A Punição de AzazelO veredicto
Azazel olhava para algum ponto à frente, inexpressivo.
Quantos anos faziam que ele estava naquela sala? Uma década? Mais?
Se é que podia chamar aquilo de sala; parecia que uma parte do Éden tinha se fixado ali, eterno, imutável, entediante! Cheio de plantas, pássaros e espectros de outros tempos vagando.
Tudo uma ilusão atrás de uma porta, um diorama.
O Príncipe do Inferno deu um sorriso amargo quando ouviu uma porta se abrindo atrás de si. Abafando a ira, virou-se para encarar Lúcifer, aquela figura imponente. Debochou:
“Veio apreciar a paisagem?”
“Se tiver tempo livre, gostaria de discutir sua punição”

