Finalmente a guerra acabara.
A akatsuki fora enfim derrotada e seus últimos membros que restavam vivos haviam feito uma nova aliança sólida com Konoha e Suna prometendo seus serviços e proteção quando ambas precisassem.
Sasuke após ter matado Orochimaru e ter descartado seu antigo time também estava de volta a Konoha e a antiga aliança de Konoha com Suna havia se fortalecido ainda mais com Gaara como Kazekage.
Graças ao retorno de Sasuke e os reforços extras de Nagato, Hidan, Deidara, Sasori e Itachi as duas vilas ficaram extremamente poderosas, ninguém ousava confrontá-las, ou quase ninguém.
A noite tinha acabado de descer na vila da areia. As ruas da vila estavam quase desertas, exceto pela presença de uma linda mulher que caminhava com uma extrema dificuldade devido aos seus ferimentos recentes.
Com uma careta de dor a mulher finalmente consegue realizar alguns selos, com a tarefa terminada uma nevoa levemente rosada aparece e se espalha rapidamente pelas ruas da vila.
Com um tom de suplica a mulher implora para a lua e para as estrelas:
- Ordem da estrela negra se puderem me ouvir me ajudem, por — favor, não agüento mais...
A mulher da meia volta e começa a caminhar lentamente de volta para sua casa. Estava tão concentrada em seus pensamentos que nem nota que uma outra mulher a observava de longe, a misteriosa mulher possuí uma pele bem branquinha, cabelos negros, lisos até a altura da cintura, em seu pulso destacava-se uma pequena e discreta tatuagem de uma estrela negra, a garota vestia uma capa preta, de gola alta, com estrelas prateadas desenhadas por toda sua superfície (N/A: qualquer semelhança com a capa da akatsuki é mera coincidência, só mudando o desenho de nuvens vermelhas para estrelas prateadas), seus lindos olhos azuis escuros fitavam a moça com uma leve pena.
- Não se preocupe minha cara, vamos ajudá-la.
- Mais uma de Suna, não é? Isso é lamentável – lamentou uma nova voz de garota surgida por trás da outra que estava distraída.
A jovem toma um grande susto, pulando para trás para encarar a companheira.
— Sayuri, isso são modos? – perguntou a garota séria – Nunca mais faça isso ta querendo me matar é?
- Também te amo, Midoriko – disse Sayuri sacaneando a outra. Sayuri é alta, seus cabelos são negros, ondulados e seus olhos são vermelhos, uma tatuagem de estrela negra brilhava em seu braço direito e a jovem vestia a mesma capa negra que a companheira.
– Já falou com ela?
— Ainda não. – responde Midoriko ríspida – E você já terminou o serviço?
— O canalha adorava espancar a esposa – disse Sayuri – Depois da minha visita foi dessa para uma melhor – terminou a garota abrindo um sorriso malvado.
— Menos um cretino no mundo – comemorou Midoriko – Bem é hora de trabalhar. Ate logo, irmã.
— Ja Ne, irmã tenho que entregar meu relatório – despediu-se Sayuri saltando para uma árvore.
Midoriko foi de encontro à mulher que a chamara e Sayuri para a sede da estrela negra relatar seu relatório.
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Chegando a sua casa Myu, a moça oprimida, encontra seu marido dormindo a sono solto no sofá da sala. Com todo o cuidado para que ele não acordasse, pois se ele acordasse outra sessão de agressões se iniciaria a jovem foi ate seu quarto e ao entrar no cômodo ela nota que não estava mais sozinha.
Com um movimento rápido ela se vira para a janela e da de cara com a mesma jovem que a observava de longe.
— Você é uma delas, não é? – perguntou em voz baixa – Da ordem da estrela negra?
- Correto. Você nos chamou – começou Midoriko – Qual é sua história?
— Quero que vocês castrem meu marido – pediu Myu – Ele me trai todos os dias, na cara dura e não faz nem questão de esconder...
— Você quer alguma lembracinha do serviço?
- Não, mas quero que vocês mandem de volta a ele o “amiguinho” dele em “condições especiais” – pediu a jovem com os olhos brilhando.
— Criança meiga. – comentou Midoriko com desdém – Eu lhe manterei informada.
— Obrigada!
Midoriko lhe da às costas e some do aposento tão rápido quanto entrou. Myu abre um sorriso contente enquanto pensa maliciosamente:
- É hoje querido você vai me pagar. – declarou calmamente antes de adormecer.
Nas horas que se passam três homens são assassinados e um é ferido mortalmente. Dois na vila de Konoha e dois em Suna.
O primeiro aparentemente tinha se matado arrancando os próprios olhos e batendo a cabeça no chão; O segundo fora devorado por animais, o outro morreu em estrema agonia e o último estava vivo, mas em situação crítica.
