Tempo. Horas. Dias. Havia se passado um longo período desde a tragédia. Vazio. Sem rumo. Confuso. Sua razão para viver estava morto. Liberdade. Poderia fazer o que bem entender a partir de agora. Incerteza. Deveria mesmo seguir do frente? Dúvida. Confusão. Havia uma nova oportunidade para a sua vida. À sua frente, à sua volta. O tempo todo ao redor dele. Respire. Pense. Gratidão. Ela havia sido-lhe fiel, havia encoberto seus assassinatos. Tortas. Comida. Gente, pessoas. Uma gargalhada. Ela era uma maravilha sangrenta. Praticidade eminente. Inteligente. Um meio sorriso. E muito bonita, com certeza. Era silêncio, enlouquecedor. Mas por dentro, barulho. Ensurdecedor e igualmente ensandecedor. Deveria aproveitar, então? Sim. Ele não era burro.
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