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Cry Baby Theory

Kiner

Cry Baby Theory
Chapter 110 min read

Capítulo Único

Era uma vez, uma mulher ruiva, pálida e grávida, ela era esposa de um homem que trabalhava numa empresa de medicamentos, ela também tinha um filho pequeno.
Certo dia, em agosto, a mulher não mais aguentou, estava na hora de seu bebê nascer. Ela procurou por seu marido em toda a casa, mas ele era muito ausente e não estava em casa. Então ela pegou seu filho pela mão e foi a pé para o hospital.
Lá, um médico com máscara de coelho disse que realizaria seu parto, pouco tempo depois ela entra em trabalho de parto.
Algumas horas se passam e a mulher ainda estava em trabalho de parto, sem paciência, pegou um bastão e acertou a barriga da moça com ele, rapidamente,o bebê desliza por suas pernas, a criança é pega pela enfermeira pra se lavar e se vestir.
A mãe pede ao filho que acenda um cigarro pra ela, a enfermeira volta com a criaça, que não parava de chorar.
— É um bebê chorão. — Diz a mãe.
O filho se apressa e preenche o espaço do nome com " Cry Baby ".
O nome da criança acaba ficando assim mesmo, e vão pra casa.
3 anos se passam e Cry Baby cresce, seu irmão começa a fumar maconha e sua mãe se torna uma alcoolátra.
O pai, como sempre nunca estava presente.
Cry Baby estava em seu quarto, quando sua mãe chega pra dar comida a ela, Cry Baby sentiu que tinha algo naquela comida, ela evitou o máximo pra não comer nadinha daquilo, sua mãe toma um gole de seu whisky e Cry Baby resolve comer logo, em menos de um minuto ela viu alguns de seus ursinhos se mexerem, as alucinações eram tão fortes... Então, Cry Baby se dá conta do que havia comido, um pouco da maconha de seu irmão, deu-se conta do que sua mãe queria, que ela ficasse alucinada e não visse o que se passava naquela casa. Apesar de ser nova, Cry Baby sabia que o pai traia a mãe, que o irmão fumava e que a mãe estava em depressão... Cry Baby não podia se deixar vencer! Cry Baby tinha que ser diferente deles, ela podia tentar, né?
Cry Baby vai dormir e escuta uns barulhos na cozinha, resolve ir lá, afinal precisava de um copo d'água.
Ao chegar na cozinha ela vê um grande lençol e o levanta, vendo o corpo de seu pai e da suposta amante dele, ensaguentados e mortos.
Cry Baby se desespera e começa a chorar, sua mãe pega um lenço com um remédio que apaga a memória e faz a Cry Baby respirar um pouco dele. Ao acordar, Cry Baby não se lembra de nada.
Para distrai-la um pouco, a mãe da Cry Baby a leva a um parque de diversões, mas assim que chegou, largou a garota sozinha ali e foi pro bar do parque.
Cry Baby tinha medo dos brinquedos altos, eles pareciam querer pegar seu corpo frágil e seu grande coração e quebrá-los em mil pedaços, mas avistou algo inofensivo e bonito, um carrossel, mais bonito que o rapaz que estava ao lado dele. Cry Baby imediatamente sentiu seu coração palpitar dentro do peito, acelerando o pulso. Havia se apaixonado pelo garoto do carrossel, como ela o apelidou, já que não sabia seu nome.
Ele era filho do dono do parque, tinha cabelos loiros, nos quais Cry Baby fixou a atenção.
Ele a ajudou a subir no carrossel, e cobrou a entrada, que era algumas moedas, ele ficou de frente pra ela. Cry Baby não conseguia alcança-lo, parecia que aquelas voltas não iam acabar nunca, o garoto do carrossel pegou seu cofrinho e colocou as moedas lá, Cry Baby ao se dar conta de que ele não gostava dela, e sim do que ela pagava. Cry Baby acabou ficando enjoada e vomitou, ela se sentia usada e decepcionada, decidiu procurar sua mãe e voltar pra casa, amanhã iniciaria na escola, afinal já tinha cinco anos.
Cry Baby vai ao colégio, onde encontra um garoto, gabando-se de um diploma do ABC. Ele a irritava tanto, tanto que Cry Baby o apelidou de Garoto Alfabeto, ela queria que aquele diploma pegasse fogo. Ele ficava dizendo que ganhou o concurso de soletrar, e Cry Baby se sentia mal, pois mal sabia escrever seu nome. Pelo menos,ela havia feito um amigo: Johnny.
Ele era outro que se achava, chamava a Cry Baby de burra do caralho quando ela fazia algo de errado. Mas Cry Baby, era apaixonada por ele.
No dia seguinte ela o telefonou e o convidou pra ir a sua casa. Quando Johnny chegou, Cry Baby não estava . Ele foi até o banheiro pra ver se ela estava lá, Cry Baby não estava lá também. Johnny estava bravo por Cry Baby dar um bolo nele, já que não tinha nada pra fazer entrou na banheira, que ligou sozinha. Johnny sorriu.
Cry Baby estava na parte de cima do banheiro, agachada com uma torradeira na mão, derramou uma lágrima e a jogou na banheira, vendo Johnny morrer eletrocutado.
Cry Baby havia dito algo pra ele, algo de que se arrependeu, imediatamente ela lembrou-se do dia em que havia andado de bicicleta no bosque com Johnny, o mesmo dia que deveria ter ficado calada. Aquele " eu amo tudo o que faz " pareceu tão ridiculo pra ela, depois que disse aquilo, ela correu pra casa e lavou a boca com sabão.
