Sell Me Candy Outtakes
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Capítulo 114 min de lectura

Outtake I

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Outtake I – Capítulo 13

Deixar o quarto de Helena nunca tinha sido tão difícil. Era muito mais confortável que eu ficasse lá, embalando-a e tentando fingir que tudo daria certo. Insano, eu sei. Porque na verdade eu não sabia, eu não raciocinava.

Eu estava certo de duas coisas. Primeiro: havia uma força em minhas pernas que me impedia de dar passos na direção do meu quarto, me impedia de levar o papo sério que eu devia levar com Leah. Essa força me dizia que não tinha problema. Que eu podia ir dormir no quarto de hóspedes sossegado porque, quando eu acordasse, ela estaria lá e aceitaria numa boa.

E a segunda: Leah não estaria lá, não pela manhã. Não se eu não falasse. Eu precisava falar.

E o problema maior era que eu sabia. Sabia que a segunda opção era correta, mas eu não tinha forças para obedecê-la. É o que acontece quando se passa a vida toda sob uma maldição. Você fica sujeito cedo ou tarde. Infelizmente, tanto para mim quando para Leah, minha hora foi tarde, depois de ter construído tanta coisa. Isso era injusto.

Encostei na parede do corredor, respirando com calma e pensando. Eu nunca gostei do fato de não tomar minhas decisões por mim mesmo. Eu gostava da liberdade de escolher qual cerveja tomar, qual roupa usar e quais lábios beijar – e com esse pensamento o rosto sorridente de Leah tomou minha mente.

Olhei para a porta do meu quarto, alguns passos à frente. Isso devia significar algo, não? O rosto de Leah, quero dizer, deve ter algum motivo para ele aparecer.

Considerei. Nessie era uma garota muito bonita, com uma presença e personalidade fortes. Até demais, pensei. Ela tinha algumas características que eu não sabia de quem foram herdadas. Determinação era com certeza de Bella, mas a frieza... Ela era impiedosa e isso não era algo que se pudesse esperar de um Cullen.

Pareceu engraçado quando eu coloquei as duas assim, lado a lado, mas elas eram um bocado parecidas. O que eu digo é... Pensando friamente, Leah também é de personalidade marcante, presença. Ela também sabe lidar com os acontecimentos com uma dureza inacreditável. Mas não dessa vez. E eu só a tinha visto vulnerável assim com Sam, anos atrás.

Não precisei pensar muito pra entender o porquê. Leah não sabe lidar com essa situação. O fato do imprint ter atrapalhado seu relacionamento amoroso mais uma vez... isso deve ser duplamente horrível. Isso faz minhas pernas se mexerem.

Eu precisava resolver essa situação e eu não tinha IDEIA de como. Mas eu estava fazendo minhas pernas se moverem, elas iam sem mover. Elas precisavam. Elas iam. E com essa certeza dei dois passos na direção da porta.

Uma dor lancinante quase me puxou de volta para onde eu estava, como se cordas tivessem me laçado. Embaçou meus olhos com algumas lágrimas. Eu não queria aquilo.

Encarei a porta novamente respirando compassado. Eu não queria aquilo – pensei. Eu queria – endireitei o corpo – domínio – levantei a perna direita – sob o MEU corpo – pousei-a pouco a frente. Era um passo. Faltavam três.

Precisei repetir esse pensamento mais três vezes para chegar até a porta, mas não funcionou direito quando tentei alcançar a maçaneta. Fechei os olhos, respirando fundo. Eu podia fazer isso — abrir uma porta. Mas meu braço não se moveu quando eu tentei levantá-lo novamente. Abri os olhos frustrado. DROGA, eu QUERO fazer isso. Eu quero entrar, eu quero falar com Leah, eu quero...

Estendi o braço mais uma vez e ele não foi. Num segundo de fúria, puxei meu braço para cima, como se estivesse me desvencilhando de um aperto e com surpresa quase pude ouvir o som da corda se soltando.

Ainda chocado, movi meu braço algumas vezes antes de pegar na maçaneta. Desconfiado, olhei para trás quase para tentar confirmar que o cabo estava solto mesmo e girei a maçaneta, abrindo a porta.

E se eu achava que tudo era surpreendente de mais para mim, me enganei.

Leah estava no quarto, obviamente. Mas não era o que chocava. Ela estava fazendo as malas e isso eu não era nem isso que me chocava. Ela não parou, nem me olhou e isso também não era o que me chocava.

O que me chocava era a batalha que se travava em minha cabeça. Gritos ininteligíveis, desesperados. E cabos me puxando, tentando me tragar para longe dali.

