Caro Professor Aronnax…
Enquanto teve o professor Aronnax como hóspede — prisioneiro, ele admitia — no submarino, conversaram em inglês, em francês e até em latim. Curiosamente, a mensagem endereçada ao quase-amigo estava no único idioma que ele não conhecia. Não era importante. A falta de lhaneza nos riscos feitos de tinta de lula, porém, era um impasse maior para a compreensão do que o idioma em que escrevia.
Preciso confessar verdades difíceis. Ninguém lerá isso além de mim, nem mesmo você. Mas deixe-me contar algo para a memória que tenho sua, e talvez assim você me salve como antes eu lhe salvei.
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