A Noite passou mais devagar do que nunca, sentia o ar úmido do chão e o frio chegou. Mesmo sendo verão eu me arrepiei, acho que é pelo fato de estar muitos metros abaixo do chão. Minhas costas doíam demais. Por sorte tinha colocado em minha mochila uma lanterna. Quando liguei ela iluminei minha perna estava sangrando. Quando fui iluminar o buraco, para minha sorte a pilha acabou e eu voltei a estar na totalmente escuridão. Meus pés doíam, minha cabeça latejava, e concerteza deveria ter quebrado minha coluna com o impacto do tombo. A noite seria muito longa, e nessa hora não deveriam nem ter sentido a minha falta. Me arrastei para um canto do buraco e escorei minhas costas naquela terra molhada. Comecei a pensar como faria para sair dali, ou melhor se eu conseguisse sair. Estava com tanta dor que acabei caindo no sono. Acordei muito tempo depois estava com sede procurei minha mochila com os pés pois não consegui me mexer. Puxei ela perto de mim e sequei minha garrafinha com um gole só. Voltei a me recostar na parede do buraco. Não consegui mais pegar no sono.
Me virei de um lado ao outro, mas meu corpo inteiro doía.
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