Precisei de vinte segundos para distinguir as vozes. Leah já tinha desistido, elas diziam, eu não precisava mais lutar por ela ou querê-la. Eu podia virar as costas e ir embora com tranquilidade, porque ela mesma estava indo. Eu podia seguir os cabos numa boa e...

Não – pensei. Não, eu não podia. Eu tinha que ficar e lutar.

Nunca deixei uma batalha para trás, não era agora que...

Mas ela estava indo, tentando ir. Quer dizer, para que servem as malas se não isso? Deixar Helena e eu sozinhos e dar o fora.

Não, não sozinhos. Tinha a Nessie, eu ficaria com ela.

Mas... Mas... Chacoalhei a cabeça internamente, colocando as ideias no lugar. Eu havia levado um minuto inteiro para entender o que acontecia à minha frente e tive que piscar fortemente para compreender a cena por completo. Leah estava fazendo as malas – percebi de verdade -, ela estava se aprontando para partir.

Não.

Me movi entorpecido, fechando a porta e parando na frente dela. Ela nem ao menos me olhou – de novo.

-Ta fazendo o quê?

-Não é óbvio? — Sua voz estava carregada de desgosto e dor, mas mesmo assim eu me senti muito bem em ouví-la — Vou embora pela manhã, antes da Helena acordar.

Franzi a testa.

-Não vai não. — Afirmei.

A mala. Eu precisava desfazer a mala. Comecei a tirar tudo que ela já havia colocado. Leah não se interrompeu por isso.

-Claro que vou. — Rebateu decidida.

Se Leah se fosse, o que mais eu teria? Nessie? Não.

-Não. Você não pode ir.

Leah continuou me ignorando. Queria ver até quando ela seguiria com isso, mas algo tilintou em minha cabeça. Ignorar era o que eu vinha fazendo com ela há algum tempo. Mesmo que eu não quisesse desde o início e fingisse que estava tudo bem, não era o que realmente estava acontecendo. Nada estava bem. Eu não podia deixar que ela fosse embora, eu simplesmente não podia deixá-la ir.

Eu precisava da Leah mais do que qualquer outra coisa. Eu precisava que meus cabos me ligassem a ela. Eu precisava tocá-la e sentí-la. Eu precisava não me frear e eu precisava agora.

Decidindo por não pensar no que fazia, fechei a mala e segurei seus pulsos para que ela parasse. Eu não queria levar essa bagunça nenhum segundo a mais.

-Não Leah.

Pela primeira vez desde que eu entrara no quarto, ela me encarou. Surpresa, lágrimas e dor em seus olhos. Nem um pingo de dúvida nas suas certezas.

-Pra quê? — Perguntou — Pra viver tudo outra vez? Ver novamente o homem que eu amo indo embora com outra? Eu não posso, Jake. Não posso ter tudo isso diante dos meus olhos novamente.

Eu estava processando tudo com uma lentidão pouco comum, mas estava fazendo bem. Dessa forma eu conseguia entender o que realmente movia cada uma das ações. As minhas e as dela. Dessa forma eu conseguia decidir.

-Você não vai — Eu disse decidido, soltando-a — tem razão, não pode e não vai.

Ela baixou os olhos para a mala e pegou uma roupa que eu tinha jogado no chão.

-E, então deixe-me terminar... EI!

Agi por impulso novamente, me esforçando em não pensar, e segurei seu braço com força. Nenhum segundo a mais.

-Leah, eu já falei que não. Só me escute, ok? Depois você faz o que quiser.

Se ela me escutasse... Eu tinha certeza que podia fazer as coisas mudarem, ter minha vida de volta. Mas eu não seria capaz de fazê-lo sozinho. Precisava dela e ela precisava saber disso para não ir embora.

Então, quando seus olhos fixaram nos meus, eu comecei a falar, eu disse tudo. E a cada palavra eu rezava para que desse certo, pra que ela ouvisse. Cada palavra vinha do fundo do meu coração e eu tinha que dizê-las de uma vez, para que elas não parassem de sair.

E a cada palavra eu ia realizando de que tudo que eu dizia era tão real, tão absoluto. Eu passara os últimos dois meses me enganando, mas não era sobre o imprint. Era sobre Leah. Porque eu era completamente capaz de viver sem Renesmee, eu sempre soube. Mas sem Leah... Sem Leah não havia Jacob. Sem Leah eu era uma pessoa... vazia.

-Preciso de você, Leah, é a minha vez.

Ela balançou a cabeça. Fiquei preocupado em, na ânsia de colocar tudo para fora, ela não ter entendido o que eu dissera.

-De quê? — Perguntou sem voz.

Era minha chance, eu não deixaria passar. Tinha uma alegria crescendo em meu peito, dizendo que estava funcionando para nós dois. Aproximei-me dela.

