Helena ficou em silêncio por um momento, as palavras de Jonah ecoando em sua mente como um mantra desconcertante. Ela sentiu uma leve pressão no peito, como se as palavras dele tivessem tocado exatamente no ponto mais sensível, aquele lugar que ela tentava ignorar. Ela se afastou um pouco, tentando encontrar algo para se apoiar. O gelo, frio e imutável sob seus pés, parecia a única coisa sólida no momento.
“Eu... eu não sei,” ela disse finalmente, a voz um pouco tremida. “Eu quero ir para o campeonato. Eu... preciso ir. Mas sempre que penso nisso, vejo tudo o que posso falhar. A pressão de ser perfeita... de não errar.” Ela passou as mãos pelo rosto, afastando os fios de cabelo que insistiam em cair sobre seus olhos. “Eu me sinto... não sei, como se estivesse à beira de cair, e por mais que eu tente, nunca parece ser o suficiente.”
Jonah a observou, como se estivesse esperando aquelas palavras, como se soubesse que a conversa tomaria esse rumo. Ele deu um passo atrás, permitindo que ela respirasse um pouco mais, mas seus olhos ainda estavam fixos nela, atentos a cada gesto, a cada expressão que ela fazia. Era como se ele entendesse o dilema dela sem a necessidade de mais explicações.
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