When Friendship Becomes Love
When Friendship Becomes Love
Capítulo 26 min de lectura

Capítulo 2

Quando Tom estava com 14 anos e Lee, com 13, ele decidiu entrar no grupo de teatro da escola. Não demorou muito e ele foi chamado para peças e pequenas participações em comerciais de televisão. Lee o acompanhava em todos os eventos junto com os pais de Tom, por isso muitos pensavam que ela era mesmo sua irmã, apesar dela ser a única morena entre eles.

Aos 18, Tom já era um rapaz que chamava muito a atenção por onde passava.

- você não cansa não é? – Lee dizia enquanto passava batom em frente ao espelho.

- de que? – Tom perguntou enquanto ajeitava sua gravata.

- de ser tão bonito. – ela disse séria.

- você ta falando sério?? A grande Ellen Madson me fazendo um elogio? – ele disse incrédulo.

Ela começou a gargalhar sem parar.

- eu sabia. – ele disse voltando a acertar o nó da gravata.

- e você acreditou mesmo? – ela ria mais ainda. – acredite, eu nunca te faria um elogio assim.

- quer troco? Você também está linda. – ele disse sarcástico.

- por isso que te amo, Tomzinho. Você sabe como brincar. – eles riram juntos. – agora vem cá, me deixe ajeitar essa gravata antes que você mesmo acabe se enforcando.

Tom era um rapaz muito bonito para a sua idade. Seus cabelos loiros escuros e seus olhos bem azuis deixavam as mulheres loucas onde quem que ele fosse. Mas quando precisava ir a algum evento importante, era Lee que o acompanhava.

Quando não tinha nenhum evento, Tom aproveitava a vida como qualquer menino da sua idade. Ele saía com seus amigos à noite enquanto Lee ficava em casa estudando para sua faculdade de cinema. Nas ‘baladas’, Tom ficava com várias meninas, mas nunca, nunca namorava sério.

Um dia, quando chegava em casa de uma de suas noitadas, com o sol quase nascendo, encontrou Lee acordada vendo TV na sala.

- chegou cedo, hein. – ela disse irônica.

- é, o James não queria se despedir da Julie de jeito nenhum. Sabe como é né? Bêbados. – ele riu e a abraçou.

- e você está bem sóbrio, hum?

- eu já disse que vou parar de beber. Só não disse quando.

- engraçadinho.

Ela voltou sua atenção pra TV e eles ficaram ali sentados no sofá em silêncio, como sempre abraçados. Ainda sem parar de olhar pra TV, ela voltou a falar.

- e quem foi dessa vez?

- ah, qual é, Lee. Mais uma vez?

- eu não entendo Tom, como você não consegue se prender a ninguém. Cada dia é uma garota diferente.

- eu já te disse Lee. Eu não namoro sério.

- ninguém?

- eu não vou namorar até encontrar a pessoa certa pra mim. E até agora, eu não a encontrei.

Depois da conversa, o sol já estava raiando e Tom subiu pro seu quarto para dormir algumas horas. Logo sua mãe estaria de pé e o acordaria para o ensaio da peça de teatro em que ele participava. Lee não estava com sono. Alguns pensamentos rodeavam sua mente sem deixá-la dormir.

Os anos se passaram do mesmo jeito. Tom fazia teatro e era cada vez mais elogiado por seu talento. Lee terminava sua faculdade de cinema e sonhava em ser produtora. Com 22 anos, Lee era a mulher mais bonita de sua turma e arrancava suspiros de todos os futuros cineastas que ela conhecia. Seus cabelos eram de um tom de castanho escuro que combinava com seu olhar sedutor. Apesar de ser uma mulher linda, ela era também muito tímida. Quando não estava com Tom, ela não estava com mais ninguém. Na faculdade, recusava convites dos mais diversos tipos para ficar em casa e estudar.

Enfim, com muito esforço, ela conseguiu se formar na faculdade e a família de Tom resolveu fazer uma grande festa para comemorar.

- parabéns, Lee. Você sempre foi mais inteligente que eu.

- ainda bem que você reconhece. Se não fosse por mim, você não teria nem passado da 3ª série.

- linda e tão modesta. – ele riu, tirando uma mecha de cabelo que estava no rosto dela.

Lee não reclamou dessa vez. Estava tão feliz por ter conseguido que resolveu aceitar a ironia de Tom como um elogio.

Amy ficou muito feliz por Lee que até mandou comprar o melhor buffet para a festa em sua casa. Como Lee não era muito social na faculdade, Tom teve que chamar alguns dos seus amigos para a comemoração. Todos em geral adoravam Lee e nunca nem ao menos tentaram chamá-la pra sair. No fundo ela suspeitava de que Tom tinha uma grande influência nisso. Ele odiaria ver sua ‘irmãzinha’ sendo agarrada por um dos seus melhores amigos.

- e aí, meus parabéns! – era o que ela mais ouviu na festa vindo dos amigos de Tom. Nada mais do que isso.

No meio da festa, Tom apareceu eufórico e carregou Lee para uma parte da casa onde não havia tanto barulho e eles poderiam conversar.

- o que foi, Tom? Por que tanta euforia?

- acabei de receber uma ligação.

- e....?

- eu fui chamado para fazer um teste para o seriado “Love Is The Reason”, não é o máximo?

- sério????? Que máximo! Meus parabéns! Você conseguiu! Você vai ser um ator de TV!

- é, parece que sim. – ele ficou corado e ela o abraçou forte.

O abraço durou mais do que o esperado e sem graça, os dois se separaram.

- eu vou logo contar pra minha mãe.

- é, ela vai ficar muito contente. – Lee tentou fazer a situação ficar confortável.

Tom ficou um tempo ainda parado e depois saiu apressado.

- o que foi isso? – ela pensou confusa.