Parallel universe
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Capítulo 18 min de lectura

Capítulo 1 ( Capítulo Único) - Para Sempre

'Querido diário,

Sabe quando você é acordada por cinco garotas psicóticas e super animadas? Então, foi isso o que aconteceu comigo hoje de manhã.

Dessy, Quéz, Carla, Patty e Kath são minhas melhores amigas e eu as amo, mas elas sabem ser incrivelmente piradas as vezes. Opa, eu disse as vezes? Eu quis dizer sempre!

Mas... Acho que eu as entendo. Eu também sou meio pirada de vez em quando...'


– De vez em quando?! Você é a mais louca de nós seis Lari! – Comentou Dessy, que lia o que a amiga escrevia em seu diário. A arte de ler sobre o ombro, essa as seis dominavam.
– Dessy! Para de... – Larissa se virou e viu que todas as suas outras amigas acompanhavam a escrita silenciosamente. – Meninas! Não seria mais fácil se fosse um diário falado então?
– Ótima idéia! – Comentou Kath, sorrindo. Lari revirou os olhos e, com um feiticinho simples, encantou a pena para que ela escrevesse tudo o que Larissa ditasse.


‘ Bem, voltando ao assunto, vou terminar de contar meu maravilhoso dia. Depois de ser acordada por essas cinco malucas com gritos, almofadadas e afins, as garotas tacaram os presentes na minha cara. Sim, elas literalmente tacaram os presentes em mim. Menos Kath, que é muito delicada pra isso. Ela apenas se aproximou sorrindo e praticamente esfregou o pacote vermelho berrante na minha testa. Maluca.’

– Ei! – Reclamou Kath, com a expressão irritada.
– Cala a boca que o diário é meu. – Gritou Lari, quase estourando os tímpanos das garotas.

'Voltando ao ponto principal novamente... Depois de rasgar todos os embrulhos e ver os presentes, eu já havia perdoado as garotas por terem perturbado meu soninho lindo.

Dessy me deu uma miniatura de um pomo-de-ouro. Ê menina fanática por Quadribol!

Kath me deu uma caixinha de música que tocava Complicated em quinze línguas e diferentes. Tá, aquilo havia me seduzido.
Carla me deu um – olha só! – pato azul-claro de pelúcia que faz Quá-Quá quando você beija o bico dele. Tarado? Magina!

Patty me deu um vidrinho da poção da sorte, Felix Felicis. Não quero nem saber como ela conseguiu essa proeza.
Quéz me deu um coelho branco, macho, dentro de uma gaiolinha de prata. Ela deu a ideia de eu chamá-lo de Draco, mas simplesmente a ignorei, então ele ficou como Puck.
Depois de arrumar tudo do meu jeito e socar algumas coisas no baú, nós fomos nos arrumar. Passada quase uma hora, saímos, arrasando e seduzindo geral.
Descemos as escadas e eu recebi tantos parabéns que nem sei de quem eles vieram direito. Só me lembro de sair da Comunal após um abraço de Harry.
Pelos corredores de Hogwarts, meus amigos de outras casas me deram diversos parabéns também. Os que não sabiam de meu aniversário ouviam os outros e vinham parabenizar-me. Pensa, sou a diva da escola!
Chegamos ao Salão Principal para tomar café e mais uma multidão de alunos veio. Até alguns professores me deram parabéns! Eu comi bolo de chocolate com recheio de mousse de chocolate preto. Já estou revendo os quilinhos que eu tinha perdido!

Nós comemos, e comemos, e comemos até estufar. Alguns amigos sonserinos – que eram pouquérrimos – me deram um aceno de longe e eu apenas sorri. Onde estava ele?
Após o café-da-manhã barulhento pra caramba, as garotas começaram a se retirar. Todas tinham aula, menos eu. Que lindo!
Fiquei na mesa por mais alguns minutos e me levantei, iria dar uma volta nos jardins. Quando eu estava chegando à porta, senti uma mão fria segurar meu pulso e me puxar para trás. Ai meu pai, que horror! Pensa no medo! É dementador, é dementador!
Acabou que era apenas ele. Só a pessoa que eu mais queria ver naquele dia. Só a pessoa de quem eu sabia que teria o melhor abraço de todos. Sim, eu estou falando do meu namorado. Draco Malfoy. Ou ex-namorado, sei lá. Nós brigamos a algumas semanas e paramos de nos falar. Até hoje.
– O que você quer? – Perguntei me derretendo toda naqueles olhos azul-acinzentados. Por mais que eu tentasse, estava difícil disfarçar o amor que eu sentia por aquele idiota.
– Que você me dê atenção. – Respondeu, com aquela voz rouca e sedutora que quase me matou. Merlin, como ele era lindo!
– Eu não...
– Vamos para um lugar mais calmo... – Murmurou, me interrompendo, e saiu me arrastando.
Tipo, oi? Ele chega e me puxa?! Como assim produção?! Mas, é claro, eu não iria impedir. Ele era lindo demais para eu ter qualquer reação. E muito mais forte que eu, diga-se de passagem.
Quando eu vi, estávamos sentados nos jardins, em um lugar afastado, perto das flores mais coloridas. Depois de alguns instantes percebi que estava sentada em uma toalha felpuda e branca, que parecia uma toalha de piquenique versão chique Máster Power.
– O que?... – Comecei, mas Draco calou minha boca, fechando meus lábios com o dedo indicador.

