“A madeira entende você, Muramasa. Se for amigo dela, vai saber o que quer, o que sente, o que precisa.”
As palavras do pai do garotinho soavam claras em sua memória enquanto encarava o pedaço de tronco em suas mãos. Entender. Era disso que precisava agora... Alguém que o entendesse.
Muramasa tinha tudo pra ser um centro das atenções imediato. Nem um pouco parecido com o pai, tinha a pele negra lustrosa, os cabelos brancos, e a estrutura física grande demais para uma criança de quatro anos. Puxara completamente a aparência da mãe, até seus olhos esverdeados, como se tivesse nascido apenas dela, e agora que começava a crescer, estava cada vez mais parecido. Mas Muramasa sempre passava despercebido apesar disso.
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