Era loucura, ele e la sabiam, mas Hermione não riria mudar de idéia.
-Hermione, seus pais vão ficar chateados. — Harry tentava convence-lá de que deixar de passar o natal com os pais para ficar com ele era uma péssima idéia.
-Eles já passaram 13 natais comigo, Harry. Qual é o problema de eu passar um com o meu melhor amigo? — Hermione parecia não entender que Harry dava mais importancia a familia do que tudo. Por que ele queria ter uma.
-Mas... — Harry não desistia fácil.
-Mas nada, Harry! — mas Hermione nunca desistia. — A não ser que não queira passar o natal comigo. — Hermione fechou a cara.
-Não! Eu quero passar o natal com você, mas é que... Deixa pra lá. — Harry sabia que prolongando aquilo só traria problemas para ele.
-Então está resolvido. Vamos passar o natal em Hogwarts. — Hermione parecia realmente feliz, o que deixou Harry transtornado.
O motivo, o qual Harry nunca descobriu realmente, era que Hermione estava cansada da pieguisse de sua vida. Todo santo natal o tio dela dizia que ela estava mais alta — sendo que ele a tinha visto um mês antes com a mesma altura — , o pai cantava musicas natalinas com sua voz desafinada, enquanto sua mãe aplaudia. Todo ano sua tia levava um cachorro chamado Pulga para passar o natal com eles — e o motivo para esse nome era obvio, e Hermione o odiava — , simplesmente seu natal em familia era sempre a mesma coisa. E Hogwarts parecia uma boa maneira de diversificar.
Em quanto todos iam pegar o trem para Hogwarts, Harry e ermione se despediam dos que iam indo. Harry sentiu uma sensação estranha ao notar que pela primeira vez ia passar um natal com alguém — que realmente gostasse. Era estranho, pois estava acustumado em passar o natal sozinho, só com alguns professores e funcionários que — como Hagrid — costumavam ficar bastante tempo em Hogwarts. Nunca imaginou que um dia fosse passar o natal com Hermione. Apesar de não concordar com que Hermione estava fazendo, Harry gostou de pensar que ela estaria com ele.
O castelo era arrumado, o coral — de sapos — era organizado e doces invadiam a mesa da grifinória — já que os unicos dois alunos que ali havia eram ambos grifinórios. Era vespera de natal.
-Bom, aos unicos dois alunos que aqui estão, um brinde. Que a amizade de vocês dure por muito tempo. — Dumbledore levantou seu calice, — assim como Hagrid, Trelawney, que riu ao ouvir Dumbledore pronunciar a palavra amizade, e Flitwick.
-Saúde. — Hermione riu e brindou com Harry.
-A nós. — Harry sorriu. Aquilo estava sendo bem melhor do que havia imaginado.
-Agora entende por que não gosto da Trelawney? — Hermione se refiriu ao momento em que ela riu da palavra "amizade"
-Ela vê o que quer. — Harry deu ombros.
-Mas não a verdade. — Hermione disse isso, mas não havia certeza em sua voz.
-Vai saber, ela me pareceu autentica ano passado, sobre o Pedro. — Harry sussurrou.
-Mas errada no fato de você morrer. — a garota retrucou.
-Eu quase morri. — o moreno disse rindo.
-Não é engraçado, Harry. — Hermione grunhiu.
-É sim. — Harry a empurrou de leve.
Na mesa dos professores.
-Acho os dois uma graça. — Flitwick disse olhando os dois amigos rindo juntos.
-Eles são só amigos, eu acho. — Hagrid falou — tentando falar — baixo.
-Não tenha certeza mesmo, caro Hagrid. Esses dois ainda vão ser mais que amigos. — Sibila disse.
-Só porque sua bola de cristal disse? — Hagrid bufou.
-Na verdade foram as folhas de chá. — Trelawney falou rispida.
-O futuro é dificil de se saber, Sibila. Confio totalmente em sua clarividência, mas não é sua culpa ver algo errado. Quando acontece, o que neste caso... — Dumbledore sorriu.
Na mesa da grifinória.
-Acho que estão falando da gente. — Hermione sussurrou.
-Ou alguém contou uma piada. — Harry deu ombros.
-Bobo. — Hermione riu batendo no ombro do amigo.
-Que foi? — Harry perguntou sarcástico.
-Esquece. — Hermione riu negando com a cabeça. — Vamos dançar.
-Nossa, nada mais divertido do que dançar ao som de sapos cantores. — Harry disse sarcástico e Hermione rolou os olhos o puxando pela mão.
-Vem. — Hermione segurou as duas mãos de Harry.
-Sabe muito bem que sou um péssimo dançarino. — Harry disse com uma sobrancelha levantada.
-Você é pessimo em valsa. — Hermione fez bico. — Dança logo.
E lá estavam os dois. Dançando em passos e movimentos desengonçados, porem tão doce que ninguém notaria seus movimentos, só seus olhos. Que se olhavam com mais do que uma simples ternura de amigo. Era algo mais forte. Mais que a amizade, mais que a atração, mais até que a paixão. Era amor, o verdadeiro amor. Puro e tão forte, que nem a maior traição — o que seria quase impossivel, com aquele sentimento como lider de seus corações — rompiria. E só não via quem não queria. O que era o caso dos protagonistas. Eles não queriam ver que, na verdade, aquilo que realmente sentiam, era amor.
Os professores se sentiam tocados ao ver os dois tão unidos. Naquele natal algo que realmente era magia, estava acontecendo. O amor estava aparecendo, o amor que tento tentaram esconder estava ali, aberto para quem quisesse ver.
Harry colocou gentilmente seu rosto no ombro de Hermione. E ficaram assim até notarem que só faltava 5 minutos para o natal. Eles se deram a mão e esperaram. Até o relogio anunciar meia-noite.
-Feliz natal. — Harry abraçou Hermione.
-Feliz natal, Harry. — a garota o apertou.
-Feliz natal! — todos os professores falaram.
Apenas Trelawney e Dumbledore sabiam o que ia acontecer naquela noite. Algo esplendido!
Harry voltava sozinho para a torre da grifinória — Hermione tinha ido primeiro. E ao subir as escadas até o quarto dos meninos, sentiu uma vontade subita de ir ver Hermione. Até havia se esquecido que meninos não podiam ir lá e descobriu no momento segunite quando escorregou da escada e caiu com um sonoro barulho.
-Ai! — ele reclamou.
-Harry? — Hermione chamou.
-Aqui em baixo, caido e dolorido. — Harry disse sem folego.
-O que estava fazendo? — a garota — que estava de camisola azul de mangas cumpridas — perguntou.
-Queria te ver. — Harry corou ao dizer isto.
-Era só ter me chamado. — Hermione disse com ternura e acariciando o rosto de Harry. — Agora está aí, estatelado no chão.
-Desculpe. — Harry murmurou.
-Não precisa se dsculpar. — Hermione sorriu. E sentiu um sentimento no fundo do estomago — sei que não é romantico, mas foi o que ela sentiu — que a fez fazer algo que consederara a tanto tempo a pior besteira que podia fazer. O beijou. Um beijo que nunca imaginou que teria coragem de dar a Harry. Um beijo terno e meigo que nem poderia dizer que tinha algum sentimento ali, além de amor.
Aquele presente só Harry teria — e o teve pelo resto da vida, já que Hermione, depois disso, só foi tua. — e só para ele ela o daria. Pois aquele presente era apenas de Harry. Só para Harry.
