The Gothic RomanceCapítulo 1 A Gothic Romance
A neblina tomava todo aquele ardoroso local, que era frio como as sombras, mas queimava como o inferno: esses eram os adjetivos daquele local. Hell\'s Hill: um lugar que conseguia contar por si só sua histórias de desgraças, violentações, e tudo de mais terrível que pode ser feito a um ser humano em vida, e aquele era meu lugar preferido. Sempre estive lá, a espera de alguém que nunca apareceu, a espera da pessoa que me faria um assassino, mais alguém a sujar o nome sangrento daquela montanha. Esse sou eu: um psicopata, louco por sangue, doente pela morte.
[ Minueto a noite em um castelo perto do mar
Uma jóia mais radiante que a lua
Abaixou sua máscara para mim
A mais sublime criatura dos deuses, cheia de fogo
Gostaria de maravilhar-se criando sua Rainha
Inspirando o ar com sua fragrante luxúria
E meu coração balançou com poesias ameaçadoras]
Eis que do alto do ponto mais iluminado surgira, tão bela quanto um assassinato em dia de lua cheia; seus olhos pecaminosos e pele dilacerada pelas cicatrizes que contavam a história de seu passado doentio. Podia sentir o fogo que jorrava de sua áurea demoníaca. Era ela: a meretriz maldita que viera a meu encontro; a bastarda de Satã que ouviu meu chamado de morte.
[ Da graça eu me apaixonei por Ela
Perfumada e traiçoeira isca
E olhos silvestres de jade que acompanharam no mais impuro
Erótico, fantasias carregadas entre esta noite quente de outono]
Quanto mais ouvia seus gritos de dor e prazer, mais prazeroso se tornava aquele ato selvagem de violentação que arcava contra ela; enquanto rasgava-a por dentro, podia ver em seus olhos o prazer que toda aquela dor lhe concebia: seus olhos saltavam implorando-me por mais.
[ Mas o néctar envenenado dentro de minha revolta
O desejo se aquece e mórbido propósito a procurar
Até o fim cortinas cobertas de teias para onde ela desmaiou
Deusa do cemitério, da tempestade e da lua
Na impecável beleza fatal de seu rosto constrangido
Visões de um paraíso onde fantasmas acompanham desumanos
Para tristeza a perda de deus no mais negro veludo
Inscrito em suas quedas como uma veloz silhueta]
Lembro-me de cada detalhe daquela noite: desde o momento em que a vi, até o momento em que peguei-me dilacerando-a por completo com minhas próprias mãos; apertando cada suspiro de vida daquela alma pecaminosa; seu sangue escorria e alimentáva-me como o néctar dos Deuses; sua cabeça rolou montanha abaixo, fixando-me com aqueles olhos que a gelidez da morte consumiam, até finalmente sumir entre as trevas, e espírito negro subiu até os céus cobrindo-o com sua vermelhidão gótica; sentei-me a observar aquele belo ritual de morte, quando seu espírito enfeitiçou-me, e, automaticamente, comecei a segui-lo. Fui andando em sua direção enquanto era puxado morros a fora; percebi, então, sua armadilha cruel quando vi meus pés sem alcance de terra. Caí abismo abaixo, e antes mesmo que pudesse ser ferozmente estatelado naquele chão rochoso que me aguardava, ela veio e celou-me com seu beijo frio, levando-me à morte, antes que pudesse sentir meu corpo ser dilacerado junto a minha consciência obscurecida.
\"Fugitiva, assombrada
Tu és particular para o meu pecado
Segredos mortos, que tu gostaria de impor
O cruel crepúsculo da manhã sobre minha pele?
Tu não quis me venerar
Com sacrifico sanguinário
Então meu cu poderá repelir contra vosso beijo
e lamentar com a nova vida?\"
-Fim-
