The Words
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Capítulo 316 min de lectura

Outtake 2

“Não posso concordar com isso.”

“Por Deus, Jane. Mais uma vez essa ladainha?”

Lisbon terminava de colocar seus sapatos no guarda-roupa, quando seu parceiro começou a falar irritado.

“Você precisa entender que esta decisão não compete só a você, Teresa. Cho precisa saber o quanto antes.” Encostado próximo a porta do quarto, vestido numa camisa social branca e colete cinza-chumbo, Patrick Jane realmente parecia chateado. “É compreensível que queira aguardar até o fim do primeiro trimestre para divulgarmos a sua gravidez, mas Cho precisa saber. Ele é seu chefe.”

“Jane, a médica disse que está tudo bem. Que posso manter minha rotina como sempre.”

“Médicos são charlatões de jalecos, Lisbon. Eles só se interessam por duas coisas: dinheiro e dinheiro.” Vendo a morena bufar, ele se aproximou dela, tocando o ombro. “Pelo menos conte a ele. Cho precisa saber estamos grávidos...”

“Claro, como se você fosse parir.” Disse enquanto se afastava para arrumar a cama para dormir. “Está tarde e essa discussão já tomou boa parte do meu tempo e disposição. Estou cansada. Amanhã conversaremos.”

“Teresa, use o bom senso.”

“Não amola, Jane.”

“Trabalhar atrás da mesa vai ser um desafio para você, mas é pelo bebê.”

“Quando é que você vai entender que não tem necessidade de tanto alarde?”

“Alarde? Você acha mesmo que se trata de alarde?” Patrick observou quando ela se sentou na cama sem olhá-lo. “Você às vezes é tão teimosa. Ontem mesmo saiu para correr e quando chegou vomitou durante meia hora. E nem vou falar daquele troglodita que lhe jogou no chão umas cinco vezes.”

“Ah, tenha dó. Thompson não me bateu e eu caí apenas uma vez por conta do treinamento.” Ela fez uma cara feia. “Eu sou uma agente federal...”

“Que está GRÁVIDA!” Jane complementou falando alto. “Sabe o que mais, é melhor eu dormir no Airstream hoje. Boa noite, Teresa.”

Ele não lhe deu tempo de responder. Irritada, Lisbon jogou o travesseiro no chão, ao ouvir a porta da rua ser fechada com um profundo baque. Eles tinham decidido ficar na casa dela durante o tempo em que a cabana estava sendo reformada.

Ela estava no fim do seu segundo mês de gestação. Aos poucos, as diferenças em seu corpo começavam a aparecer. Seu marido era especialista em enuncia-las, algo que ele fazia com tanta doçura e com uma pitada de perversão. Ainda era difícil notar o ventre estendido, mas Jane foi capaz de enxergar uma proeminência na região, fazendo Teresa o chamar de louco.

Ela se levantou da cama e seguiu para cozinha. Pegando uma garrafa de água, Lisbon seguiu para a lareira na sala de estar. Olhando as fotos dos dois estendidas por todo o parapeito, a agente percebeu como aquela briga não tinha sentido. As fotos do casamento estavam misturadas as da sua família e do tempo que trabalharam juntos na CBI, em Sacramento.

A porta da frente voltou a se abrir. Jane a encontrou com um sorriso saudoso nos lábios, enquanto tocava a foto dos dois próximos ao lago quando o fotógrafo os flagrou voltando para a festa, após ele descobrir que seria pai novamente.

Foi o par de braços fortes que a tirou de suas lembranças. Jane a beijou na lateral da sua cabeça, enquanto ela apoiava o corpo nele.

“Desculpe-me. Eu não queria discutir e ter saído daquele jeito.”

“Desculpe-me também.” Ela virou o rosto devagar para olhá-lo. “Entendo seu medo. É o meu também. Mas precisa confiar em mim. Sabe que não prejudicaria esta gravidez por nada.”

