Sopespian. –disse o príncipe se afastando da prima.

– Caspian estava me agarrando Sopespian. –ela disse fazendo cara de assustada e enchendo os olhos com lágrimas.

– Eu não estava agarrando você, não seja mentirosa. –respondeu Caspian lançando um olhar mortal sobre a face da prima.

– Então o que estava fazendo príncipe? –disse Sopespian ao se aproximar devagar.

– Elídian entrou nos meus aposentos Sopespian, e roubou algo que me pertence...

– Mentira... –ela disse chorando.

– Não, não é... –ele disse arregalando os olhos. – Ela escondeu dentro do seu decote...

– E o senhor estava tentando arrancar tal objeto da princesa majestade? –disse com ar de reprovação.

– Não, eu... Só tentei...

– Eu não peguei nada Sopespian, ele está mentindo de novo, como sempre faz pra me culpar pelas suas badernas... –dizia a menina forjando uma cena dramática.

– Veja você mesmo Sopespian... –o príncipe disse apontando o decote da prima.

– Quer que eu reviste a princesa majestade?

– Sim, faça isso... –ordenou.

– De maneira alguma príncipe... A princesa Elídian é uma menina, e o senhor também não deveria se atrever a tal feito. Já não é mais um garoto, é quase um homem feito...

– Está me culpando por tentar reaver o que é meu?

– Sinto muito majestade, mas terei de informar ao rei sobre sua atitude...

– Não Sopespian, papai castigará meu primo por tal atrevimento. –ela se fez de inocente. – Só peça para ele parar de tentar me agarrar toda vez que me vê sozinha nos corredores... –disse tocando o braço do guarda.

– O QUE? –se indignou o príncipe. – Eu nunca tentei agarrar você sua mentirosa...

– Já chega majestade... –disse Sopespian. – Eu sinto muito princesa, mas o rei precisa saber do mau comportamento do príncipe... –disse olhando nos olhos molhados da garota.

– Sopespian? –reclamou o príncipe.

– Com sua licença majestade...

O guarda se virou seguindo pelo mesmo caminho de onde veio, enquanto a garota simplesmente encarou o primo com um sorrisinho debochado, e então retirou o pingente do decote jogando dentro de um vaso com terra e desceu as escadas acompanhando Sopespian até a sala do rei. O príncipe ficou vermelho de tanto ódio que sentiu da prima ao constatar que a mesma sempre conseguia tudo que queria. Bastava que ela olhasse com aqueles olhinhos sínicos de coitadinha e todos os guardas do palácio faziam exatamente o que ela queria o que na maior parte das vezes era arruinar a vida do príncipe, e torná-la um inferno.

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