Desde a transformação para o novo “eu”, nunca mais vi o rosto de ninguém conhecido. Embora me lembre claramente do rosto de cada um deles, me pergunto se algum deles seria capaz de ver através deste rosto que possuo: ver através de mim.
Talvez a resposta para isso seja um simples “não”, e talvez pensar dessa forma seja o mais coerente a se fazer. Mesmo assim não consigo evitar.
No dia que seguiu após o evento com a síndica, a encontrei pelo condomínio. Ela se sentiu tão envergonhada que mudou o caminho, indo para outra direção. Talvez seja melhor assim: ela no canto dela, eu no meu. Assim evitamos maiores complicações, pois, como já relatei antes, posso ceder facilmente a seus encantos, e assim talvez não responda por mim.
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