Big Dreams Never DieQuerida Susana.
A escrivaninha bagunçada refletia os pensamentos de Robert Sattler naquela noite chuvosa. Seus olhos azuis, presos na janela, procuravam inspiração em meio a tantas ideias vis para matar, aos poucos, os sonhos de seu protagonista. A xícara de café fumegante esquentou suas mãos, mas era incapaz de esquentar o coração, perdido na cidadezinha do interior. Perdido nas sardas daquela ruiva. Naquele sorriso que, involuntariamente, o fazia sorrir, apenas com as lembranças de anos atrás.
O som do vento contra a janela não abafou o suspiro do rapaz, que voltou-se para o caderno rabiscado e pôs-se a escrever:
“Querida Susana.”