“É claro que sei disso.” Falou baixo, ainda olhando seriamente para ela. Naquele clarão azul que ela tanto amava. “A questão é que... é difícil para mim. Sua obstinada independência e teimosia lhe impedem de ver perigo em suas escolhas. Há muito em jogo agora, Teresa. E eu... temo. Já perdemos tantas coisas e passamos por situações tão ruins, às vezes sinto que essa oportunidade pode ser tirada de nós dois a qualquer tempo. Eu preciso proteger você... vocês. É minha função.”

Lisbon deixou uma lágrima cair ao perceber que ele tocava seu ventre com cuidado. A agente sabia que havia razão em seu comentário, além de uma superproteção exagerada por parte dele que já gerou uma série de conflitos entre os dois. Uma das últimas brigas dessa forma, Jane a impediu de fazer seu trabalho de agente, quase minando a relação que tinha.

Porém, eles buscavam conversar. A comunicação sempre fez parte da parceria deles, mesmo que o consultor omitisse algumas partes. E óbvio que a reconciliação sempre se tornava um momento inesquecível para ambos.

~*~*~*~*~*~*~*

Flashback:

Teresa estava deitada em sua cama. O quarto estava escuro, mas era o outro lado da cama que a incomodava. Ele estava quieto e vazio, o que a deixava completamente entristecida. Especialmente depois de sempre ter a companhia dos braços fortes de Jane todas as noites.

Ela suspirou. O sono não vinha. Não havia posição confortável que a fizesse dormir. E para completar a cama parecia grande demais. Fria demais. Solitária demais.

A discussão não foi feia, mas eles não chegaram a uma solução. A impertinência de Jane em manipular a estratégia durante a execução do plano de evacuação para pegar o assassino, a fim de tirá-la do perigo, criou um mal-estar nela. Lisbon fazia parte de uma equipe, foi treinada para situações como esta, e seu consultor mais uma vez a manejou a seu bel prazer.

Mesmo depois desse tempo juntos, ela sabia que Jane ainda precisa de tempo para se adequar a nova realidade. A bagagem emocional dele era muito pesada e aos poucos ele dividia com ela. E por mais que Teresa tivesse paciência, o homem era impossível. Sempre buscando fazer as coisas do seu jeito.

Eles trabalharam juntos por tanto tempo, que seu relacionamento íntimo tinha uma dinâmica semelhante ao profissional. E ambos eram embasados na confiança. Ela aprendeu novamente a agir e reagir, a saber se comunicar com ele. A entender Jane em suas diversas camadas. Ela não era uma mentalista, mas já era capaz de entender com um olhar se ele estava falando a verdade ou não.

Seu parceiro, seu amigo, seu companheiro, seu amante. Uma atração tão forte que resistiu ao tempo e ainda mexe com ela todos os dias, e muitas vezes nas horas mais improváveis. Como na hora do café, quando um simples toque na sua lombar a fez queimar por horas semana passada, tirando um sorriso malicioso dele.

Com um suspiro longo, Teresa acendeu o abajur, buscando o celular. Já tinha passado da meia noite. Zapiando a agenda do telefone, ela viu o nome da sua insônia, mas antes que pudesse fazer algo, a foto dele apareceu mais clara e aumentada. Seu celular vibrava, assim como o coração dela. Patrick Jane a estava chamando.

“Ei.”

“Oi. Acordei você?” Perguntou com a voz cansada.

“Não. Não consegui dormir.” Falou francamente. “Sinto sua falta.”

“Eu também.”

Os dois ficaram calados por um instante.

“Teresa.”

“Patrick.”

Ambos sorriram ao ouvirem seus nomes ao mesmo tempo. Ele apenas aguardou que ela fosse a primeira a falar.

“Não gosto quando discutimos.” Teresa foi sucinta. Era tarde e não havia espaço para esconder o que sentia.

“Eu também não.”

“Queria que estivesse aqui.”

“Tem certeza?”

“Sim. Você sabe que sim.”

Lisbon aguardou alguma piadinha, mas só ouviu alguns ruídos. Olhando para o display do aparelho, ela percebeu que ainda estava conectada a ele.

