The Girl In The Hat
The Girl In The Hat
Capítulo 13 min de lectura

Injustiça

Ela acabará de levantar ao som de um rock dos nos 90 que tocava em seu rádio velho. Ela se levantou disposta a viver mesmo com sua vida estando uma droga. Ela vai até o fundo da casa e toma um banho de caneca, coloca um vestido velho e um sapato que já começava a apertar seus pés fracos. Ela come o pouco do pão que sobrará do dia anterior. Com seu chapéu, ela sai de casa e caminha pela cidade. Parecia mais uma menina de 17 anos como as outras, indo para o salão ou para onde as meninas de sua idade iam. Mas não, ela caminhava com um objetivo diferente, o de sobrevivência. Ela chega a uma das ruas mais movimentadas e começa a pedir esmola com seu chapéu velho. Alguns a julgavam mal, ‘’um menina de boa aparência pedindo esmola¿ Só pode ser interesseira. ’’ Sim, existem muitas pessoas interesseiras nesse mundo, mas aquela menina não era uma delas. Sim, ela estava com boa aparência, mas as pessoas que a julgavam não percebiam os detalhes dessa ‘’aparência’’. O estado em que estavam os seus trajes ou o brilho de seus olhos eram talvez a razão que fizera certas pessoas lhe darem esmola. No final da tarde, ela conseguiu um pouco mais de dinheiro do que o normal. 20 reais. Pode ser pouco para muitos, mas felizmente, ela aprendeu a viver com pouco e às vezes, com nada. Ela comprou um chinelo de 10 reais e com o resto do dinheiro, comida e água. Ela caminhava de volta para a casa abandonada onde morava feliz por seus pés não doerem mais com o sapato velho e de ter comida para o suficiente para até mesmo dois dias. Ela já estava quase chegando ao seu destino no final da tarde, quando um carro parou na esquina que ela cruzava. Ela tentou correr, mas quando viu, já estava no carro com dois homens a segurando. Ela começou a perguntar desesperada quem eles eram e o que queriam dela. Um dos homens tampou sua boca com uma das mãos enquanto o outro via o que tinha na sua sacola. Eles comeram toda a sua comida e 10 minutos depois, o carro parou. Um deles á levou para fora e a colocou na parede que estava de frente pro carro. Era um beco sem saída iluminado por aqueles faróis. Todos eles saíram e ficaram na frente do carro. Ela disse ‘’por que fazem isso comigo¿ o que querem de mim¿’’ Mas de nada adiantou. Um deles fez um sinal com a mão e os outros dois tiraram uma arma de seus bolsos. Ela ficou apavorada e começou a gritar novamente ‘’ o que querem de mim’’. Eles somente a olharam e esperaram que ela se calasse. Depois que isso ocorreu, sem do nem piedade, os dois puxaram o gatilho. Todos eles se voltaram para o carro e saíram de lá. Agora já era tarde, com duas balas de prata em seu peito, seu ultimo suspiro já se fora. Seu espírito foi pro julgamento com á duvida que ainda tinha quando estava vivo no seu corpo ‘’por que comigo¿’’. Posso alegar que essa ñ era uma duvida que só ela tinha, pois também tenho–a até hoje. Uma menina indefesa que não causava mal algum a sociedade. Só sei que agora, o seu espírito circula pelo céu á noite se fazendo a mesma pergunta de sempre, embora seja tarde.

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