songs to live
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Chapter 15 min read

Feliz Happy - Pharrell Williams

Você já teve um dia feliz? Quero dizer, completamente feliz? Não digo um dia que você teve momentos felizes, mas sim continuamente feliz. Deixe-me explicar melhor: nesse dia nada te abalaria nem ninguém, não importa o quanto a notícia seja ruim ou a pessoa tente te colocar para baixo. Já teve? Eu sim! Na verdade ainda estou tendo. E por um único motivo: ela.

Primeiramente gostaria de me apresentar. Meu nome é Peeta Mellark, moro em Nova Jersey, tenho 24 anos e sou um jornalista. Na verdade estou sem emprego fixo porque escrevo matérias para meu blog: mellarknews.blogger.com. O melhor de poder trabalhar para mim mesmo é não ter um chefe te enchendo o saco o dia inteiro e falo isso por experiência própria.

Eu trabalhava no Business News New Jersey, um jornal sobre negócios, empresas e toda essa baboseira sobre a área empresarial. Acredito que você já tenha desconfiado o motivo de eu sair de lá. Não vou negar que tinha um bom salário, porém isso não compensava a insatisfação profissional.Então a coisa mais incrível aconteceu: ela. A mulher que entrou na minha vida para mudá-la e iluminá-la para sempre. A morena de olhos cinza que me mostrou que eu não tenho que ficar escutando reclamações e pessoas mal-humoradas o dia inteiro. Katniss Everdeen a nova-iorquina que chegou como o sol, brilhante e radiante. Só de pensar nela um sorriso bobo nasce em meus lábios.Katniss sempre carregava consigo um sorriso o que fazia com que suas covinhas fofíssimas aparecerem, covinhas que, aliás, faziam meu coração saltar no peito. Ela era sempre feliz e animada, não se deixava abalar-se. Sinceramente, achava-a estranha. Pensava eu:“Como alguém pode ficar animada o dia inteiro apesar de tudo de ruim que acontece a nossa volta?”

Quando a questionei sobre isso, ela respondeu:

– Cansei de ficar triste por problemas sem importâncias. Eles me faziam uma pessoa rancorosa.

Indaguei se ela não se importava então com as coisas.

– Claro que me importo! – gargalhou. – Apenas prefiro resolver os problemas de bom humor do que com a cara fechada.

Essa resposta não saiu mais da minha cabeça. Desde então, toda vez que meu chefe vinha me mandar fazer algo e falava com um tom arrogante eu respondia sorrindo. Meu trabalho ficou mais fácil. Eu fiquei menos cansado. Minha vida mudou e pra melhor.

Katniss Everdeen. Eu a conheci em uma entrevista que fiz com um grande sócio da Panem Films. Ela era secretária de Haymitch Abernathy (o sócio). O Sr. Abernathy não era dos mais pontuais, então fiquei conversando com a Srta. Everdeen até ele chegar.

Voltei a vê-la só quando a matéria foi publicada. Usei a desculpa de que levaria um exemplar do jornal em primeira mão para o chefe dela. Comentei o que tinha feito, sobre levar a vida no bom-humor e ela sorriu mais ainda. Katniss me chamou para almoçar em um restaurante lá perto e fomos discutindo sobre não ficar pra baixo independentemente do que acontecer.

– O que é felicidade pra você? – perguntei de supetão. Pensei que a morena levaria um tempo para responder, mas parecia que ela tinha a resposta na ponta da língua.

– É aquilo que me realiza, aquilo que gosto de fazer e me deixa satisfeita. – respondeu segura do que dizia. – E pra você?

A mulher me olhava com expectativa. Seus lábios estavam vermelhos por causa do batom que dava contraste com sua pele branca. Eu queria beijá-la, queria muito.

– Você.

Pela primeira vez ela me olhou séria, como se duvidasse do que eu dizia. Por fim sorriu, corou e continuou a andar.

Depois disso passamos a nos ver com mais e mais frequência. E aconteceu o inevitável começamos a namorar. Quanto mais o tempo passava mais ela era o sol da minha vida. Passamos a morar juntos. A felicidade nunca deixou de ser tema de nossos diálogos. Foi nessas conversas que eu percebi que não estava satisfeito com meu emprego. Mandei as favas BNNJ e comecei meu blog.

Escrevo sobre os casos policias estilo CSI: homicídios e suicídios. Amo investigar e escrever sobre. Senti-me realmente feliz. Quando cheguei em casa aquela noite perguntou porque meu sorriso quase não cabia na cara.

– Porque eu estou feliz. – respondi simplesmente.

Expliquei-lhe o motivo. Ela me chamou de doido e mesmo assim me apoiou. Eu nunca tinha dito que a amava apesar dela sim. Depois que fizemos amor naquele dia, ficamos deitados de bruços olhando nos olhos um do outro.

– Eu te amo. – eu disse quase num sussurro. Nunca tinha dito palavras tão verdadeiras em toda minha vida.

Ela abriu um imenso sorriso e me beijou.

– Eu te amo também. Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

Eu neguei com a cabeça.

– VOCÊ foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Porque hoje eu sou feliz e você é causa disso.