winds of fate
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Capítulo 311 min de lectura

Capítulo 3

Enquanto sua língua explorava a boca perfeita de Isabelle, saboreando a doçura de seus beijos, David não conseguia pensar em argumentos inteligentes que justificassem ter evitado tais sensações por tanto tempo. Não lembrava de um só dia, desde que a conheceu, que não desejou seus beijos. Mesmo quando estava envolvido com outras mulheres não era indiferente a presença da morena. E quando estava sozinho, longe de um acalento feminino, fazia um esforço sobre-humano para resistir e fingir indiferença aqueles encantos que tão generosamente ela lhe ofereceu algumas vezes. Fidelidade nunca foi seu forte, caso contrário não a teria procurado no convés do Rattler quando ainda estava sobre custódia dos franceses. A lembrança da primeira vez que experimentou aqueles lábios aumentou sua excitação. A questão era: Por que rejeitou tomá-la em seus braços depois disso? Essa não era uma pergunta que ele se fazia com frequência, talvez porque tivesse receio da resposta. Contudo, novamente essa dúvida tornou a visitá-lo enquanto suas mãos se dedicavam a desbotoar a camisa branca dela, a qual, minutos antes, se dedicou a fechar. Não importava por que ele não o fez, e sim, que o faria agora, não hesitaria dessa vez, nem coibiria seus instintos. Isabelle seria sua, ali e agora.

Ela correspondia as carícias dele de forma intuitiva. Todo seu corpo queria aquele momento. Tanto esperou para que David finalmente a enxergasse como mulher que até desistira de conquistá-lo. Seus dedos finos embrenhavam-se em cabelo dele, aquela coloração única castanho dourada pelo sol Tahiti. As mãos experientes do capitão agora percorriam a extensão de suas costas por baixo da combinação de seda rendada. Seu toque era exatamente como ela espera, firme e delicado, capaz de levá-la a loucura com facilidade. Um calor conhecido começou a se manifestar no interior de suas entranhas e ela se sentiu intimamente úmida.

David desceu dos lábios para a volta do pescoço soltando dos ombros dela a manga da blusa e a alça da peça íntima. Sentiu uma certa inquietude quando notou que não havia despido-a totalmente, queria finalmente vê-la, tocá-la, amá-la… logo tranquilizou-se, afinal, não tinha motivo para pressa, estava decidido a apreciar cada instante com ela.

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