-Há sete anos você veio até mim cheia de sinceridade me fazer um pedido. Me pediu para que eu a ajudasse a vencer as lendas dessa tribo, para ter a chance de novamente viver uma vida normal. — Ela balançou a cabeça que sim — Agora sou eu quem está pedindo, Leah — Minha voz tremeu, Leah me deixava vulnerável à ela — Leah... Por favor. — Pedi — Por favor, não vai embora. Eu preciso de você, eu escolho você. Pela minha saúde mental, pela Helena, pelo que nós construímos juntos. Mas principalmente pelo que está por vir. É pra você que eu fui feito, não para ela. Lee, eu estou implorando: fica. Porque com você eu sei que funciona, eu quero que funcione. Já fizemos isso antes. Nós já vencemos as lendas uma vez e nós vamos vencer de novo. Mas não dou conta sem você, Leah, porque eu te amo mais que tudo, pelo amor de Deus, fala alguma coisa.

Soltei-a, passando as mãos no cabelo num gesto nervoso. Já não sabia mais nada naquele ponto, nem sabia o que achar de nada. Leah respirou fundo. Acho que ela estava sem respirar há algum tempo.

-Você quer... — Começou, claramente não sabendo o que falar. — Como? Ninguém...

Aquela pergunta era facil de responder. Sorri.

-Ninguém realmente desejou ficar livre da impressão como eu desejo, Leah. Porque eu já tenho tudo que eu preciso bem aqui. — Falei baixo. Um soluço escapou de seu peito.

-Mas a pirralha...

-A pirralha, — interrompi com firmeza, me aproximando novamente — Como você bem sabe, é maluca. Não creio que ela esteja mesmo disposta a ficar comigo mais do que eu queira estar com ela, entende? — Ela balançou a cabeça que sim. Bom sinal — Leah...

Ela suspirou, se aproximando de mim e segurando minha camisa. Sussurrou meu nome, me deixando completamente feliz de ouví-lo. Aconchegante – era como soava -, e passei os dedos em seu lindo rosto, fazendo-a fechar os olhos por alguns segundos. Mas ela não tinha me respondido.

-Você me ajuda? — Perguntei e ela abriu os olhos.

Não parecia que ela queria falar. Na verdade, nem eu. Eu só queria sentir aquele momento como ele era: cruamente, quase selvagem. Ela apertou os dedos em minha camisa, respirando profundamente, subiu em seus pés e me beijou.

No inicio foi estranho. Como se eu a estivesse beijando pela primeira vez. Como na primeira vez. Com o segundo selinho, as peças em minha cabeça finalmente encaixaram. Eu podia ter certeza de que os cabos não me impediriam de fazer nada. Eu poderia fazer qualquer coisa.

Eu poderia fazer qualquer coisa.

Então, sem titubear, puxei-a para mim com toda a vontade e saudade que estavam guardadas dentro do meu peito. Ela imediatamente retribuiu, se enroscando em mim. Despi-a ao mesmo tempo que ela me despia e não demorou muito para que estivéssemos na cama, um no outro, nos tocando, nos sentindo, nos amando.

E isso era saudável e muito bom.

Quando acabou, Leah estava chorando, mas com outro brilho nos olhos. Eu já tinha visto isso antes.

-Jake... — Chamou.

-Sim?

-O que mudou?

Sorri e enxuguei uma de suas lágrimas enquanto respondia.

-Eu só consigo te amar mais. Não tem como. Eu só consigo te amar mais.

Leah segurou meu rosto sorrindo e beijou.

-Eu te amo. — Sussurrou de volta.

Ela é tudo que eu quero ter.

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N/A: Aew o/ q

Eu to aqui ouvindo The Runaways, então não to raciocinando direito. Q rsrsrsrs

Bom, espero que tenham lido e gostado de ter essa parte explicada. E claro, que tenha sido explicado, né? Q

Por favor, comentem, eu vivo de comentários ._. Q

I am like Tinkerbel, I need the claps to live D; qn ~~apagar

Enfim, logo que eu não tiver trabalhos pra fazer eu volto a me dedicar à fic, ok? JURO ._. Principalmente agora que ta acabando ._. Só escrevi esse outtake porque a idéia me veio em 5 minutos de loucura e eu escrevi em uma sentada.

Bom, é isso.

Comentem me contando o que acharam, ok? ._. Preciso mesmo saber.

Até mais ;D

B

N/B: Ele é tudo que eu quero ! Me arruma um assim ? IOASIOASOIASIO

Enfim, já mandei parar de usar o F7 By, peloamor.

Como sempre, lindo e blá blá blá, cade mais ?