Just A Little Help.
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Capítulo 14 min de lectura

One Shot – Melhor Agora?

Faziam horas que Stephen estava sentado naquela cadeira, tentando escrever seu nome. Estava ficando frustrado com isso, de todo o poder que tinha, havia uma coisa que ainda não podia fazer.

Tentou na primeira linha e o que conseguiu foi apenas “Ste” sendo que o resto sairá tremido, nas próximas oscilava, mas nunca conseguia terminar e já estava ficando desesperado. Já não conseguia fazer muita coisa e no ataque de Thanos o tal Fauce de Ébano, tudo havia piorado nessa parte por causa das agulhas que ele enfiara em suas mãos.

Com um suspiro, deixou os papéis em cima da mesinha e saiu emburrado para o banheiro. De longe Everett estava o observando e era triste ver o sofrimento do mago. Andou até a mesa onde Strange estava e observou a folha soltando um suspiro. Não sabia o por quê, mas havia horas que tinha grande empatia pelo mago.

Alguns minutos se passaram e o mago retornara ao mesmo lugar. Pegou a sua caneta que estava no mesmo lugar em cima da mesa e tentou e tentou mais uma vez. Parou dando uma boa olhada no papel descansando a caneta sobre a mesa, observou sua mão trêmula que estava segurando a caneta e franziu o cenho entristecido.

O secretário que havia ido tomar seu banho e agora voltava de um dos banheiros, vestido de maneira mais casual, observou o mago e revirou seus olhos o observando novamente. Ele havia folheado algumas folhas da pasta com a ficha do Strange, ele sabia do acidente que causou sua limitação e o fato do feiticeiro alienígena ter suas mãos com aquele tipo de agulha, não ajudou em nada. Ele sabia.

Strange suspirou abaixando a cabeça e deixando a mão descansando sobre o papel. Levantou a canhota, de modo que o cotovelo ficasse apoiado sobre a mesa e apoiasse a testa na mão. Aquilo era deprimente. Estava reconsiderando deixar aquilo de lado e ir dormir, até que tomou um pequeno susto ao sentir algo repousar sobre sua mão direita.

Cansado de observar de longe, Ross caminhou contra o Strange e parou atrás, colocando sua mão sobre a dele e o ajudou a escrever.

“Stephen Vincent Strange.”

O mago olhou perplexo para o nome escrito e depois para o secretário. Um rubor apoderou-se de suas bochechas.

— Melhor agora? – perguntou o menor perto de seu ouvido.

— Por que me ajudou? – sussurrou ainda sentindo a mão do agente sobre a sua e olhou em seu rosto.

O menor olhou para ele e deu um curto sorriso, franzindo o cenho em preocupação.

— Isso parece ser importante para você. – apertou levemente a mão trêmula do mago. – E mesmo que não seja do jeito que esperou, decidi dar uma ajudinha.

Stephen o encarou ouvindo o que ele falava e desviou o olhar para sua mão, que ainda estava coberta pela dele. Aquilo soava bem...

— Obrigado... – Strange sorriu voltando a olhar para o outro. Sabia que não iria conseguir mais fazer aquele ato simples. Esse era o preço a se pagar para ajudar a proteger o mundo. Tentava ainda apenas para se sentir melhor.

Como aconteceu alguns meses atrás quando em fim havia conseguido sozinho. Os devaneios voltaram a lhe atingir e ele se distraiu novamente.

Ross o encarou e suspirou.

— Por que não tenta mais uma vez? – o secretário sugeriu o tirando de seus devaneios.

— Mas eu... – Stephen soou alarmado.

— Eu não vou... – olhou para a mão trêmula do mago. – Apenas vou ser seu apoio. – Falou perto do ouvido do mago lhe dando apoio.

Strange assentiu sentindo arrepio e tentou. Aquilo não iria dar certo, era o que passava por sua cabeça.

Ao conseguir olhou de canto para Ross o vendo sorrir. Um sorriso curto brotou em seus lábios naturalmente, ele sentia-se bem.

— Obrigado... – agradeceu o mago.

— De nada. – sorriu docemente o secretário, beijando nos lábios do mago.

O feiticeiro assustou-se um pouco com isso, mas acabou cedendo a ele colocando umas das mãos no rosto dele.

Aos poucos o beijo foi sessando. Ambos se encararam, portando um pequeno sorriso em seus rostos.

— Melhor ir dormir um pouco.

O secretário falou sem ainda afastar-se do mago.

— Só se você for comigo.

O mago rebateu. Seu rosto ganhou um tom róseo, mas o outro acabou o acompanhando lhe acompanhando, fazendo carinho em suas costas.

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