Ele pareceu procurar nos bolsos algo, e retirou uma grande caixa de veludo preta. Eu fiquei nervosa. Muito nervosa. Draco me levantou, fez-me ficar de pé, e se ajoelhou.
Sabe quando seu coração para e volta, para e volta, para e volta? Então! Eu quase nem consegui respirar.
Draco abriu a caixa e eu arfei, perdendo a respiração outra vez. Um lindo colar prateado, com um delicado pingente em formato de coração brilhava lá dentro. Depois de alguns instantes, reparei que havia um fecho do lado esquerdo e um L gravado em sua superfície.
Um pouco embaixo, ainda na caixa, um anel prateado e com uma esmeralda brilhante se destacava ainda mais que o colar.
Ele percebeu minha expressão e riu, retirando o colar da caixa e se aproximando de mim. Claro que ele já havia ficado de pé, antes que alguma das meninas me corrija.
– Isso... –Murmurou, bem pertinho do meu pescoço, fazendo todos os pelinhos espalhados pelos meus braços se arrepiarem. – É como se fosse uma prova de meu amor por você. Dentro dele existe uma magia protetora que te protegerá nos tempos ruins.
Draco passou o colar pelo meu pescoço e fechou-o. Eu sabia do que ele estava falando. Haveria uma Guerra. Mas não quis pensar nisso.
Ele voltou para caixa e ajoelhou-se novamente, pegando o anel.
– Isso, é como prova de que te quero só para mim. – Draco pegou minha mão e colocou o anel em meu dedo, simbolizando algo mágico: compromisso. – Da partir de hoje, você é oficialmente minha namorada.
Agora eu não sabia mais o que era oxigênio. Eu estava tão feliz e tão tonta que, para mim, o mundo parecia feito de chocolate.
– Draco, eu...
– Espera. Tem mais um presente! – Disse ele, e levantando novamente e aproximando-se de mim.
– Qual é?
– Você é tão curiosa... – Sussurrou, rindo. – Vai descobrir em breve.

Draco se aproximou ainda mais de mim e me beijou. Um beijo calmo, doce, apaixonado e, olha só, super protetor. Por um instante pensei: Um beijo? Sério? Mas depois ele disse aquelas três palavrinhas que qualquer garota gostaria de ouvir. As três palavras que valiam mais que qualquer feitiço, qualquer presente. As três palavras que eu nunca sonhei ouvir dele.
– Eu te amo.
E esse foi, sem dúvida, o melhor aniversário de todos.’

– Ooooooooooownty! – Gritaram as cinco juntas, quase matando Larissa do coração.
Lari sorriu, levantou-se e foi ao banheiro. Umas duas horas depois, ela voltou, vestida para matar. Larissa estava linda. Magnífica.
– Com licença que eu tenho algo importante para fazer! – Disse, descendo as escadas.
É claro que nenhuma das garotas, que se auto-denominavam Abelhinhas, ficaria lá em cima sem ir investigar.
– Oi? Vocês vão junto com a minha pessoa? – Perguntou Lari, rindo.
– Somos uma família, temos que saber o que cada uma está fazendo... – Justificou-se Carla, e as outras apenas sorriram.
Lari ainda estava rindo quando chegou á porta do Salão Comunal. Por onde elas passavam arrancavam suspiros e risos. Suspiros por causa da Lari, e risos por causa das outras. Estavam todas de pijama.
Lari abriu a porta da Comunal e a imagem de um deus grego, lindo, delícia e sedutor apareceu ali. As outras cinco fizeram o maior esforço do mundo para não suspirar, e Lari pulou nos braços de Draco, que riu.
– Meninas. –Cumprimentou ele, com um leve sorriso, nada sedutor. Tipo, quem era ele e cadê aquele sorrisinho lindo?! Lari fez mudanças, com certeza.

As garotas sorriram e Patty, como sempre, deu um passo á frente. Ela podia ser maluca, mas era hiper-protetora.
– Onde vocês vão, o que vão fazer, que horas voltam e quais as suas intenções com nossa irmã?
Lari ficou mais vermelha que a bandeira da Grifinória. Sem brincadeira. Draco também ficou vermelho, mas nem tanto.
– Ahm, vamos á Torre de Astronomia, fazer um piquenique olhando as estrelas, voltamos cedo e... – Ele sorriu. – Eu amo sua irmã. Minha intenção é namorar com ela e, futuramente, me casar com ela.
Lari ficou ainda mais vermelha. Quase roxa, até.
– Ownt! – Murmurou Quéz, e as meninas riram ao ver Draco ficar sem-graça.
– Bem, vocês estão liberados. – Disse Patty.
– Mas escuta aqui. – Agora era a Dessy. – Se você quebrar o coração da Lari vai levar crucio de cinco.
– Se eu quebrar o coração da Lari, eu mesmo faço isso. – Disse ele, sorrindo.

Lari estava quieta, vermelha, quase explodindo e quase chorando de emoção.
– Podem ir. – Disse Carla, tentando puxar as ‘irmãs’ de volta para a Comunal.
Antes de entrarem, elas ouviram Draco dizer:
– Eu não estava brincando. Eu te amo e quero ficar com você. Para sempre.


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