Everything we couldn't seePrólogo
Com a lamparina em punhos, Emília olhou por entre os galhos e as folhagens, para o lugar onde ele estava, esperando-a com um raro sorriso. Céus, como ela gostava daquele sorriso! Não deveria, mas não conseguia evitar! Naquele momento, o luar prateado refletia placidamente nos cachos escuros do homem e nas águas calmas do riacho que cortava a propriedade. Emília já não saberia dizer qual imagem a fascinava mais. Se a dele, ou a da natureza... Ela sentiu um tremor e enxugou o suor de uma das mãos em seu casaco de duraque. O que diabos estava acontecendo com seu coração?

