O começo do fim para mim foi no ano de 1969, quando não consegui mais esconder meus sentimentos de Andrômeda. Tudo começou no Natal, ela ficou em Hogwarts por sua família se sentir boa demais para comemorar um feriado trouxa e eu fui para casa. Não queria deixá-la sozinha no feriado, sentia um aperto no peito por isso, entretanto não havia nada que eu pudesse fazer.
Quando cheguei em casa, mamãe me disse para ir até a Borgin & Burkes porque papai estava lá e queria falar comigo. Eu detestava aquela loja e quase tudo que existia na Travessa do Tranco, sentia nojo da maioria de artefatos vendidos naqueles lugares. Sempre que ia lá – o que acontecia no máximo duas vezes por ano – eu tentava destruir alguns objetos ligados à magia das trevas, a fim de não deixar que fossem comercializá-los.
A loja estava com a fachada limpa e bem cuidada, como meu pai e seu sócio sempre gostavam de conservar, fazendo com que fosse possível visualizar o interior. Havia um bruxo mascarado comprando algo e meu pai estava no caixa analisando um saco de moedas. Não esperando o cliente ir embora – como meus pais sempre pediam – adentrei a loja e fui recebido com três varinhas apontadas em minha direção.
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