Era tão impossivel pra Cry Baby tirar aquilo da cabeça... Ela então desejou esquecer de tudo, pegou o corpo de Johnny e se livrou dele. Depois correu ao quarto do irmão e pegou a maconha dele, obviamente Cry Baby já sabia para que aquilo servia, depois foi até o quarto da mãe, procurar algo que lhe servisse, como alguma bebida, achou algo melhor, um apagador de memórias. Aquilo lhe pareceu familiar, pegou e misturou com a droga, Cry Baby foi pro seu quarto e engoliu o líquido que havia se formado.
Depois disso, Cry Baby apagou.
Semanas depois, era o aniversário de sete anos da Cry Baby. Dois dias antes começou a preparar os convites, fez um para Johnny, já que não se lenbrava de nada. Como era de se esperar Johnny não foi a festa, para a decepção de Cry Baby nenhum dos outros convidados apareceu, Cry Baby tinha ficado furiosa, ela tinha uma lista perfeita, tinha toda a decoração pronta! Nem mesmo a vadia da Beth Anne e o namorado idiota dela o Blue Boy haviam aparecido.
Nem mesmo sua mãe tinha ido.
Cry Baby se convenceu de que ia sobrar mais bolo pra ela e que aquilo era uma piada, ela ia se divertir sozinha. Depois de muitas tentativas, ela desistiu, gritou o mais alto que pôde e desejou que aquilo acabasse logo.
No dia seguinte, Cry Baby foi jogar fora as coisas da festa e viu um caminhão de sorvete, Cry Baby queria um, mas tinha dinheiro pra fazer compras, se soubrasse um pouco talvez ela pegasse um, o homem que dirigia o caminhão parecia familiar, Cry Baby tinha certeza que já o havia visto a espiando pela janela.
Então ela entrou no supermercado e pegou as coisas que ia levar e foi pro caixa. A vendedora pegou o dinheiro e a entregou algo pra ela, algo que parecia veneno.
— Pra que eu vou usar isso?
— Você vai descobrir quando chegar a hora.
Cry Baby agradece e sai da loja, vê que sobrou algum dinheiro e decide ir comprar um sorvete.
Ela escolhe um, mas o homem lhe oferece um outro e diz que ela não precisa pagar. Cry Baby aceita e vai embora, ao lamber um pouco sentiu algo estranho, e ai, apagou. O homem então, a pegou e a colocou no carro e acelerou.
Depois de um tempo Cry Baby acorda e percebe que não estava em sua casa.
Ela resolve explorar o lugar aonde estava e nota que estava numa cozinha, um bilhete dizendo pra preparar cookies, a essa altura Cry Baby sabia pra que servia o rémedio que havia ganhado da moça do caixa, também havia notado a câmera no canto da sala. O bilhete dizia que tudo deveria estar pronto ás 3:00 horas da tarde. Cry Baby olhou pro relógio. Tinha que se apressar, eram 1:30 da tarde, começou a fazer a massa, quando tudo estava pronto, ela resolveu despejar o líquido dentro da massa, disfarçou um pouco e colocou, Cry Baby estava segura, até porque, o homem havia recebido uma ligação e não tinha prestado atenção.
Depois de algumas horas tudo estava pronto e o homem apareceu, quando comeu o biscoito, pôs a mão no peito e caiu da cadeira. Cry Baby saiu correndo.
Cry Baby, apesar de fazer muito tempo, não conseguia ser mais a mesma criança inocente, estava mais fria.
Foi pro playground da escola e encontrou Anne Beth e Blue Boy que estavam brincando. Cry Baby estava muito irritada, ela gostava de Blue Boy, e estava determinada a não errar com ele.
Sentou-se e ficou fazendo palhaçadas.
Blue Boy finalmente a estava notando.
Anne estava irritada e puxou Blue Boy pra brincar do mesmo jogo sem graça. " Vadia ", pensou Cry Baby. Cry Baby fez alguns truques e conseguiu atrair a atenção de Blue Boy.
Cansada, Anne tentou beijá-lo e Cry Baby enfiou uma chupeta na boca dela.
Cry Baby continuou com seu esquema e Anne bloqueou o caminho que faltava de Blue Boy e Cry Baby. Anne tirou a roupa e Blue Boy viu seu corpo, sem pestanejar ele deu as costas pra Cry Baby e foi embora com Anne Beth, Cry Baby abaixa sua cabeça e começa a chorar, decide ir pra casa ver TV.
Quando chega em casa, Cry Baby liga a TV, vai no banheiro e pega comprimidos pra beleza e os engole, coloca papel higiênico nos seios, coloca uma peruca e vai pra sala. Ela invejava o corpo de Anne Beth e estava louca pra conseguir atrair Blue Boy pro seus braços, sentou-se e assistiu o comercial que falava de uma mulher muito bonita que tinha um namorado, que a incentivou a fazer uma cirurgia plástica e a mulher faz, no final o rosto dela estava esticado e puxado, ela estava um horror, Cry Baby assistia a tudo com atenção. No final, o namorado da mulher a traia com outra mulher bonita e a mulher se arrependia.
Cry Baby, em prantos tirou o papel dos seios e mudou de canal. Estava passando Alice no País das Maravilhas, no fim do filme Cry Baby estava imaginando como seria o filme se os personagens tivessem as caracteristicas de sua familia... Coisa que Cry Baby nem tinha mais, então foi ao quarto de seu irmão e pegou mais da droga dele.
Deitou-se na cama e usou a droga.
Cry Baby apagou e sonhou que sua vida era perfeita...

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