Seguir o caminho para o que deveria ser uma cidade foi de fato uma complicação para mim já que não fazia a menor ideia de para onde ia, mas a essa altura qualquer lugar era melhor do que dentro daquela cabana com aquela garota. Havia alguma coisa estranha nela só não sei dizer o que.
Dava passos largos enquanto fechava minha capa para não correr o risco de pegar um resfriado. Pelo menos logo estaria de novo em casa sentada em frente a uma lareira quentinha tomando uma xicara enorme de chocolate quente e escutando as historia de meu tio, já posso escutar meu pai o censurando, mas ele prosseguindo mesmo assim. Acho que nunca percebi de verdade o quão perfeita é minha família, mas isso não se torna relevante agora. Só precisava achar meu caminho e entrar em casa.
–Oliver... –juro que o vento havia sussurrado o meu nome. Talvez seja apenas alguma alucinação por conta do sono.
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