O pequeno garoto se encontrava tremendo e contendo seus soluços com as duas mãos na boca, em baixo de sua cama, sendo obrigado a assistir sua mãe sendo levada para longe de si por um soldado. Sua mãe havia lhe prometido que voltaria para ele. Para que o guarda não encontrasse lzuku, ela se sacrificou, as mulheres mais belas da vila eram levadas e estrupadas, e quando os soldados estavam satisfeitos, eram mortas.

Alguns minutos já haviam passado, o pequeno continuava em sua mesma posição, a ausência da sua mãe aumentava seu tormento, pois agora ela não estava mais lá para lhe confortar eo distrair dos maus sons.

Dos gritos altos e desesperados dos camponeses, o relinchar dos cavalos e seus trotes, o som das lâminas afiadas das espadas dos soldados que perfuravam o corpo dos camponeses, que logo em seguida davam origem a um novo som, o barulho de corpos se encontrando ao chão.

Quando acordou os soldados já não estavam mais presentes, assim como sua mãe, mas deixaram uma grande marca de que estiveram ali, haviam corpos espalhados por todos os cantos, e parte destes corpos foram reconhecidos peldo garoto, já que sua vila era pequena e todosse conheciam. Enquanto caminhava entre os corpos a procura de alguém vivo, nomades acharam Midoriya como último sobrevivente.

E agora 13 anos depois, o pequeno garoto Midoriya lzuku, agora não mais tão pequeno, com seus 19 anos, já acostumado a vida nomade. No total eles eram em quatro. Mitsuki e Masaru com seu filho Katsuki e "Deku", o modo que Izuku foi apelidado pelo filho do casal, acabou por se tornar seu apelido oficial naquela família.

Deku e Kacchan, (o modo que o menor o apelidou em resposta a seu apelido), a diferença de idades deles era de apenas alguns meses, eles eram bons amigos apar das diferentes personalidades, no começo Katsuki provocava lzuku, e a relação deles era um tanto pertubada, mas com o tempo se acostumaram um ao outro, podiam até serem considerados irmãos. Apesar das diferentes personalidades.

Izuku era feliz ao lado daquela família de nomades, eles tinham um estilo meio selvagem, Mitsuki e Masaru ensinavam os dois desde que eranm pequenos métodos de caça, combate, e até métodos medicinais. Pois por viverem em um estilo individual não poderiam depender de ninguém além deles mesmos.

Katsuki era o melhor no combate caça, apesar da determinação de lzuku fazer com que não ficasse muito para trás izuku sempre se esforçava demasiado, não queria ficar para trás, não por causa de uma rivalidade boba mas sim por que queria proteger as pessoas com que se importava, tinha medo de perder tudo novamente. Tinha raiva das pessoas pessoas que levaram sua mãe dele, gostaria que Endeavor explodisse, o rei das chamas do reino inimigo, que iniciou uma guerra por território.

A guerra no momento estava em um intervalo de 9 anos, intervalos assim já aconteceram mais vezes no passado, já que a guerra de Endeavor por território era algo de bem antes do nascimento de lzuku, Endeavor devia estar a criar um plano para a próxima vez que agiria.

O sardento esverdeado estava agora ao lado de Katsuki andando pela floresta, haviam saído para caçar juntos, os dois seguravam em seus ombros um servo, Katsuki tinha em seus ombros a parte da frente, enquanto deku carregava a traseira.

— Ei, Kacchan... já sabe o que vai fazer quando for embora?

Mitsuki nasceu e viveu como uma nômade, e quando fez 20 anos se separou dos pais e seguiu sua própria vida, seus pais diziam que era importante encontrar o próprio caminho, Mitsuki conheceu Masaru e passaram a viver juntos, decidiu que seguiria a ideologia dos pais. Katsuki estava perto de completar seus 20.

—Se concentra em carregar a porra da bunda desse servo.- Katsuki ao ver a cara de descontamento do verdinho, ao mesmo tempo que preocupada, deu um longo suspiro e decidiu responder — lhe Quando eu sair de perto dos velhos eu vou fazer o que eu quiser, sem regras, sem horários, eu vou arrebentar a cara das pessoas, encontrar coisas fodidamente incríveis, como dragões, e vou ser o melhor nisso. Eu vou ser verdadeiramente livre.

Deku se atreve a rir.

—ESTÁ ME SUBESTIMANDO? QUER BRIGAR? DEKU DE MERDA!!

—Aa-ah... n-não! Eu só achei que é a sua cara!-Disse um pouco agitado. Movendo seu rosto de forma negativa freneticamente.

—Tsk... foda se — Disse enquanto revirava seus olhos. -Vamos logo.

—S-sim!!

O Esverdeado decidiu sair de seus devaneios e se concentrar na missão de levar o servo até a pequena cabana que haviam montado para aquela semana.

E quando o vento soprou seus cabelos esverdeados, e um enorme calafrio percorreu seu corpo, sentiu o peso das novas aventuras que estariam por vir.

~Continua~

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