“Jane?”

“Tem certeza que é seguro para mim?”

“Seguro? Do que está falando?”

“Você estava bastante chateada quando lhe deixei em casa.” Ela ouviu o baque surdo da porta do carro ser fechada. “Se ainda precisa de espaço...”

“Você está aqui?” Ela suspirou, sentando-se na cama.

“O Airstream estava muito vazio sem você lá.” Jane suspirou do outro lado da linha. “Não conseguia dormir e todas as vias que dirigi davam na sua rua.”

“Oh Jane.” Sua surpresa saiu sussurrada quando ouviu a porta da rua sendo aberta e fechada, seguida de passadas rápidas pelo corredor. Não demorou e ele estava na entrada do quarto, ainda com o celular próximo ao rosto.

Os cachos dourados estavam despenteados e seu rosto parecia cansado. Ele desligou o celular, jogando-o junto com as chaves e o relógio na cômoda. Antes de se deitar, tirou os sapatos e as meias, despindo-se do paletó e do colete levemente amassados.

Antes mesmo que Lisbon pudesse falar alguma coisa, Jane foi para cama, roubando os lábios dela em um beijo saudoso e repleto de promessas. As mãos dela o puxaram, selando num abraço tão quente quanto o calor de Austin.

A confusão de lábios, línguas e toques foram acompanhadas pelas peças de roupas que eram arremessadas displicentemente por todos os lugares. Os dois pareciam perdidos naquele mundo particular que descobriram nos últimos meses. E a cada gemido, a necessidade só aumentava.

“Eu sinto muito...”

“Cala a boca, Jane. Só me beija.”

“Tão mandona.”

“Jane.” Ela o fez calar ao subir no colo dele, terminando de se unir a ele. O som que saiam de suas bocas combinava com o ritmo de seus quadris se encontrando, buscando aquele momento extremo de agonia e prazer.

As mãos dele serpentearam pelo corpo dela, sentindo a união deles mais forte e plena. Seus olhos não se desgrudavam, até mesmo quando suas bocas se encontravam, engolindo os murmúrios apaixonados enquanto o ritmo das investidas crescia.

Não demorou muito para Lisbon tremer. O ápice veio, transbordando numa sensação de plenitude e fogo, puxando Jane ao seu limite e fazendo sua parceira gritar o nome dele. Quando ela terminou de estremecer, foi a vez de aquele homem clamar. Teresa deitou-se, puxando-o para cobri-la. Enterrando-se mais uma vez nela, Jane se deixou levar na tormenta que arrebentava suas emoções mais profundas.

“Eu lhe amo, Patrick.” A voz doce de sua amante o fez acordar do torpor. Respirando com dificuldade, ele enfim foi capaz de transferir o peso do corpo para cama, desconectando-se por hora daquela mulher que significava seu mundo.

“Eu também, Teresa.” Reafirmou, beijando-lhe o pescoço comprido. Ambos ficaram assim, um nos braços do outro por minutos, pelo menos até que Jane quebrou o silêncio mais uma vez. “Deus, eu não paro de tremer.”

Lisbon deu uma risadinha. “Você chamando por Deus é para ser um milagre.”

Jane apenas sorriu deitado ao seu lado. Teresa ainda sentia os efeitos do toque dele em seu corpo. Cada dia mais intenso e natural, como se só ele pudesse decifrá-la. A respiração dela estava ofegante, mas era a sensação de alegria que tocava sua alma sempre que ambos estavam em paz.

“Não tenho dúvida. Especialmente depois do que aconteceu neste quarto.” Respondeu com os olhos fechados. “Acho que queimei alguns neurônios.”

A agente voltou a rir, virando-se para encará-lo. “Oh, não fala isso. Abbott não vai gostar de saber que seu consultor mais convencido está inapto ao trabalho.”

O tórax dele brilhava com o suor do esforço. Ele não havia mentido, a morena pode sentir com a mão como o coração dele batia acelerado. E mesmo com o toque acarinhando cada pedaço de pele descoberta, Patrick parecia tremular.