O crime fora tão brutal que Gaara resolve mandar Sasori e Hidan ao hospital em busca de pistas. Tsunade também não perde tempo e manda Sasuke e Itachi fazerem o mesmo em Konoha.
Ao entrar no hospital os dois ex-akatsukis foram direto conversar com a esposa da vítima, seu marido havia sido castrado e seu membro estava desaparecido. Sasori observava atentamente todos os detalhes. Hidan tentava extrair alguma informação da garota.
- Caralho! – berrou o platinado chamando a atenção de todo o hospital – Infelizmente, ele não serve pra mais nada castrado, tem que ser sacrificado de acordo com Jashin-sama.
Sasori lhe lança um olhar mortal, como se dissesse que aquela não era hora para fanatismo religioso. Hidan percebe isso e sorrindo, maliciosamente muda de assunto.
- Tem certeza que não viu ninguém seguindo ou mesmo rodando seu marido esses dias?
- Não vi ninguém, senhores. – responde Myu por fora ela demonstrava tristeza, por dentro uma alegria sem tamanho – Lamento não poder ajudar mais...
- Tudo bem senhorita. – disse Sasori em voz baixa e meio impaciente finalmente se virando para encarar a jovem nos olhos – Sugiro que vá para casa agora. A manteremos informada.
— Com licença! – pediu a jovem e se retirou ainda tentando esconder a alegria que sentia um fato que não escapou a atenção do ruivo.
Os dois ninjas ficam ainda algum tempo no hospital tentando localizar alguma pista, mas não encontraram nada de concreto até então.
— Sasori! – chamou Hidan ao sair acompanhado do ruivo do hospital
- É o sétimo só essa semana. – rosnou Sasori irritado – Temos que acabar com isso.
— Se soubéssemos quem são os filhos da puta que estão por trás disso até que poderíamos fazer alguma coisa, Sasori.– provocou Hidan com voz cínica. Sasori não lhe da atenção embora sua voz começasse a tremer levemente com o cinismo do religioso.
- Vamos o conselho vai começar. – chamou Sasori impaciente começando a andar.
- Conselho? – perguntou Hidan fazendo-se de tonto só para deixar o ruivo ainda mais irritado – Que conselho?
- Você é burro que nem o Deidara. – retruca Sasori recomeçando a andar Hidan deu de ombros e ainda rindo se virou para acompanhar o ruivo, os dois teriam que encontrar Gaara e junto com ele ir direito para Konoha para o conselho que seria realizado na próxima noite.
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Longe dali, na fronteira da vila da areia uma jovem de cabelos curtos em tom turquesa, pele branca, olhos âmbares e pircing nas orelhas cantarolava baixinho, enquanto observava um pacote ensangüentado nas mãos. Sua tatuagem em forma de estrela negra estava escondida debaixo de seus cabelos, mas a capa negra com estrelas prateadas que a jovem vestia mostrava claramente que ela era mais um membro da misteriosa organização que muito em breve trairia grandes problemas para Konoha e Suna.
- Hina, o que leva nesse pacote, heim? – pergunta uma jovem vestida com a mesma roupa que a companheira, seus cabelos são negros, lisos e repicados, os olhos bicolores um roxo escuro e o outro negro, sendo que nesse havia uma grande cicatriz que acabava na metade do corpo.
- Yume, você quase me mata. – reclamou a jovem passando as mãos pelos cabelos.
— O que é isso? – perguntou novamente sentindo que iria se arrepender amargamente de ter perguntado
- Isso minha querida é o que costumava ser uma pequena ferramenta de um senhor que costumava usá-la bastante para agradar as mulheres – respondeu Hina com um sorriso sinistro.
- Caramba – grita Yumi – Para que você trouxe isso, Hina?
- O babaca costumava trair a esposa com todas que apareciam em sua frente – respondeu Hina sacudindo os ombros – Então nossa cliente achou justo “cortar o mal pela raiz” se é que você me entende.
— Que doce de pessoa. – comentou Yumi dando risadas – Agora deixando isso de lado quanto tempo você acha que Konoha e Suna vão reparar no que estamos fazendo?
- Eles já notaram –uma nova voz respondia a Yumi, a dona da voz possuía pele pálida, olhos vermelhos e uma estatura bem baixa, sua tatuagem de estrela negra se localizava no ombro direito... – Merda to imunda com o sangue do idiota que eu matei.
- Como sabe disso, Mei? – perguntou Hina interessada
- Agora não é hora pra isso. – respondeu Mei impaciente – As kages solicitam nossa presença, anda vamos voltar pra vila...
Suspirando as três garotas sumiram em um piscar de olhos. Konoha e Suna não teriam paz por um bom tempo.
