Ato I — O imperador do sol.
- Escutei que a herói está amando o príncipe inglês.. Você sabia?
- Sim, Ludwig. Ah, perdoe-me.
Há muito tempo atrás em algum lugar
Um reino repleto de paz e humanidade
Em uma ilha vivia o seu imperador
Um jovem rapaz que escondia a idade
Kiku estava sentado em sua varanda, apreciando as flores de cerejeira que começavam a cair. Um sua mão direita um copo de chá, em sua mão esquerda um lenço há muito esquecido pelo seu verdadeiro dono. Bordado no linho as iniciais \"A. J.\", seu precioso amigo que não encontrava há um longo tempo.
O seu telefone tocou, erguendo-se de seu local e caminhando em direção ao interior de sua casa, atendendo a chamada. Segundos se passaram em silêncio enquanto ele ouvia as palavras ditas do outro lado da linha. Um sorriso terno nasceu em seus lábios.
- Sim.
A felicidade existia em sua totalidade
E seus serventes estavam cheios de bondade
Os homens enlouqueciam ao vê-lo sair
Fazer a paz ali o fazia sorrir
Naquele dia Kiku acordou um pouco mais cedo do que o de costume, havia sido convidado por Feliciano para visitá-lo e estava ansioso por fazê-lo. Era uma nova cultura e um novo mundo, como perder a chance de vê-la? Esperou no local marcado, vendo minutos depois Feliciano chegar acompanhado de outras duas pessoas.
- Kiku! — Gritou Feliciano, correndo na direção do japonês e abraçando-o. Era tão bom vê-lo, sentia como se não o encontrasse há séculos, entretanto, tinham estados juntos uma semana antes.
- É muito bom revê-lo, Feliciano. — Falou com o seu tom calmo e contido, correspondendo ao abraço com cuidado. Ao ser solto, seus olhos voltaram-se para os dois rapazes que acompanhavam Feliciano até o local.
- Ah, deixe-me apresentá-lo! Esse é o meu irmãozão Francis! E esse é o -
- Idiota! — Respondeu o rapaz apresentado como Francis, cortando Feliciano no meio de sua frase.
Um belo dia ele saiu para passear
Não imaginava com quem iria encontrar
O príncipe inglês do outro lado do mar
Quem pensou que o ele iria se apaixonar?
O rapaz apresentado como \"idiota\" fez uma expressão de desgosto, batendo um dos pés no chão. Como Francis tinha a ousadia de apresentá-lo desse modo? Fechou os punhos, pronto para surrar aquele francês imbecil!
- O que você quer com isso? Chamando-me de idiota? — Gritou com todas as suas forças. Feliciano foi para trás de Francis, tentando se abrigar do surto agressivo que o jovem estava apresentando.
- Olá, muito prazer. Meu nome é Kiku Honda, e o seu? — Perguntou Kiku, pensando que desse modo poderia evitar uma briga e desviar a linha de raciocínio dele.
- Que?! — O rapaz ficou incrédulo ao ouvir Kiku interrompê-lo desse modo, mas ao voltar seus olhos para ele, sentiu seu coração falhar. Nunca em sua vida havia visto pessoa tão gentil e bela. — Perdoe-me, meu nome é Arthur Kirkland. O prazer é todo meu! — Desculpou-se, tentando adquirir postura semelhante à do japonês.
Essa bela flor, que se perdeu no amor
Sua felicidade causaria um desastre
Vivendo sempre na paz, desconhecendo a maldade
Tarde o sentimento de vingança chegaria contra ti