“Você ainda vai me matar.”

Lisbon sorriu com as palavras dele, apoiando-se na cama para lhe dar um beijo rápido nos lábios. “É o segredo do sexo de reconciliação. Sempre explosivo.”

“Talvez, mas nossa afinidade tem a maior parcela de culpa nisso.”

Enquanto ele se acalmava, Lisbon se levantou e seguiu para o banheiro. Alguns minutos depois, ela retornou ao quarto, vestida em um blusão escura e calça de pijamas, encontrando seu namorado em pé e nu, terminando de arrumar as roupas que estavam jogadas pelo quarto.

Essa parte do relacionamento deles era algo precioso. Mesmo conhecendo Jane há tanto tempo, ver esta faceta dele sempre a impressionava. Não importava se trajava um terno de três peças ou estava nu. O mentalista continuava imponente e com uma presença notável.

“Se continuar olhando para minha bunda deste jeito, não vou me responsabilizar pelo nosso atraso amanhã.” Falou divertido sem olhar para ela, sabendo que provavelmente Teresa estaria mordendo o lábio inferior.

“Shush, só queria saber se você aceita um chá?”

“Interessante como o sexo lhe deixa tão compassiva.” Ele falou parando perto dela. Puxando seu queixo para um beijo doce. “Claro. Encontro você na cozinha daqui a pouco.”

Jane seguiu, passando por ela que não resistiu e deu-lhe um tapinha nas nádegas.

“Acho que fui agredido.”

“Essa vale pela vez que você me apalpou em um lugar público na frente de Van Pelt.”

“Oh, Lisbon. Por favor.” Ele falou sorrindo seguindo para a porta do banheiro. “Não tenho culpa se minha memória estava desconexa e covenhamos, aqueles seus jeans apertados...”

“O quê?”

“Só cego para não... hum.” Ele gesticulou como se a apalpasse fazendo-a rir.

“Tarado.”

“Só por você.”

“Deus, que piegas.” Ele riu entrando no banheiro.

Teresa foi para cozinha, preparando a água para o chá e as canecas com os sachês. Alguns minutos se passaram até que, próxima ao fogão, ela sentiu o cheiro do sabonete que usou a pouco e os braços fortes que viviam escondidos pelo paletó dele.

“Deixa que eu assumo por aqui.” Falou beijando o pescoço dela.

Ele usava o pijama que tinha deixado na casa dela. A chaleira anunciou que a água estava pronta para a infusão e Patrick seguiu o riscado. Breves segundos, os dois estavam sentados a mesa, bebendo o líquido calmante de suas canecas.

“Por que sinto que estamos prestes a fazer uma negociação?”

Sorrindo, a agente estendeu a mão até a dele, que a segurou. “Não esta madrugada.”


Ela bebericou em silêncio, esperando que ele falasse. Eles estavam bem quanto à mudança de status de seu relacionamento, contudo algumas arestas ainda precisavam ser acertadas. E a ansiedade de Jane era um desafio que eles precisavam resolver.

“Teresa, eu sei que os desdobramentos de hoje causaram algumas dúvidas quanto a nós. Mas quero que saiba que minha intenção foi realmente de lhe proteger.” Ela ia começar a falar, mas ele apenas pediu silenciosamente que não lhe interrompesse. “Era um bom plano, mas arriscado. Por mais que eu confie nas suas habilidades de agente, que me salvaram inúmeras vezes anos atrás, não pude arriscar. Entendo que pareceu errado para você, tenho consciência disso. Talvez ter agido impulsivamente, na esperança de ter tirado você dali o mais rápido possível, não tenha sido o correto a se fazer. Mas é que... tinha que fazer algo. Entende?”

“Entendo. Talvez na sua posição, teria feito a mesma coisa.”

“Não quero ver você se arriscando daquela forma.”

“Mas é meu trabalho, Jane.”

