Quebrando Limites
Prólogo — Primeiro Mistério
A primeira pergunta do dia o estava perseguindo, não era possível. Por mais que tentasse se distrair aquela coisa lhe voltava à mente. Estava curiosamente indignado, perdido numa dúvida aparentemente sem resposta.
Não era a pergunta que estava sem resposta, isso não teria como, porque ela não tinha o complemento necessário. Era o como aquilo tinha chego até ele. Sem avisar... Sem nenhum remetente, sem assunto, só uma pergunta. Tamanho da fonte 24, cor preta:
Por quê?
Não existia tortura maior que a impossibilidade de saber. Saber seja lá o que fosse, não saber o resultado, desconhecer o breve futuro da próxima escolha. E as próprias consequências.
Ele se encontrou sem coragem de arriscar. Não sabia qual o petisco, se iria valer a pena... mesmo que sua curiosidade ficasse mais atiçada a cada segundo, a cada ideia louca que tomava sua cabeça, tinha um pé que ficava para trás. Tinha vontade de contar para algum amigo, perguntar o que ele achava do negócio, mas claro que iria parecer paranoico demais. O que se faz quando algo acontece e não sabemos como reagir? Esperar. Se você tiver paciência.
Provavelmente nessa nem Ben o entenderia.
Tom não sabia esperar. Sua curiosidade o fizera abrir o email logo quando o viu, mesmo estranhando o espaço branco no "De:" da mensagem. Poderia pensar em como um email estava atingindo-o tanto? Definitivamente não parece algo tão normal.