“Eu sei. O que temos é algo tão precioso que...” Ele fechou os olhos por um instante, temendo que suas palavras pudessem evocar um passado de dor neste novo presente que se dispunha a sua frente.

“Jane, eu estou aqui. Isso já passou. Ok?” Ela se levantou e foi até ele, que afastou a cadeira para que aquela pequena mulher sentasse em seu colo. “Nós dois vivemos sozinhos por muito tempo. Focados em nossos trabalhos e nós mesmos. Entendo que é difícil dividir algumas angústias, de aceitar a importância de outra pessoa nas nossas vidas. De querer protegê-la a todo custo.”

“Não é isso.”

“Ei, escute-me, ok?” Ela tocou o rosto dele. “A nossa equipe é competente. A cada três meses, passamos por avaliações e treinamentos. Estudamos sempre a melhor maneira de ninguém sair ferido de situações como a que vimos hoje. Desde Sacramento, você viu como é meu dia a dia.”

“Mas é diferente agora.”

“Como diferente?” Ele ficou calado por alguns segundos, sem conseguir falar. A agente o observava se digladiar por dentro. “Olha só, você sabe o quanto tenho dado duro para conquistar meu espaço no FBI. Tive que reajustar até o modo como falo com a equipe.”

Ele lhe deu um sorriso rápido, lembrando-se do lado mandão tão arraigado a líder nata que Lisbon era.

“Eu sei que não sabemos o que vai acontecer amanhã, mas posso lhe prometer que terei cuidado redobrado. Que vou proteger a mim e a qualquer um que precise de minha ajuda.” Ele baixou a cabeça por um instante absolvendo aquelas palavras tão razoáveis. “Porque tenho mais do que um excelente motivo para voltar sã e salva todos os dias para casa.”

Ela puxou o rosto dele para que lhe olhasse. “Que é ter você ao meu lado.”

Jane a beijou sofregamente, fazendo Teresa gemer. Deus, ela amava os beijos dele. Sempre imprevisíveis e honestos. As mãos dela abraçaram o pescoço dele. Ele foi diminuindo a intensidade dos seus lábios sobre os dela até que quebrou o contato.

“Vou fazer você cumprir esta promessa.”

“Eu conto com isso.”

Jane a levantou nos braços, fazendo Teresa sorrir. Os passos dele seguiram para o quarto onde ambos demoraram mais alguns minutos até pegarem no sono. Um nos braços do outro.

~*~*~*~*~*~*~*

Lisbon estava deitada, com sua cabeça apoiada no peito de seu marido, que tocava os cabelos dela com carinho.

“Está bem. Podemos contar para Cho amanhã.” Jane sorriu quando ela virou seu rosto para ele. “Só para Kimball.”

“Certo. Podemos comprar um cartão e entregar para ele?”

“Jane.”

“Não vai me dizer que você não está curiosa em saber como o estoico Cho receberá a notícia que será titio.”

“Titio? Não seja exagerado.”

“Como se você não o considerasse parte da família.” Os dois riram. ”Eu gostaria muito de ter visto a fisionomia dele quando você o convidou para escolher seu vestido de casamento.”

“Você deveria agradecê-lo, afinal ele sabia exatamente o que queria vestir.”

“Sério?”

“Uhum.” A agente bocejou, apoiando a cabeça melhor no ombro de Jane que parou por um momento.

“Teresa?”

“Hum.”

“Obrigado por me ouvir.”

Teresa sorriu. “Como se eu pudesse evitar.”

“Ei?” Falou soando irritação. “Sou seu marido agora, pode mostrar mais respeito.”

“Até parece, Jane.” Ela deu um beijo no queixo e se virou. “Boa noite, marido.”

“Noite, princesa.”

Ele ouviu um grunhido dela e sorriu. Puxando seu corpo para abraça-la, o mentalista fechou seus olhos e suspirou aliviado. Mais um dia havia se passado e sua família permanecia intacta e segura. E mais uma vez, ele tinha conseguido burlar o vazio escuro que diminuía em seu interior.

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